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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 68

Na manhã seguinte, quando Helena chegou na cozinha, a senhora Olga a acolheu com um leve sorriso. Depois dos cumprimentos habituais, Olga a olhou com carinho.

— Parece que dessa vez o senhor Eduardo vai ficar bastante tempo fora.

Para quem ouvisse, parecia um comentário simples, sem intenção nenhuma. Mas vindo de Olga, era como se ela soubesse de tudo.

— Sim, é verdade. — Disse Helena tentando manter o semblante sereno.

Olga serviu o café e Helena tentava comer, mas algo em sua garganta travava qualquer tentativa.

O coração de Helena havia afundado de vez, sentia falta de Eduardo, queria vê-lo. Queria dizer que o amava de verdade. Mas diante das atitudes de Eduardo de sua frieza e distanciamento, era impossível que um dia viesse a amá-la.

Ela iria guardar esse segredo e não contaria para ninguém e só lhe restava que no decorrer do contrato Eduardo pudesse enxergá-la e quem sabe despertar nele algum sentimento, era uma esperança e ela iria viver aqueles dias com essa frágil e pequena esperança.

Sem conseguir comer, Helena tomou só café e pegou a bolsa pronta para sair.

— A senhora já vai? Nem tomou café.

— Eu tenho muitas coisas pra resolver, depois como alguma coisa com minha mãe.

Helena saiu sob o olhar preocupado de Olga.

Com o aumento da demanda na empresa de Clara, Helena precisou reduzir parte das aulas no conservatório. A notícia entristeceu alguns alunos, mas ela sabia que precisava ajudar mais a mãe e participar ativamente da administração da marmoraria. Afinal, a empresa também lhe pertencia, e um dia toda aquela responsabilidade estaria em suas mãos. Além disso, Clara já começava a demonstrar sinais claros de cansaço.

Naquela manhã, depois de terminar sua última aula, Helena deixou o conservatório às pressas. Xavier já a aguardava do lado de fora e, assim que ela se aproximou, ele abriu a porta do carro com a habitual discrição. Antes de entrar, porém, Helena notou um carro esportivo de luxo estacionado um pouco adiante. O veículo chamou atenção pelo brilho impecável da pintura escura e pelas linhas sofisticadas, mas ela não lhe deu importância. Entrou no carro e partiram.

Pouco tempo depois, chegou ao escritório da empresa.

O ambiente estava movimentado. Funcionários atravessavam os corredores carregando amostras de pedras, catálogos e projetos para a feira de arquitetura e design que aconteceria na semana seguinte.

— Bom dia, Célia. Como vão as coisas? — perguntou Helena enquanto retirava os óculos escuros.

— Bom dia, Helena. Uma verdadeira correria. A feira está consumindo todo mundo.

Helena sorriu de leve antes de seguir para a sala da mãe.

Assim que entrou, Clara se levantou imediatamente.

— Filha, que bom que chegou.

As duas se abraçaram com carinho. Helena, porém, não deixou de notar a palidez da mãe, os traços cansados e o quanto ela parecia mais magra nos últimos dias. Seu coração apertou, mas preferiu não comentar.

— E os exames? — perguntou com cuidado.

— Os resultados ficam prontos na próxima semana.

— Quando a senhora for ao médico, quero ir junto.

Clara abriu um sorriso tranquilo, embora a voz revelasse um leve tremor.

— Querida, não precisa se preocupar. São apenas alguns exames. Sempre fui sozinha.

Helena sustentou o olhar da mãe por alguns segundos, percebendo que ela tentava parecer mais forte do que realmente estava.

— Querida, sei o quanto você ama dar aulas — continuou Clara, sentando-se novamente. — Mas preciso de você aqui comigo.

Com o crescimento da empresa, os pedidos aumentaram consideravelmente. Entre projetos personalizados, contratos de alto padrão e a preparação para a feira, Clara já não conseguia administrar tudo sozinha.

Helena respirou fundo antes de responder:

— Eu entendo, mãe. Na verdade... também venho pensando sobre isso.

Nas horas seguintes, as duas revisaram contratos, discutiram fornecedores e organizaram os detalhes finais da feira. O evento seria importante para apresentar a nova coleção de peças exclusivas desenhadas por Helena.

Em determinado momento, Clara ergueu os olhos dos papéis.

— Seu marido vai estar presente?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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