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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 3

LEAH HAMPTON

A viagem foi tranquila, embalada por uma playlist de clássicos de Natal americanos que Mark insistiu em tocar. Frank Sinatra, Mariah Carey, Michael Bublé. Markus batucava os dedos no volante, cantando baixinho.

Chegamos à casa de Stella e Damian. A neve cobria o telhado, e luzes coloridas contornavam cada janela e porta. Havia um boneco de neve torto no jardim da frente, provavelmente obra dos gêmeos Apollo e Orion.

Tocamos a campainha.

A porta se abriu e fomos atingidos por uma onda de calor, cheiro de peru assado e barulho.

— Feliz Natal! — Stella gritou, abrindo os braços.

Como esperado, ela vestia um igual aos nossos. Ao lado dela, Damian segurava a pequena Chloe no colo.

E, para a satisfação da minha alma e derrota do ego do meu marido, Damian vestia o seu suéter também.

Markus olhou para Damian. Damian olhou para Markus.

— Traidor. — Markus sussurrou.

— Ela ameaçou esconder meu uísque. — Damian sussurrou de volta, dando de ombros. — Eu tive que fazer escolhas inteligentes.

Alex apareceu no corredor, vindo da cozinha com um copo de gemada na mão. Ele usava seu suéter também.

— A Resistência caiu. — Alex ergueu o copo num brinde triste. — Acho que todos fomos derrotados pelas nossas esposas.

— Vocês são patéticos. — Markus riu, tirando o casaco e revelando sua rena piscante em toda a glória. — Mas pelo menos estamos ridículos juntos.

A festa estava em pleno vapor.

Os pais de Damian e Lizzy estavam viajando num cruzeiro pela Flórida, então éramos apenas nós: A família que escolhemos.

As crianças corriam pela sala como se tivessem bebido energético puro. Apollo e Orion, os gêmeos de Stella, estavam numa batalha de sabres de luz com Danian. Maxine, tentava colocar um laço de fita na cabeça do cachorro da família, que aceitava seu destino com resignação.

Mark correu para se juntar, sendo imediatamente absorvido pela tribo dos primos. Noah, andava cambaleante perigosamente perto da árvore de Natal gigante, sendo vigiado de perto por uma Lizzy exausta.

— Bebida? — Stella ofereceu, me entregando uma caneca com eggnog polvilhado com noz-moscada.

— Por favor. — Aceitei, sentindo o calor do álcool e do creme. — O cheiro está incrível, Stella.

— Peru de dez quilos. — Ela disse orgulhosa. — Recheio de pão de milho, purê de batata doce com marshmallows, torta de abóbora... fiz tudo seguindo a tradição.

Fomos para a sala de estar, onde uma lareira crepitava alegremente. Meias de Natal pendiam do manto da lareira, cada uma com um nome bordado.

Markus viu a meia com o nome de Mark e sorriu, tocando o tecido vermelho.

— Você fez uma para ele.

— Claro que fiz. — Stella deu um empurrãozinho nele. — Ele é meu sobrinho. O Papai Noel não pode esquecer dele.

O almoço foi servido. Sentamos todos ao redor de uma mesa enorme, improvisada com duas mesas juntas para caber todo mundo. Foi uma confusão de pratos passando, crianças pedindo mais refrigerante, brindes e risadas.

Damian cortava a carne para Maxine. Stella ria de alguma piada de Alex. Lizzy tentava impedir Noah de jogar purê no chão. E Markus estava ao meu lado, com uma coroa de papel colorida na cabeça daquelas que vêm nos estalinhos de Natal, conversando animadamente com Apollo sobre videogames. O suéter ridículo não diminuía em nada a presença dele.

Depois do almoço, veio a troca de presentes. Sentamos no chão da sala, cercados por papel rasgado. Mark ganhou tantas coisas que poderíamos construir uma segunda casa só para pôr seus presentes. As crianças gritavam a cada pacote aberto.

Markus me entregou uma caixa pequena de veludo.

Casal 3: 104 - Fim 1

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