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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 54

STELLA HARPER

Acordei no meio da madrugada sem saber exatamente por quê. A luz fraca da lua entrava pelas frestas da cortina, deixando o quarto mergulhado em penumbra. Me mexi levemente e só então percebi o peso quente e firme de um braço sobre a minha cintura.

Meu coração deu um salto dentro do peito. Demorei um segundo para lembrar que eu estava nos braços de Damian.

Engoli em seco, sentindo a respiração dele atrás de mim, calma, profunda, como se dormisse pesado. Tentei deslizar devagar para o lado, me afastando sem fazer alarde, mas o movimento me fez perceber algo ainda mais perturbador.

Ele continuava duro. Muito duro.

Fechei os olhos com força, mordendo o lábio, sentindo o calor subir pelo meu rosto. Aquilo não podia estar acontecendo.

Quando tentei me mover mais uma vez, Damian murmurou algo ininteligível no sono e me puxou de volta, encaixando-me de novo contra ele.

A cada respiração que eu dava, sentia aquela ereção pressionando contra mim, e meu corpo, traidor, respondia com um arrepio que percorria cada célula.

Respirei fundo, virando devagar para o outro lado, até ficar de frente para ele.

O rosto de Damian, à luz prateada da lua, parecia menos cruel, ele era bonito, como um galã de filme romântico. Os traços firmes, a boca desenhada, o cabelo castanho caindo de forma desordenada sobre a testa… tudo nele parecia bonito demais para ser observado tão de perto.

— Está dormindo? — sussurrei, quase sem som, como se tivesse medo da resposta.

Nada. Nenhum movimento além da respiração lenta e compassada.

Eu devia fazer o mesmo que ele, bastava fechar os olhos e tentar dormir. Mas minha mão agiu antes da minha razão.

Ergui os dedos e toquei o cabelo castanho dele, deslizando-os com cuidado, como se fosse um gesto proibido. Acariciei a testa, depois deixei os dedos descerem até o rosto.

Meu polegar parou nos lábios dele. A boca perfeita, a mesma que já tinha me ferido com palavras e, ao mesmo tempo, me desarmado com seus beijos. Passei devagar a ponta do dedo sobre aquele contorno conhecido, e meu coração bateu ainda mais forte.

Antes que pudesse pensar, me inclinei, fechando os olhos e encostando minha boca à dele em um selinho rápido e inocente.

Quando tentei recuar, uma mão grande segurou minha nuca com firmeza. Meu corpo congelou.

— Lembre-se que foi você quem deu o primeiro passo. — Afirmou rouco.

Os olhos de Damian se abriram de repente, escuros e intensos, e então ele me puxou de volta. O beijo que me deu não teve nada de inocente. Foi profundo, exigente, faminto. Senti meu corpo inteiro se acender de imediato, incapaz de resistir.

Ele rolou, invertendo nossas posições num segundo, até que fiquei deitada sobre o peito dele. Meu coração disparava contra minhas costelas, e só então percebi a gravidade da situação: estar em cima dele me fazia sentir ainda mais o quanto estava excitado.

O calor daquela ereção latejando contra mim era impossível de ignorar.

Um gemido quase escapou da minha garganta, mas consegui conter, apoio as mãos no peito dele para manter alguma distância. Só que Damian me segurava pela cintura, firme, como se não tivesse a menor intenção de me soltar.

Eu deveria fugir. Eu sabia. Mas naquele instante, entre o beijo, o calor do corpo dele e a forma como me prendia, não havia espaço para razão.

Só para desejo.

As mãos dele deslizaram pelo meu corpo com uma firmeza quase possessiva. Primeiro passaram pela minha cintura, depois pela curva da minha bunda, apertando de leve antes de envolver minhas coxas. O gesto me fez estremecer, e então ele me puxou, forçando minhas pernas para os lados até que se abriram sobre o colchão, criando espaço para que ele se encaixasse melhor contra mim.

Um gemido escapou da minha garganta, involuntário, quando senti o contato mais direto da ereção dele contra a parte mais sensível de mim.

A boca de Damian continuava a dominar a minha, a língua explorando com uma habilidade que fazia meu corpo vibrar inteiro. Cada investida dele parecia roubar o ar dos meus pulmões, mas eu não queria respirar, queria me afogar naquele beijo.

Ele deixou uma das mãos firmes no meu quadril, prendendo-me contra ele, enquanto a outra subiu até a minha nuca. Puxou-me de repente para afastar nossos lábios, e sua voz rouca soou como uma ordem cheia de desejo:

— Mova-se.

Meu corpo reagiu antes da minha mente. Eu apenas assenti, ofegante, sem coragem de questionar. Meus dedos tremiam quando apoiei as mãos no peito dele para erguer o corpo.

— Só… um segundo — murmurei, quase sem voz.

Deslizei para o lado e empurrei o short do pijama pelas pernas, arrancando-o apressada, até me ver apenas de calcinha diante dele. Senti o olhar de Damian queimando minha pele. Ele não desviou os olhos em nenhum momento, e aquilo me deixou ainda mais vulnerável e, paradoxalmente, mais excitada.

Voltei para ele, montando em seu corpo, apoiando as mãos de cada lado da cabeça dele. Meu coração martelava, mas a expectativa era ainda maior.

Um sorriso curvou lentamente a boca de Damian. Não era um sorriso doce, era um sorriso cheio de malícia, quase arrogante, que fez meu estômago se contrair.

— Assim é muito melhor. — murmurou, a voz grave vibrando no meu ouvido. — Bom saber que você continua uma putinha quando se trata de ter prazer.

54 - Pegação na madrugada 1

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