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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 84

Durante a manhã, os homens permaneceram fora tentando liberar a estrada onde a árvore havia caído na noite da tempestade. Retornaram apenas próximo ao horário do almoço.

Apesar de não terem feito o trabalho pesado diretamente, tanto Gilberto quanto Eduardo estavam sujos de lama. Antes de se sentarem à mesa, os dois subiram para tomar banho e trocar de roupa.

Quando voltaram, Amélia já serviu o almoço.

— Como está a estrada? — perguntou Carmen assim que todos se acomodaram.

— A árvore deve ser retirada ainda hoje. — respondeu Gilberto enquanto servia um pouco de água. — Mas ainda não temos como sair. A estrada está cheia de lama e os carros provavelmente atolariam antes mesmo de chegar à metade do caminho.

Helena sentiu um pequeno incômodo percorrer seu peito. Isso significava pelo menos mais uma noite ali e mais uma noite dividindo o quarto com Eduardo.

Discretamente, lançou um olhar para ele.

Eduardo permanecia impassível, com a expressão calma e neutra de sempre, como se aquela situação não o afetasse minimamente.

O almoço seguiu em clima tranquilo, entre comentários sobre a tempestade e histórias antigas que Carmen fazia questão de contar. Depois que terminaram, Eduardo se levantou.

— Preciso trabalhar um pouco. — disse naturalmente. — Vou subir.

— Helena, acompanhe seu marido. — comentou Carmen com um leve sorriso sugestivo.

Helena quase se engasgou com o suco. Eduardo voltou o olhar para ela.

— Não precisa ficar presa no quarto por minha causa. — disse em tom calmo. — Não vou poder te dar atenção.

O leve brilho de censura nos olhos de Carmen aumentou imediatamente.

— Eduardo Monteiro, deixe de ser seco com sua esposa. — repreendeu ela. — Helena não precisa de atenção, precisa de companhia.

Olivia tentou disfarçar o sorriso e Helena sentiu o rosto esquentar.

— Vovó… — murmurou Eduardo num tom de leve advertência.

— Não adianta me olhar assim. — retrucou Carmen sem o menor receio. — Vocês são casados, deveriam aproveitar esse tempo juntos em vez de ficarem agindo como dois desconhecidos.

O silêncio que caiu à mesa foi quase constrangedor. Helena abaixou os olhos para esconder o embaraço.

Eduardo sustentou o olhar da avó por alguns segundos antes de soltar um suspiro discreto, como alguém que sabia ser impossível vencê-la numa discussão.

Então voltou-se para Helena.

— Querida, tenho muito que resolver e não poderei te dar atenção, mas parece que vovó não entende que eu deveria estar no escritório e não preso neste sítio.

A forma como Eduardo a olhava parecia de um marido atencioso, mas, estranhamente, o olhar dele permaneceu nela por um instante a mais do que deveria antes de se afastar em direção à escada.

O silêncio que se seguiu foi constrangedor.

— Vovó, o Eduardo é muito ocupado e está sob pressão sempre. — Disse Helena em tom compreensivo.

— É verdade mamãe. Não cobre tanto de Eduardo, ele já tem grandes preocupações.

Carmen não disse nada e em seu olhar havia não só compreensão, mas um entendimento que fugia à compreensão de Helena.

*****

Longe da chácara, Laura e Bernardo chegavam a um restaurante sofisticado para um almoço.

Assim que entregaram o carro ao manobrista e começaram a subir os poucos degraus da entrada principal, outro grupo de empresários também chegava ao local.

Laura mal lançou um olhar na direção deles antes de seu semblante se fechar imediatamente. Rogério estava entre eles e ele também a reconheceu no mesmo instante. E, ao perceber que ela estava acompanhada, seu olhar escureceu visivelmente.

— Laura. — chamou enquanto se aproximava rápido demais.

Bernardo percebeu a mudança brusca na expressão dela e lançou um olhar discreto para o homem.

— Que coincidência. — respondeu Laura com um sorriso frio e carregado de ironia.

Os olhos de Rogério passaram dela para Bernardo de forma claramente avaliativa.

O homem ao lado de Laura era alto, elegante e tinha uma presença naturalmente marcante, o que pareceu incomodá-lo ainda mais.

— Mal terminamos e você já está com outro homem? — perguntou sem conseguir esconder o ressentimento na voz.

Laura soltou uma breve risada incrédula.

— Eu não lhe devo satisfação nenhuma, Rogério.

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