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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 134

DAMIAN WINTER

O dia amanheceu nublado, como se o próprio céu refletisse o humor que me esperava naquela manhã.

O julgamento do divórcio.

Hoje não havia como manipular o ambiente. Hoje eu encararia Sophie dentro de um tribunal, diante de um juiz que, por mais técnico que fosse, ainda tinha o poder de alterar radicalmente minha vida.

Entrei no prédio de concreto cinza com passos firmes. Meu advogado me acompanhava, trazendo uma pasta cheia de documentos. Eu não precisava olhar para dentro dela para saber o que havia ali. Já havíamos revisado cada página dezenas de vezes: contratos, registros, depoimentos de funcionários, provas das fraudes de Sophie.

Ela já estava no corredor quando cheguei. Sophie Pósitron chegou e nossos olhares se cruzaram. Mas desviei imediatamente com desprezo. Ao menos ela se dignou a aparecer dessa vez, acho que minha ameaça surtiu algum efeito.

Entramos na sala de audiência. O juiz já estava à mesa, um homem de meia-idade, com semblante cansado e barba grande. Do outro lado, Sophie se sentou com seu advogado, que parecia mais um abutre esperando a carniça.

O juiz iniciou com o protocolo.

— Senhor Winter, senhora Pósitron… estamos aqui para tratar da dissolução formal do casamento de vocês. Antes de qualquer decisão, costumo propor uma tentativa de mediação, para que possamos resolver de forma menos conflituosa.

Meu advogado respirou fundo, como se fosse intervir, mas ergui a mão e falei primeiro:

— Com todo o respeito, meritíssimo, mediação está fora de cogitação. — Minha voz saiu fria. — Esse casamento morreu muito antes de qualquer documento ser protocolado. Não há mais espaço para negociação entre nós.

Sophie forçou um suspiro dramático, como se estivesse decepcionada.

— Veja, meritíssimo… — ela começou, com aquele tom falso que me dava náusea. — Eu sempre tentei manter essa família unida. Mas Damian nunca quis. E agora, depois de tudo que passei, depois de ter sido humilhada em público, eu exijo apenas o que me é de direito.

O juiz se atentou a ela.

— E o que seria, senhora Pósitron?

— Setenta por cento dos bens adquiridos antes e durante o casamento… e a guarda integral do nosso filho, Danian.

O silêncio na sala foi como um trovão. Eu senti a raiva subir pelas minhas veias, quente, impiedosa. Meu advogado se mexeu ao meu lado, pronto para protestar, mas eu me adiantei.

— Ousadia não lhe falta, Sophie. — minha voz ecoou com desdém. — Setenta por cento dos meus bens? A senhora nunca moveu um dedo para conquistar o que hoje existe no meu patrimônio. E quanto à guarda do Danian… — me inclinei para frente, encarando-a com nojo. — Você não passa de uma vadia fútil e nunca foi mãe dele.

O juiz pigarreou.

— Senhor Winter, cuidado com as palavras.

— Não são apenas palavras, meritíssimo. — rebati. — São fatos. Sophie nunca cuidou do menino. Desde que nasceu, ele foi tratado como um incômodo, como um peso que ela precisava suportar apenas para manter a imagem de esposa perfeita.

— Mentira! — Sophie disparou, batendo a mão na mesa. — Eu sempre cuidei do Danian, sempre estive ao lado dele. Damian é que sempre se afastou, é ele quem quer afastar o menino de mim! Tudo para criá-lo junto com a vagabunda da Stella.

— Com licença. — meu advogado se levantou. — Temos testemunhas para comprovar a conduta da senhora Pósitron no período em que residia com o senhor Winter.

O juiz assentiu.

— Tragam as testemunhas.

As portas se abriram, e dois dos empregados da antiga mansão entraram. Mary, a governanta, e Samuel, motorista de confiança que trabalhou anos para minha família. Eles foram chamados à frente e juraram dizer apenas a verdade.

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