Quando abre os olhos pela manhã, Madeline se dá conta de onde está. Ela olha para o lado, mas não vê Adrian. Lentamente, se levanta e encontra a roupa que usou na noite passada, dobrada e passada.
Ela sorri, percebendo que Adrian acordou mais cedo para lavá-las. Vestindo a roupa, sai do quarto, encontrando Adrian na cozinha. Quando ele a vê, lança-lhe um sorriso e caminha em sua direção.
— Bom dia, princesa — saúda Adrian, dando-lhe um beijo carinhoso.
— Bom dia — responde timidamente.
— Estava preparando o café da manhã para você, mas vejo que se adiantou.
— Sabe me dizer que horas são? Meu celular está descarregado — comenta, sentindo-se um pouco perdida.
— São onze e meia — responde.
— Sério? — surpreende-se. — Preciso ir para casa antes que meus pais cheguem.
— Toma café primeiro, depois te levo — diz Adrian, servindo um copo de suco.
— Você não vai trabalhar hoje? — indaga Madeline.
— Sim, mas meu turno esta semana é à noite — explica.
— Entendo — responde, bebendo um gole do suco.
Ela não tem coragem de comentar o que aconteceu ontem, e parece que ele entende, pois também não diz nada.
Quando Adrian a deixa na porta da mansão, Madeline está decidida a seguir seu coração. Ao entrar na casa, escuta vozes alteradas na sala principal e caminha até lá para ver o que está acontecendo. Na sala, estão Nina e Donald discutindo com uma das empregadas da casa.
— Eu já disse que não a vi, senhor — a funcionária diz.
— Como não? Você sempre chega antes dela acordar — rebate Donald. A funcionária está com uma expressão assustada, pois Donald grita com ela.
Ao perceber a presença de Madeline, a funcionária aponta para a moça.
— Olha, a senhorita Madeline está ali — diz, com voz trêmula.
— Saia daqui agora mesmo! — ordena Donald.
A mulher sai depressa e Donald caminha até onde a filha está parada, observando a cena sem entender o que está acontecendo. Ele a observa e nota que Madeline está usando a mesma roupa do dia anterior.
— Onde estava? — questiona, sua voz áspera demonstrava mau-humor.
— Refletindo sobre a minha vida — responde Madeline, sem se mostrar intimidada.
— Como assim? Por acaso, você não dormiu em casa? — Nina se aproxima, questionando.
— Sim, eu não dormi em casa — afirma, deixando os pais perplexos.
— Como é? Não me diga que estava dormindo com o Richard — indaga com voz alterada.
— Não, eu não estava com o Richard — explica.
— E onde estava? — Sonda, preocupada com o que a filha estava fazendo fora de casa.
— Já disse, refletindo sobre a minha vida — repete, endireitando o corpo e erguendo a cabeça. Queria manter uma postura ereta, para passar a impressão de uma pessoa decidida e determinada — E eu decidi — revela, recebendo todas as atenções dos pais.
— Quem é essa pessoa? — A voz irada de Donald ressoa pelo ambiente com uma força quase palpável. Sua tonalidade é profunda e ressonante, carregada de uma fúria contida que ameaça explodir a qualquer momento. — Quem está fazendo a sua cabeça? — Pelo amor de Deus, Donald, seja mais calmo com a nossa filha — pede Nina, percebendo o estresse do marido.
— Não terei paciência até que ela me explique o que a fez mudar de ideia, já que havíamos decidido tudo aqui ontem pela manhã.
— Tudo bem, papai, eu vou falar a verdade — confessa. — Estou cansada de mentiras na minha vida. Mudei de ideia graças ao Adrian.
— Adrian, quem é Adrian? — protesta.
— Um dos seguranças da casa — explica. — Ele me fez perceber que existem outras pessoas além do Richard por quem posso me apaixonar.
— Está dizendo que está se envolvendo com um dos funcionários da casa, mesmo já estando noiva?
— Sim, estou conhecendo-o melhor — revela, mas sente o rosto queimar no mesmo instante ao perceber que acaba de receber um tapa no rosto do próprio pai.
— Por acaso, você se transformou numa vadia? Que tipo de comportamento é esse?
— Donald, por favor, não faça isso — pede Nina, ao ver como o rosto da filha fica vermelho por conta do tapa.
— Foi por isso que não passou a noite em casa? — prossegue Donald. — Você estava na casa dele?
— Sim, eu estava com ele! — revela, com os olhos cheios de lágrimas.
— Meu Deus, filha, como você fez isso? — indaga Nina, surpresa com a afirmação da filha.
— Quero ser feliz também, vocês não entendem? O Adrian me fez perceber que o Richard jamais me dará o que ele está disposto a me dar.
— Cale-se, sua vadia! — Mais uma vez, Donald avança sobre a filha. — Você esquecerá o que disse e irá subir para o seu quarto imediatamente. Está de castigo e não sairá de lá até o dia do seu casamento com o Richard, está me ouvindo? — Exclama Donald, saindo da sala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!