Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

MARKUS BLACKWOOD

A reunião com o conselho financeiro estava se arrastando há três horas. Eu estava discutindo a aquisição de uma nova ala de oncologia pediátrica, mas minha mente estava vagando. Eu estava com fome e com saudade da minha esposa.

A porta da sala de reuniões se abriu.

Minha secretária entrou com uma expressão preocupada. Ela nunca interrompia reuniões de conselho.

— Sr. Blackwood? — Ela sussurrou, vindo até mim.

— O que foi, Sarah?

— A escola do Mark ligou faz algumas horas.

— O que houve? Ele está bem?

— Parece que houve uma briga. — Ela explicou rápido. — Mas não se preocupe, a Sra. Blackwood já foi para lá. A diretora ligou apenas para formalizar, mas disse que a Leah já retirou o menino e resolveu a situação.

— Leah já foi?

— Sim, senhor.

Olhei para os acionistas.

— Senhores, a reunião está encerrada. — Falei, pegando meu paletó.

— Mas Markus, a votação... — Dr. Aris tentou argumentar.

— Votem sem mim. Confio no julgamento de vocês.

Saí da sala quase correndo.

Por que Leah não me ligou? Ah, claro, ela sabia que eu estava na reunião e, como sempre, tentou lidar com isso sem mim.

Estacionei na garagem e subi pelo elevador privativo.

Quando as portas se abriram na cobertura, tudo o que encontrei foi... paz. E cheiro de pipoca.

Mark estava deitado no sofá da sala, assistindo desenho animado. Ele tinha um curativo colorido no lábio, mas parecia bem. Leah estava sentada no chão ao lado dele comendo pipoca.

— Papai! — Mark gritou quando me viu, pulando do sofá.

Ele correu até mim. Peguei-o no colo, examinando o rosto dele.

— Ei, campeão. O que aconteceu com esse rosto? Você lutou com um urso?

— Quase. — Ele disse, orgulhoso. — Lutei com o Mike. Ele é chato.

Olhei para Leah. Ela se levantou, limpando as mãos na calça jeans.

— Está tudo bem, querido. — Ela disse, vindo me beijar. — Situação controlada.

— Minha secretária disse que houve uma briga. — Abracei-a com meu braço livre, mantendo Mark no outro. — Por que não me ligaram?

— Você estava na reunião. — Ela deu de ombros. — E eu sou a mãe dele. Eu resolvi.

— O Mike falou besteira. — Mark interrompeu. — Falou da mamãe Patrícia e falou que a mamãe Leah não era minha mãe. Aí eu dei um soco nele.

Arregalei os olhos. Entendi tudo.

— Estou morta. Tentar acompanhar a energia do Mark, cansa mais que cirurgia de doze horas.

— Nem me fale, tentei inventar o máximo de brincadeira que pudéssemos fazer sentados.

Estávamos quase dormindo quando ouvimos a porta do quarto se abrir devagar. Passos pequenos e rápidos vieram em nossa direção.

— Pai? Mãe?

Levantei a cabeça. Mark estava parado ao lado da cama, segurando seu travesseiro.

— O que foi, filho? — Perguntei.

— Tive um pesadelo. — Ele sussurrou. — Sonhei que o Mike virava um monstro. Posso dormir com vocês?

Olhei para Leah e ela já estava levantando o edredom, sorrindo.

— Vem cá, meu amor. Tem espaço.

Mark subiu na cama com a agilidade de um macaco e se enfiou no meio de nós dois. Ele se acomodou, suspirando de contentamento.

— Boa noite. — Ele murmurou, fechando os olhos.

Abracei Leah por cima do corpo pequeno do nosso filho.

— Boa noite, meus amores. — Leah sussurrou em seguida.

— Boa noite, família. — Sussurrei.

Dormi sem sonhar como na maioria das minhas noites, porque minha realidade era melhor do que qualquer sonho.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!