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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 55

DAMIAN WINTER

Ela desabou sobre mim como se todo o corpo tivesse perdido a força. O rosto escondido no meu pescoço, os fios loiros caindo em ondas suaves pela minha pele. Fiquei parado, ouvindo sua respiração pesada e irregular se acalmar pouco a pouco.

Eu não gozei. Nem preciso. Só de vê-la assim, entregue, esgotada, vulnerável em meus braços, é tão satisfatório quanto. Até mais.

Minha mão, quase por impulso, deslizou até seu cabelo, enredando-se nos fios macios. Não conseguia evitar o sorriso discreto que puxou meus lábios quando a senti se aconchegar ainda mais contra mim, inconsciente. Sorri por causa disso. Era Ridículo.

E mesmo assim não consegui parar.

Abracei-a com mais força, respirando fundo o perfume que se prendia ao cabelo dela, algo naturalmente doce. Enchi os pulmões com aquilo como se fosse oxigênio. E, contra todas as minhas forças, adormeci.

[...]

O som estridente do alarme me arrancou do sono às seis em ponto. Estendi a mão no automático, desligando-o, e só então percebi que estava sozinho na cama.

Um segundo de surpresa me atravessou. Outro de… frustração? Não. Não era isso. Eu não podia sentir isso.

Mesmo assim, o sorriso retornou, irritantemente fácil, como se tivesse grudado no meu rosto.

Me levantei, com o corpo ainda pesado, e fui direto ao banheiro. Mijei, lavei as mãos, e encontrei uma escova de dentes extra na prateleira. Usei-a e sorri ao colocar do lado da de Stella. Que diabos eu estava fazendo?

Encarei meu reflexo no espelho enquanto passava a mão pelos cabelos castanhos. Eu, Damian Winter, sorrindo feito um idiota às seis da manhã. Não fazia sentido.

Balancei a cabeça, vesti as mesmas roupas com as quais vim e saí do quarto.

A cozinha me recebeu com o cheiro de café fresco e o som baixo de utensílios. Stella estava lá, de costas para mim, mexendo em alguma coisa na bancada. Vestia apenas uma camiseta larga, os cabelos ainda soltos, caindo em ondas até quase a cintura.

Aproximei-me em silêncio, passei os braços ao redor da cintura dela e a puxei contra mim, colando meu peito às suas costas.

Beijei seu pescoço devagar, sentindo-a se encolher imediatamente sob o contato.

— Bom dia, amor — murmurei contra a pele sensível, deixando meu hálito quente escorrer por ela.

— Bom dia, Damian — murmurou Stella, virando ligeiramente a cabeça para me olhar. — Eu já ia acordar você para ir embora antes de chamar os meninos.

Inclinei a cabeça, mantendo meu corpo colado ao dela, sentindo cada curva e a reação sutil de seu corpo à minha presença.

— Por que os meninos não podem ver que o pai está se dando bem com a mãe? — perguntei, com a voz rouca, um tom de provocação misturado à satisfação.

Ela bufou, se virando e tentando se soltar.

— Damian, pare de dizer bobagens e vai para a sua casa. — respondeu firme.

— Eu vou — disse, aproximando o rosto do dela. — Mas só se você me der um beijo de despedida.

Ela me encarou com aquele olhar que sempre parecia dividir coragem e rendição. Encostou os lábios nos meus. Ela iniciou um beijo hesitante, mas muito bom, quente, a língua dela roçou a minha enquanto minhas mãos resistiram em me tocar. Deixei que ela guiasse o ritmo. Seus lábios macios se fecharam sobre os meus novamente e suas suas mãos seguraram nos meus bíceps.

55 - Não pretendo ser amante 1

55 - Não pretendo ser amante 2

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