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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 337

Naquela noite, durante todo o trajeto de volta para casa, Eduardo permaneceu em silêncio.

Mantinha o semblante fechado, o olhar perdido na escuridão além da janela, como se sua mente estivesse muito distante dali.

Helena não sabia se deveria agradecer pela ausência de perguntas ou se preocupar com aquele silêncio incomum. Desde a exposição, Eduardo vinha agindo de maneira estranha, e ela não conseguia compreender o motivo.

Ainda assim, suas próprias preocupações eram grandes demais. As ameaças de Danilo continuavam ecoando em sua mente, e ela precisava encontrar uma maneira de se livrar daquele homem sem colocar Eduardo em risco.

De certa forma, achou melhor o silêncio entre eles e por isso preferiu não insistir em uma conversa.

Mas, assim que entraram em casa, Helena percebeu que havia algo profundamente errado.

Eduardo fechou a porta e, antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, segurou-a pelo braço e a puxou para si.

O beijo veio de repente e brutal. Sem ternura, sem a hesitação que tantas vezes acompanhara os momentos de aproximação entre eles. Eduardo tomou sua boca com uma violência que a deixou sem reação.

Helena ficou rígida, pega de surpresa ela não conseguiu reagir e nem conseguir compreender o que estava acontecendo. Aquele não era o homem que a beijara às vezes com paixão e outras com ternura, que a fizera acreditar que, pouco a pouco, estava encontrando um caminho até seu coração.

As mãos dele percorreram seu corpo com uma rudeza que a assustou ainda mais. Não havia carinho naquele toque. Apenas uma urgência carregada de raiva, como se ele quisesse puni-la por algo que ela desconhecia.

Então, abruptamente, soltou-a e a afastou segurando seus ombros, e os dois ficaram frente a frente, respirando com dificuldade.

Helena ergueu os olhos e o que viu no rosto dele fez seu coração disparar.

Havia desejo naqueles olhos escuros, mas era um desejo atravessado por uma fúria tão intensa que parecia consumir tudo ao redor. Sua expressão estava transtornada, a mandíbula rígida, as mãos contraídas sobre os ombros dela.

— Eduardo... o que está acontecendo com você?

Ele soltou uma risada curta, sem qualquer vestígio de humor.

— O que está acontecendo comigo? — repetiu, num tom zombeteiro. — Estou beijando minha adorável esposa.

A ironia daquelas palavras a deixou desconcertada.

— Mas eu...

Ele não a deixou terminar. Uma das mãos de Eduardo subiu até o pescoço dela. Helena sentiu os dedos se fecharem ao redor de sua garganta, pressionando-a enquanto ele aproximava o rosto do seu.

O ar pareceu desaparecer.

Ela agarrou o pulso dele, os olhos arregalados, tentando compreender como o homem que dividia sua casa e que, dias antes, a abraçara com tanta ternura podia estar diante dela daquela maneira.

— Eduardo... por favor… — Sua voz saiu entrecortada. — Você está me assustando.

Por um instante, os olhares se encontraram e Helena viu algo que nunca havia visto nele: uma fúria tão descontrolada que já não conseguia reconhecer no homem que amava.

Capítulo 337 1

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