DAMIAN WINTER
Sai do clube depois de ser dispensado pelo meu pai e entrei no meu carro.
Deslizei o dedo sob a aba do envelope que ele me deu e o abri. Havia um contrato de noivado já redigido. Meu nome e o de Sophie Pósitron estavam ali, lado a lado, em letras elegantes. O acordo parecia mais uma fusão de empresas do que um compromisso afetivo.
“Termos de união e convivência”, “integração de ativos familiares”, “projeções de valorização patrimonial conjunta”, “responsabilidade sobre herdeiros e educação primária”. Tudo descrito como se eu fosse um touro premiado em um leilão genético.
Na segunda folha, um cronograma: jantares públicos, aparições conjuntas e a data de anúncio oficial do noivado. Aconteceria em dois meses.
Pensei em Sophie. E tudo aquilo me cheirava a manipulação.
Fechei os olhos por um instante, sentindo a tensão subir pela nuca e pulsar na têmpora esquerda. Minha respiração ficou lenta.
Não vou entrar nessa por imposição.
Peguei o celular e digitei rápido:
Eu: Estou indo te buscar. Esteja na entrada em 20 minutos.
Enviei. Stella entenderia. Ela seria o melhor remédio para tirar meu estresse e me fazer relaxar.
Guardei o envelope no porta-luvas e liguei o motor. A cidade estava quase vazia àquela hora.
Dirigir me dava uma falsa sensação de liberdade, e eu precisava daquilo agora. Mas o que eu realmente queria era encontrar Stella, ela sim, era uma distração eficiente. E eu conseguia manipulá-la com uma mão nas costas.
O carro mal parou diante do prédio. Ela já estava ali fora, me esperando.
Ela entrou no carro sem me fitar diretamente. Não reclamou da hora, não perguntou para onde íamos, nem exigiu explicações. Só se acomodou no banco, puxou o cinto de segurança e repousou a bolsa no colo. Vi seus dedos se contraindo em torno do couro da bolsa. Ela tremia. Ela sempre tremia quando estava perto demais de mim.
E eu gostava disso.
— Quando vai se mudar? — perguntei, ainda observando a rua à frente.
— No fim de semana. — respondeu dando de ombros.
Assenti, e depois disso só houve silêncio.
Estacionei. Subimos no elevador sem trocar uma palavra. Cada segundo era combustível para o estresse que eu vinha acumulando desde que recebi aquele maldito envelope no clube.
Eu precisava de alívio. E Stella era a melhor forma de alcançar isso.
Assim que entrei no apartamento, não dei tempo a mim mesmo para pensar. Soltei as chaves sobre o balcão e a puxei pela cintura com brutalidade. Ela arfou quando meu corpo colidiu com o dela. Nossos lábios se chocaram em um beijo sem delicadeza, faminto, furioso e frustrado. Meus dedos deslizaram por baixo do casaco e puxaram sua blusa para cima, expondo a pele quente do seu abdômen.
— Tira. — Ordenei começando a me livrar da calça e do paletó. Ela me olhou por uma fração de segundo, como se estivesse tentando processar a ordem. Mas logo deslizou o casaco pelos braços, puxou a blusa pela cabeça e deixou-a cair ao chão. O sutiã seguiu o mesmo caminho rapidamente.
Deus, ela é linda.
Empurrei-a contra o sofá e a fiz sentar. Me ajoelhei à frente dela e puxei seus tênis com brutalidade, um de cada vez. Desabotoei sua calça jeans, deslizei o zíper para baixo e arranquei a peça pelas pernas deliciosas dessa mulher.
Ela estava apenas de calcinha agora, respirando com dificuldade, os olhos me observando com receio e excitação.
— Fica parada. — ordenei, puxando a calcinha lentamente, sem tirar os olhos dela nem por um segundo.
Ela obedeceu.
Fiquei de pé, me livrando imediatamente da cueca e abri os botões restante da camisa. Puxei-a pelas coxas e a sentei no meu colo, com os joelhos em cada lado do meu corpo. Ainda vestia minha camisa social, aberta. O tecido roçava sua pele nua enquanto ela se ajeitava por cima de mim.
Era só a segunda vez que faríamos sexo, mas ela já sabia o que eu queria. O que eu esperava.
— Quero ver você se mover. Agora.
Stella hesitou por um momento, mas então se posicionou e me guiou para dentro com um gemido curto e tenso. Ela estava apertada, quente, molhada... e ainda assim tentava manter a postura de frieza.
Hipócrita. Toda a compostura que ela exibia durante o dia desmoronou enquanto se empalava em mim.
Meus dedos apertaram sua cintura com força enquanto ela começava a se mover. Primeiro devagar, experimentando a sensação. Depois, mais rápido, impulsionada pela própria necessidade.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!