A mansão Monteiro estava com uma iluminação cuidadosamente pensada para tornar o ambiente mais acolhedor. Olívia havia procurado saber os gostos de seus ilustres convidados e, por isso, optara por uma decoração simples, mas sofisticada. Sabia que Elizabeth Walker prezava pela simplicidade e queria que ela se sentisse à vontade.
O jantar seria servido na grande sala de jantar. Para tornar o ambiente ainda mais agradável, um pianista havia sido contratado, e a música suave preenchia o salão, deixando a noite ainda mais aconchegante.
A pequena reunião de família e amigos próximos acabou se tornando maior quando Olívia soube que Leonardo havia convidado alguns amigos.
— Quanto mais pessoas, mais animado fica. — Disse ela, satisfeita.
Além de Benjamin e sua família, o esposo de Margareth, Liam Carter, também havia chegado com o filho pequeno, Charles, de apenas três anos. A princípio, eles não tinham planos de vir ao Brasil, mas Olívia insistira para que Margareth permanecesse mais tempo. Apesar de ser sobrinha de sua cunhada, ela havia sido criada praticamente por Constância e era muito querida pela família.
Ao saber que o jantar seria para receber John Walker, o marido de Margareth quis aproveitar a oportunidade para conhecer pessoalmente o grande empresário. Afinal, não era todos os dias que se tinha a chance de estar ao lado de um homem tão influente no mundo dos negócios.
Às oito horas em ponto, John e Elizabeth Walker chegaram à mansão.
Foram recebidos pelos anfitriões, Gilberto e Olívia, que os cumprimentaram calorosamente. Em seguida, Eduardo e Helena se aproximaram para recebê-los.
— Helena, que bom vê-la novamente! Estava ansiosa pelo nosso próximo encontro.
Elizabeth abraçou Helena com carinho, como se as duas se conhecessem há muito tempo. Helena ficou um pouco surpresa com o afeto que ela demonstrava.
— É um prazer revê-la também, senhora Walker.
— Oh, por favor, posso considerá-la minha amiga, me chame de Elizabeth.
— Claro.
John explicou a ausência de Bruce e a esposa.
— Infelizmente a filha de Bruce pegou uma insolação, as crianças passaram muito tempo na praia e não estão acostumadas ao calor daqui.
Depois dos cumprimentos iniciais, John e Elizabeth cumprimentaram o restante do grupo. O casal esbanjava simpatia e cordialidade, conquistando a todos com a naturalidade e simplicidade com que conversavam.
As conversas eram amenas, sem qualquer assunto relacionado aos negócios. Enquanto aguardavam o jantar, garçons circulavam servindo bebidas.
Algumas apresentações se fizeram necessárias. Quando Eliane e Bianca foram apresentadas a Alberto, ele não pôde deixar de admirar a beleza das duas. Eliane tinha a exuberância e o charme de uma modelo internacional, enquanto Bianca possuía uma beleza delicada, quase angelical.
— Confesso que, se Leonardo tivesse me dito que iria sair com mulheres tão belas, eu teria dispensado aqueles marmanjos barbudos.
Alberto arrancou risadas das duas.
Ele passou a conversar com Eliane e Bianca, enquanto Leonardo e Bruno, que estavam com ele, também participavam naturalmente da conversa.
Aos poucos, homens e mulheres acabaram se dividindo em pequenos grupos.
— Soube que a senhora Walker toca e canta muito bem. — comentou Olívia.
Elizabeth sorriu com simplicidade.
— Talvez tenham exagerado um pouco, senhora Olívia.
Olívia sorriu.
— Como hoje estamos em um grupo informal de amigos. Será que teríamos a honra de ouvi-la tocar para nós?
Laura imediatamente apoiou a sugestão.
— Seria maravilhoso ouvi-la.
Elizabeth sorriu delicadamente. Apesar da maturidade, guardava o frescor da juventude e uma beleza serena, daquelas que o tempo não diminuía, apenas transformava.
— Se Helena concordar em tocar também, será um prazer.
Helena ficou surpresa.
Já fazia algum tempo que não tocava. Desde que deixara de se apresentar em eventos, não tocava para ninguém, com exceção daquela ocasião em que Eduardo a ouvira.

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