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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 69

Os dias passaram rapidamente. Helena ficou completamente envolvida na organização da feira, resolvendo problemas, acompanhando fornecedores e supervisionando os últimos detalhes do estande.

Eduardo não entrou em contato nenhuma vez, e ela também não o procurou.

Ainda assim, todas as noites, por mais cansada que estivesse, Helena pegava o celular antes de dormir. Sempre com a mesma expectativa silenciosa: uma mensagem dele dizendo que estava voltando, mas ela nunca vinha.

Na véspera da abertura da feira, Helena chegou tarde em casa. Passara o dia inteiro envolvida com os ajustes finais da montagem do estande e mal conseguia sentir os pés de tão cansada. Ao entrar na sala, parou abruptamente.

Eduardo estava ali.

Por um instante, os dois apenas se encararam, mas o coração de Helena disparou sem aviso.

Ele continuava exatamente igual: presença imponente, postura impecável, dominando o ambiente com naturalidade. Mas os olhos… os olhos permaneciam frios, difíceis de decifrar.

— Eduardo… não sabia que voltava hoje — foi ela quem falou primeiro.

Helena deixou a bolsa sobre uma poltrona, sentindo o olhar dele acompanhá-la.

— Já terminei o que precisava fazer.

— Já jantou? — perguntou ela.

Com a correria do dia, ela mesma mal havia conseguido comer.

— Ainda não.

— Vou preparar alguma coisa para nós.

Ela seguiu para a cozinha. Felizmente, o chef Augusto costumava deixar tudo organizado, então bastava finalizar os pratos. Ao fechar a geladeira e se virar, deu de cara com Eduardo segurando uma garrafa de vinho.

Helena levou um leve susto, mas logo se recuperou. Ele pegou duas taças e serviu vinho para os dois com movimentos tranquilos.

— Obrigada — disse ela.

Quando pegou a taça da mão dele, percebeu que seus dedos tremiam levemente. Eduardo notou, mas desviou o olhar como se não tivesse visto.

Ele se acomodou em um dos bancos da bancada enquanto ela voltava ao fogão. O silêncio entre os dois parecia cheio demais.

— E a viagem? — perguntou Helena, tentando soar natural.

— Boa. Fechei ótimos negócios.

— Que bom.

O silêncio voltou a ocupar a cozinha.

Eduardo bebia o vinho calmamente enquanto observava Helena se mover entre as panelas e pratos. E, mesmo sem dizer nada, a presença dele parecia preencher cada canto do ambiente.

— E você? — A pergunta foi simples, quase vaga.

Helena ergueu os olhos, surpresa.

— Eu?

— Sim. O que tem feito?

Apesar do tom naturalmente firme, havia algo diferente por trás da pergunta. Talvez um interesse discreto.

— Tenho andado bem ocupada com a empresa. — respondeu, voltando a atenção para o fogão. — Acabei precisando deixar as aulas no conservatório.

Eduardo permaneceu em silêncio por um instante.

— Entendo.

O silêncio voltou a se instalar entre eles.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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