Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 135

DAMIAN WINTER

Saímos da sala de audiência e o barulho do tribunal pareceu distante, abafado, como se eu tivesse atravessado um portal invisível. A decisão do juiz ainda era assimilada dentro de mim, mas não como um fardo. Era um alívio. Eu podia respirar sabendo que Danian não seria usado como moeda de troca por Sophie.

Ela, no entanto, não parecia disposta a aceitar a realidade.

— Não comemore antes da hora, Damian. — a voz dela adentrou meus ouvidos quando se aproximou de mim no corredor. O olhar dela estava cheio de ódio e os lábios repuxados num sorriso amargo. — Você pode achar que venceu, mas eu ainda vou te derrubar.

Eu parei. Virei para encará-la, mantendo a calma que ela jamais conseguiria simular.

— O divórcio já é uma realidade, Sophie. Dentro de trinta dias, todos os trâmites estarão concluídos, e você não terá mais qualquer ligação comigo além do nosso filho. E mesmo isso, você não terá poder algum sobre mim.

Ela estreitou os olhos, como se minhas palavras a incomodassem.

— Você fala como se o futuro estivesse escrito em uma pedra. — cuspiu. — Mas eu sempre encontro um jeito. Sempre.

— Esse é o seu problema. — rebati, com frieza. — Você se apega a ilusões de poder que já não existem. Você perdeu, Sophie. Aceite, porque a cada passo desesperado que der, vai cavar ainda mais a própria ruína.

Sem esperar resposta, virei-me e segui adiante com meu advogado. Eu não precisava ouvir mais nada. Suas ameaças eram apenas ecos vazios de alguém que não tinha mais nada para se firmar ao chão.

SOPHIE PÓSITRON

O barulho do martelo do juiz ainda se repetia na minha mente como uma sentença de morte. Perdi a guarda. Perdi os setenta por cento. Perdi tudo que eu merecia.

Vim até aqui com a intenção de deixar Damian acabado por levar seu precioso filho e riquezas, mas sai assim, com as mãos abanando e Damian novamente conseguiu o que queria.

Eu me sentia um animal enjaulado. Um gosto amargo de sangue e bile subia pela minha garganta enquanto acompanhava Damian se afastar pelos corredores. Ele não olhou para trás uma única vez. Nem precisou. Ele sabia que tinha me esmagado.

— Você é um incompetente! — virei-me para o advogado, com minha voz explodindo em fúria. — Prometeu que eu teria setenta por cento dos bens. Que eu teria a guarda daquele pirralho chato!

Ele ajeitou os óculos, vi o suor escorrendo pela testa, tentando manter a postura.

— Senhora Pósitron, com todo o respeito… com o seu histórico, seria impossível convencer qualquer juiz. — respondeu, com a voz vacilante. — A condenação por fraude, os depoimentos das testemunhas, os registros… nenhum advogado no mundo poderia transformar isso numa vitória.

— Então você me enganou! — avancei contra ele, quase enfiando o dedo em seu rosto. — Você me prometeu que eu ia vencer.

— Eu disse que faríamos o possível. — rebateu, num tom mais firme. — Mas a senhora criou obstáculos demais. Não fui eu quem fraudou contratos. Não fui eu quem negligenciou o próprio filho na frente de empregados.

As palavras dele me deixaram ainda mais furiosa. Um ninguém como ele, ousava me dar lição de moral?

— Você não passa de um covarde! — gritei, chamando a atenção de todos no corredor. — Um advogado de quinta categoria que só sabe se esconder atrás de desculpas.

Ele levantou as mãos, já cansado.

— Então, se é assim, sugiro que encontre outro advogado.

— Pode ter certeza que vou. — cuspi, empurrando-o. — Você não serve para nada. Some da minha frente

Afastou-se, sumindo no meio do fluxo de pessoas. E eu fiquei ali, sozinha, com o ódio pulsando nas veias.

Respirei fundo, tirei o celular da bolsa e disquei um número que não chamava há muito tempo. Um número que eu jurava que nunca precisaria usar.

A ligação foi atendida na terceira chamada.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!