Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 101

STELLA HARPER

Lizzy pediu um “Triple Choco Explosion” para ela, com calda extra. Eu optei por um tão simples quanto o sabor chocolate dos gêmeos. Mas o meu era de morango e não tinha a mistura maluca de confeitos deles.

Sentamos todos em uma mesa perto da janela, com vista para o lago. O sol começava a se pôr, tingindo a água de dourado. Apollo estava concentrado lambendo o sorvete antes que derretesse, enquanto Orion tentava equilibrar três granulados na ponta da língua.

Lizzy me observou por alguns segundos, antes de falar:

— Então, me conta… quais são os planos agora? — perguntou, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na mão. — Você e meu irmão vão assumir o romance quando?

Suspirei, mexendo a colher no sorvete.

— A gente decidiu que vai ficar afastado até o divórcio dele sair. — Disse devagar, ainda estranhando ouvir isso em voz alta. — É o jeito mais seguro… para todo mundo.

Lizzy fez uma careta, como se tivesse provado algo azedo.

— Seguro, talvez. Mas divertido? Nem um pouco. — Ela revirou os olhos. — Aposto que essa decisão tem um dedinho da megera da Sophie.

Não consegui evitar um riso.

— Lizzy…

— Ah, por favor, Stella! — interrompeu, teatral. — Você deve saber tão bem quanto eu que aquela mulher tem mais veneno que um balde de cobras. É a cobra-mãe de todas as cobras. Eu pensava em carregar um antídoto no bolso toda vez que estava perto dela.

Apollo levantou a cabeça, curioso.

— Quem é Sophie?

Lizzy piscou para ele.

— Você está prestando atenção em mim, querido? Bem... como eu posso explicar? Ela é uma cobra que anda de salto alto. Mas não se preocupe, ela não morde crianças fofas, só adultos que atrapalham seus planos malignos.

Os meninos riram, e ela se inclinou para mim, falando mais baixo:

— Aposto que, se o Damian aparecesse em público com você agora, antes do divórcio ser finalizado, a Sophie ia transformar isso em um escândalo nacional. — Lizzy mexeu as mãos no ar. — “Veja, sociedade, ele me traiu, eu sou uma vítima indefesa, me deem todo o dinheiro dele!”

— Lizzy! — repreendi, rindo. — Você é maluquinha.

— Eu só digo verdades, querida. — Ela deu uma lambida exagerada no sorvete, fingindo pose de colunista de fofoca. — Sophie é capaz de transformar até um aperto de mão em adultério se isso ajudar no tribunal.

Eu balancei a cabeça, ainda sorrindo, mas um pouco mais séria.

— Por isso a gente decidiu esperar. Não quero dar munição para ela… nem para ninguém.

Lizzy assentiu, mordendo a casquinha.

— Faz sentido. Mas vou te dizer uma coisa: quando essa papelada toda acabar, você tem que aproveitar. — Ela ergueu a sobrancelha, conspiratória. — Digo… vocês precisam comemorar à altura. Com direito a champanhe, música e… bem, deixa pra lá, as crianças estão aqui.

Eu ri alto, corando.

— Lizzy!

— O quê? Eu só falei de música — respondeu ela, piscando inocente.

Apollo inclinou a cabeça.

— Música de quê?

Lizzy sorriu como se tivesse acabado de ganhar um prêmio.

101 - Cobra de salto alto 1

101 - Cobra de salto alto 2

101 - Cobra de salto alto 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!