STELLA HARPER
Depois de passarmos na minha casa para pegar o que eu precisava, seguimos para o apartamento dele. O carro estacionou diante da entrada luxuosa do prédio dele.
Eu estava nervosa. Damian não me olhou quando desceu do carro, apenas abriu a porta para mim com um gesto seco.
— Entre.
A palavra saiu como uma ordem, não um convite.
Subimos no elevador privativo e permaneci quieta enquanto era guiada até sua cobertura.
— Tire os sapatos.
Obedeci. Ele se aproximou lentamente, e seus olhos deslizaram por mim de cima a baixo.
— Você lembra por que está aqui?
— Sim. — murmurei, sem encará-lo.
Ele segurou meu queixo com firmeza, me forçando a levantar o olhar.
— Olhe para mim quando falar. Você está aqui porque concordou com meus termos. E isso significa que, a partir de agora, você vai seguir minhas regras. Está claro?
Engoli em seco, mas assenti.
— Está claro.
— Ótimo. Então vá até o quarto. Tire a roupa. E espere na beira da cama. Sem tentar cobrir o corpo. Eu vou decidir o que fazer com você.
Meus pés se moveram na direção que ele apontou antes mesmo que eu processasse. O quarto era amplo, minimalista, com uma enorme cama no centro. A vista para a cidade estava à minha frente, mas não consegui focar em nada além do som da porta se fechando atrás de mim.
Tirei cada peça de roupa com dedos trêmulos. Quando fiquei completamente nua, me sentei na beira da cama, como ele ordenou.
Demorou alguns minutos, até que ouvi seus passos. Seus olhos pousaram em mim. Primeiro nos meus seios, depois nas coxas, depois nos olhos. Um sorriso torto apareceu em seus lábios.
— Boa garota.
O comentário fez minhas bochechas esquentarem, ou talvez tenha sido seu olhar.
Ele se aproximou, tirando a gravata preta que usava.
— Vou te vendar, Stella.
Não respondi porque não parecia um pedido de permissão, mas ele arqueou a sobrancelha, esperando.
— Sim.
— Feche os olhos.
Damian colocou a venda com cuidado, ajustando-a. Seus dedos roçaram minha clavícula. Depois desceram lentamente, provocando arrepios. Sua boca tocou meu pescoço com uma calma cruel. Beijou. Mordeu. Depois se afastou de novo.
— Você ainda acha que está no controle, Stella? Que ainda pode escolher como isso vai acontecer?
— Não. — sussurrei, sentindo o corpo estremecer.
— Ótimo.
Uma de suas mãos segurou minha nuca e a outra agarrou minha cintura. Ele me puxou bruscamente para o centro da cama, deitando-me de costas. Quando sua boca encontrou meus seios, gemi baixo. Ele os beijava com força, como se quisesse deixar marcas.
Logo em seguida, ele se afastou, e o som do cinto sendo retirado ecoou pelo quarto. Meus músculos se contraíram de expectativa.
Ele segurou meus pulsos com firmeza.
— Não se mexa.
Damian amarrou meus pulsos juntos, acima da cabeça, usando o próprio cinto. O couro apertava, mas não machucava. Era firme. Controlador. Como ele.
Seu corpo cobriu o meu. As roupas dele ainda estavam ali, criando um contraste cruel com minha nudez exposta.
Ele me penetrou com dois dedos de forma brusca e profunda. Um gemido escapou dos meus lábios antes que eu pudesse conter.
— No fundo você gosta quando eu a trato assim, não gosta?
— Sim. — soltei, ofegante. Não sei mais se estava dizendo porque queria ou porque o contrato específicava que eu deveria concordar com qualquer ordem ou experiência durante os encontros.
— Mais alto.
— Sim, Damian.
— Boa garota.
Ele me provocou até que meu corpo estivesse tremendo. Então se afastou, me deixando sozinha por um momento. O som do zíper da calça dele me alertou do que viria a seguir. Meu coração batia descontrolado.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!