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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 128

DAMIAN WINTER

— Após analisar todas as provas apresentadas, ouvir os depoimentos e avaliar a consistência dos argumentos, este tribunal chega à seguinte conclusão... Sophie Pósitron foi considerada culpada de fraude empresarial, falsificação de documentos e apropriação indébita.

Um burburinho explodiu imediatamente entre os presentes. Alguns acionistas comemoraram discretamente, outros cochichavam, incrédulos. Eu mantive-me imóvel, com os braços cruzados, observando a reação dela.

Sophie não esboçou nenhuma reação. Não desabou, não se jogou para trás como muitos esperavam. Apenas fechou os olhos por um segundo e respirou fundo, como se tivesse esperado por aquilo o tempo todo. Eu conhecia bem aquela calma artificial, não era aceitação, ela devia ter uma opção alternativa, e descobri o que era com as próximas palavras do juiz.

O juiz bateu o martelo para silenciar o salão.

— No entanto... — continuou. — Considerando a primariedade da ré, o histórico de contribuição à empresa antes dos fatos em questão, os acordos de reparação financeira já em andamento e sua disposição de cooperar com futuras investigações, este tribunal decreta a seguinte sentença: três anos de reclusão em regime semiaberto, com direito à progressão para regime aberto após o cumprimento de um terço da pena.

O impacto foi imediato. Um coro de vozes revoltadas se ergueu nas fileiras. Jornalistas já se inclinavam sobre os cadernos, prontos para transformar aquela decisão em uma grande manchete. Alguns acionistas levantaram-se indignados, outros apenas abanaram a cabeça em descrença.

Eu, por outro lado, não me movi.

Não estava surpreso.

Era exatamente o tipo de decisão que eu esperava, considerando o poder da família Pósitron. Claro que era leve demais para os crimes dela e como um tapa no rosto de todos que foram prejudicados. Mas o sistema sempre funcionou assim quando se tratava de dinheiro, influência e sobrenome. Eu sabia que Sophie jamais apodreceria em uma cela por um crime como esse, mesmo que merecesse.

Ela ergueu o rosto, os olhos varrendo a sala até encontrar os meus novamente. Ela sorriu em provocação, estava me dizendo com aquela expressão que ninguém poderia alcançá-la.

Levantei-me devagar, ajeitei o paletó e saí antes que o juiz finalizasse as formalidades. Não precisava ouvir mais nada.

A noite já havia caído quando estacionei em frente de casa.

Não encontrei ninguém na sala, nem ouvi as vozes dos meninos. Subi as escadas direto para o quarto, onde encontrei Stella reclinada contra os travesseiros, enquanto mexia distraidamente no celular.

Ela ergueu o rosto assim que me viu.

— Finalmente. — disse, com um sorriso doce.

— Oi amor, onde estão os meninos?

— Leah e Larissa os levaram para um passeio. — respondeu, colocando o celular de lado. — Leah quis dar uma volta com eles antes de ir para o trabalho.

Me aproximei, sentei-me na beira da cama e a observei por um momento. O cabelo solto caía pelos ombros, contrastando com a palidez que ainda restava em seu rosto.

— Como foi o julgamento? — perguntou, a voz calma, mas com toda curiosidade visível nos olhos.

Me inclinei beijando sua testa e deixei escapar um suspiro pesado.

— Sophie foi considerada culpada.

Ela arregalou os olhos, surpresa, e sorriu.

— Isso é ótimo, Damian. Finalmente ela vai pagar por algo que fez.

Permaneci em silêncio por alguns segundos. Não queria destruir aquele brilho de alívio tão rápido, mas não havia como mentir.

— A sentença foi ridícula. — falei, por fim. — Três anos em regime semiaberto. Com chance de progressão para aberto em menos de um ano.

O sorriso dela desapareceu lentamente, substituído por incredulidade.

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