A festa de casamento é um sucesso, mas só não supera a lua de mel, onde Richard leva Alice para a Turquia, mais precisamente para a Capadócia, onde ela realiza seu tão sonhado passeio de balão. A viagem dura apenas sete dias, pois ambos sentem muita saudade de Lily, que fica com os avós maternos.
Uma semana após o retorno a Nova York, Alice se despede dos pais, já que Laila havia retornado à Inglaterra com o marido após o casamento.
— Espero que façam uma boa viagem, mamãe, papai. Também espero vê-los em breve — diz Alice, com um sorriso suave, mas os olhos mostrando um leve toque de saudade.
— Claro que nos verá, meu amor. Vamos nos organizar para estarmos aqui quando os gêmeos nascerem — comenta George, abraçando a filha com carinho.
— Sim, querida, não perderíamos o nascimento dos bebês por nada neste mundo — acrescenta Silvia, apertando as mãos de Alice.
Alice, Richard e Lily se despedem do casal Taylor no aeroporto e depois voltam para casa. Quando entram em seu apartamento, notam uma cena curiosa. Cole está sentado no sofá da sala ao lado de Vivian, e os dois parecem bastante próximos. Ao perceberem a presença do casal, ambos se afastam abruptamente. Vivian se levanta rapidamente e caminha até Richard, que está com Lily no colo.
— Vou cuidar dela para que vocês possam descansar — comenta Vivian, com o rosto levemente corado.
Vivian havia mudado seu estilo de se vestir e arrumar, e sua beleza agora estava realçada, algo que não passou despercebido por Cole, que começou a vê-la com outros olhos.
— Vou com você — diz Alice, acompanhando Vivian até o quarto de Lily.
Desde que se casou, Alice havia se mudado para o apartamento de Richard, por isso Lily tinha um novo quarto, maior e muito mais espaçoso, decorado em tons de rosa e branco, um verdadeiro sonho para qualquer criança.
Vivian começa a despir Lily enquanto enche a banheira para o banho. Ainda um pouco nervosa por ser flagrada em um momento de intimidade, Vivian tenta se concentrar na tarefa, mas Alice percebe seu desconforto e decide quebrar o gelo.
— Não precisa ficar nervosa — comenta Alice, com um tom amigável, tentando aliviar a tensão no ar. Ela se apoia na pia do banheiro, observando Vivian dar banho na pequena.
— Do que você está falando? — pergunta Vivian, fingindo não entender o que Alice insinua.
— De você e do Cole — responde Alice com tranquilidade. — Vocês dois são adultos, não precisam ficar envergonhados.
— Ah, é que aqui é o meu local de trabalho… — justifica, ainda tentando se recompor.
— Não se preocupe — diz Alice, com um sorriso compreensivo. — Sei que você respeita muito seu local de trabalho.
— Obrigada — responde Vivian, um pouco sem graça, mas começando a relaxar.
— Cole é um bom homem — comenta Alice. — Embora, no começo, eu o tenha achado um tanto irritante — confessa, sorrindo.
— Eu também achei — concorda Vivian, agora mais à vontade. — Mas ele mudou muito nas últimas semanas, e por isso estamos nos dando uma chance.
— Vou torcer por vocês — revela Alice. — Acho que vocês formam um casal bonito.
— Você acha? — pergunta Vivian, com os olhos brilhando.
— Sim, com certeza.
— Ele disse que quer um relacionamento sério comigo e até sugeriu falar com meus pais nas minhas férias.
— Isso é ótimo, não é? — responde Alice, surpresa e satisfeita.
— Me dá mais confiança — revela, com um sorriso tímido.
— Tenho certeza de que vocês darão certo. E se precisar de alguma coisa, estou aqui para ajudar — diz Alice, com sinceridade.
— Obrigada, Alice — responde Vivian, sorrindo serenamente.
[…]
Enquanto isso, no bar montado no apartamento de Richard, Cole serve dois copos de uísque, um para ele e outro para Richard.
— Obrigado! — Richard agradece, levantando o copo. — Acho que vou desativar esse bar — comenta.
— Por quê? — pergunta Cole, surpreso.
— Daqui a alguns meses, o apartamento estará cheio de crianças, e esse lugar não combina mais com o que ele se tornará.
— Eu a convidei porque ela fez parte de uma grande parte da minha vida. Ela cometeu erros, mas se redimiu a tempo. O que aconteceu no passado ficou no passado.
— Sei disso. Ela me disse que o pai a expulsou de casa e cortou todos os laços.
— Fiquei sabendo. Espero que isso mude logo.
— Não acho que ela esteja muito preocupada com isso. Madeline me contou que está vivendo bem e está noiva. Acho que sair da casa dos pais a fez amadurecer bastante.
— Também acho. Sei como os Jones a podavam em muitas coisas.
— Espero que ela fique bem — declara Cole, com sinceridade.
— Eu também. Independentemente do que aconteceu, ela merece ser feliz — diz Richard, tomando mais um gole de sua bebida.
[…]
Numa pequena casa no meio do nada, um rádio antigo toca uma música country no volume máximo. Uma mulher está terminando de organizar algumas roupas de bebê na gaveta de uma velha cômoda no quarto. Ela pega algumas linhas que comprou recentemente e caminha até a cadeira de balanço na cozinha. Sentada, começa a tricotar uma pequena peça de roupa.
De repente, o telefone, que está em cima de um armário na cozinha, começa a tocar. Ela se levanta e vai até ele. Ao ver o nome na tela, um sorriso se forma em seu rosto. Ela atende.
— Me dê uma boa notícia — diz, com a voz rouca.
— Os pais de Alice retornam ao país hoje — confessa a voz masculina do outro lado da linha.
— Ótimo. Na próxima semana, pode fazer o que te pedi. Estou com pressa — ela instrui, com firmeza.
— Certo.
A ligação é encerrada e a mulher volta a se sentar na cadeira de balanço. Enquanto retorna ao tricô, começa a cantarolar uma música.
— A Lily já está chegando, a Lily será minha…

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!