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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 286

Helena passou com passos rápidos por Ana, que estava na recepção.

— Senhora Helena, preciso...

— Agora não, Ana. E, por favor, não quero ser incomodada por ninguém.

Ana ficou olhando enquanto Helena subia para o segundo andar. Nunca havia visto Helena daquela forma.

Assim que entrou no escritório, Helena trancou a porta. Permaneceu alguns segundos encostada nela, tentando controlar a respiração, antes de caminhar de um lado para o outro.

Precisava se acalmar. Precisava pensar.

Sentou-se à mesa, abriu a pasta e voltou a olhar para as fotografias.

Uma a uma.

Não havia dúvida. Eram reais e comprometedoras.

Se contasse a Eduardo, talvez ele não acreditasse nela. Mas isso não significava que ficaria de braços cruzados. Quando ele mostrou as armações de Viviane, era possível identificar que as imagens haviam sido manipuladas. Aquelas eram diferentes. Não havia como contestá-las facilmente.

E Danilo sabia disso.

Eduardo usaria todo o seu poder e influência para destruir a pessoa que estivesse por trás daquilo. E, nesse caso, Bruno seria atingido, assim como a reputação do Grupo Lima.

Helena levou as mãos à cabeça.

— Deus me ajude...

Ela não podia contar com mais ninguém.

Danilo fora claro. Se Eduardo descobrisse a chantagem, ele agiria imediatamente. Mas, quando isso acontecesse, o estrago já estaria feito.

Dez dias.

Como conseguiria aquela quantia em apenas dez dias?

Helena fechou os olhos por um instante.

Não podia retirar dinheiro do caixa da empresa sem uma justificativa. Apesar do prejuízo com a sabotagem ter sido recuperado graças a Eduardo, mesmo que tivesse tal quantia, a empresa não aguentaria o desfalque.

Ela não tinha com quem contar.

Ela poderia usar as economias que vinha fazendo para saldar a dívida com Eduardo e pagar uma parte do valor exigido por Danilo, mas e o restante?

Foi então que outra possibilidade lhe veio à mente.

O dinheiro das despesas da casa.

Além do cartão ilimitado que Eduardo lhe dera, e que ela pouco utilizava, ele também havia colocado uma conta bancária à disposição dela para administrar as despesas da residência: pagamento dos funcionários, compras, manutenção e outras necessidades.

Eduardo sempre foi generoso. A quantia depositada mensalmente era mais do que suficiente para cobrir os gastos da casa e sempre sobrava uma quantia expressiva. Ele também havia deixado uma reserva considerável para que ela pudesse fazer alguma reforma ou mudar a decoração, caso desejasse.

Helena nunca havia tocado naquele dinheiro.

Abriu o notebook e consultou a conta e seus olhos se arregalaram ao ver o saldo.

Os depósitos regulares ultrapassavam um milhão por mês, e o valor disponível estava muito próximo da quantia exigida por Danilo.

Por alguns segundos, Helena ficou imóvel olhando para a tela e o saldo nela.

Era uma saída.

Uma saída que estava ali, diante dela, mas não podia. Aquele dinheiro pertencia a Eduardo. E se ele descobrisse?

Ela já lhe devia demais. Como poderia usar uma quantia tão grande sem sequer pedir sua autorização? E, depois, como devolveria?

Helena afastou-se do notebook.

— Não. Isso não pode estar acontecendo.

Helena levantou-se e começou a caminhar novamente pelo escritório.

Só usaria aquele dinheiro em último caso. Antes disso, tentaria encontrar outra solução.

Talvez pudesse vender suas joias, Eduardo lhe dera jóias caras ao longo do casamento, mas se ele perguntasse por algumas delas? O que responderia?

Talvez até a casa de seus pais, embora soubesse que uma venda tão rápida dificilmente resolveria o problema a tempo.

Mas precisava tentar.

O prazo era curto demais.

Helena voltou os olhos para o notebook, sentindo o peso daquela escolha sobre os ombros. Precisava encontrar uma saída e precisava encontrá-la rápido.

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Capítulo 286 1

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