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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 325

Do outro lado da sala, os homens haviam se acomodado próximos às portas que davam para o terraço, John estava atrás do balcão enquanto preparava as bebidas, conversava com Eduardo e Bruce

Eduardo ainda sentia um pouco estranho a amizade entre John e Bruce. John podia ser um homem extremamente poderoso, exigente e implacável nos negócios. Ainda assim, perto de Bruce, parecia simplesmente... John.

Não havia formalidade, Eduardo aos poucos foi se soltando.

Enquanto os homens bebiam e conversavam, Helena se concentrou no preparo das ervas, mas seus olhos ainda encontravam os três homens de tempos em tempos.

Havia algo reconfortante naquela amizade.

— E as crianças? — perguntou Helena ao perceber que elas ainda não tinham aparecido.

— Estão ótimas. — Elizabeth sorriu. — Na verdade, John fechou uma ilha de recreação próxima daqui. Há um hotel inteiro reservado apenas para as crianças e os funcionários que ficarão responsáveis por elas.

Helena arregalou os olhos.

— Uma ilha?

— Sim, estão lá desde cedo. Eu e Chloe passamos o dia com elas e retornamos para preparar o jantar. Só voltam amanhã. — Elizabeth sorriu e colocou uma travessa sobre a bancada. — E isso significa que teremos uma noite inteira sem crianças. É um jantar só para casais.

Chloe levantou a taça de vinho que elas tomavam enquanto preparavam a comida.

— Um brinde a isso.

As três ergueram a taça e sorriram.

*****

Pouco depois, Elizabeth retirou o avental e olhou a comida que acabaram de preparar. A aparência e o cheiro estavam deliciosos. Elizabeth fez vários pratos com temperos e ingredientes brasileiros criando novos sabores e texturas.

— John, meu amor. Pode arrumar a mesa, por favor.

John suspirou teatralmente.

— Querida, assim vão pensar que você manda em mim.

— E vai ousar me desobedecer? — Desafiou ela cruzando os braços e fingindo brava.

— Claro que não. Vou agora mesmo, mas primeiro tem que me pagar.

John foi até a esposa e a envolveu em um abraço apertado beijando-a com paixão sob o olhar um pouco constrangido de Helena e Eduardo. Já Bruce e Chloe pareciam tão à vontade com essa demonstração de carinho que fizeram o mesmo.

Eduardo sentiu a tensão invadi-lo e olhou para Helena, imediatamente seu rosto dela ficou vermelho e o brilho nos olhos demonstraram que também queria o mesmo que ele.

Quando finalmente os dois casais se separaram. Elizabeth voltou para finalizar os pratos e John foi até o armário e começou a retirar os pratos. Bruce se encarregou dos talheres.

Na varanda, os dois homens prepararam a mesa.

John colocou os pratos com cuidado, escolheu as taças, ajeitou os talheres e, para surpresa de Helena, apareceu com um pequeno arranjo de flores e velas. A mesa estava perfeitamente arrumada e com um ar romântico.

— Ele sempre arruma a mesa? — perguntou Helena

Elizabeth sorriu.

— Não conte para ninguém.

John ouviu.

— Eu estou ouvindo.

— Ótimo. Assim você sabe que estou orgulhosa.

Ele apenas sorriu e acendeu as velas, as flores ficaram no centro da mesa. O mar, agora sob a luz suave da lua, parecia fazer parte da decoração.

Quando todos se sentaram, John serviu vinho para todos e Elizabeth levantou a taça.

— Aos bons momentos.

— Aos bons momentos — repetiu Chloe.

As taças se tocaram.

Durante o jantar, as conversas fluíram naturalmente.

John e Elizabeth trocavam pequenos gestos de carinho sem sequer perceber. Ele colocava mais comida no prato dela. Ela ajeitava discretamente a gola da camisa dele. Em determinado momento, John segurou a mão da esposa sobre a mesa e beijou seus dedos.

Do outro lado, Bruce e Chloe compartilhavam a mesma cumplicidade.

Helena percebeu e, inevitavelmente, sentiu um pequeno desconforto, não por inveja. Mas porque aquilo mostrava, diante dela, uma intimidade que ainda era nova em seu próprio casamento.

Eduardo percebeu que Helena havia ficado em silêncio e sua mão encontrou a dela sob a mesa.

Helena olhou para ele e apertou seus dedos.

Eduardo sorriu de leve.

— Está tudo bem? — perguntou baixo.

— Está sim. — A resposta foi um pouco embargada.

Então inesperadamente, ele levou a mão dela aos lábios e beijou o dorso, sem se importar com os demais.

Helena sentiu o coração acelerar. Talvez Eduardo ainda não soubesse exatamente o que sentia. Mas seus gestos começaram a falar por ele. Helena não sentiu necessidade de falar nada. Apenas deixou a mão permanecer entre as dele.

Elizabeth percebeu a cena de canto de olho e sorriu.

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