STELLA HARPER
— Papai… a Stella vai ser minha mãe também?
— Filho, isso é...
— Se você quiser, Danian… poso ser. — Minha voz estava suave, o mesmo tom que eu costumo usar com os meninos. — Você pode ter duas mães, se for o que você quiser.
Os meninos me olharam em choque. Damian também me observava, sério, mas havia algo em seu olhar que mostrava confiança, como se dissesse: vai dar certo. Danian respirou fundo, ainda processando, e depois baixou a cabeça.
— Mas… a outra mãe não gosta de mim. — Sua voz estava baixa, trêmula. — Você gosta de mim?
— Eu gosto, Danian. — respondi, passando a mão pelos cabelos dele. — Muito. É impossivel não gostar de você.
Ele levantou os olhos, marejados, e se encostou em mim me dando um abraço. Senti meu coração se derreter. Damian colocou uma mão no meu ombro, mas nos deixou naquele momento só nosso, deixando que a emoção fluísse.
Depois do jantar, Danian não queria sair de perto dos meninos.
— Posso dormir aqui hoje? — perguntou, com um olhar que misturava timidez e esperança.
— Claro, querido. — respondi, fui até o armário do Orion pegando um dos pijamas para ele. — Acho que vai ficar perfeito em você.
Ele se vestiu rapidamente, ansioso, Damian ajudou Apollo e Orion a se acomodarem na cama grande, e logo os três meninos estavam juntos, murmurando sobre como seria divertido dormir lado a lado. Eu sorria, arrumando os cobertores e ajeitando travesseiros, sentindo a felicidade simples e genuína daquele momento.
— Boa noite, meninos. — beijei a testa de cada um.
— Boa noite, mamãe. — disseram em uníssono.
— Boa noite, papai. — murmurou Danian, com um pequeno sorriso tímido.
Deitamos juntos na cama, e a proximidade dos corpos fez meu coração disparar. Ele se inclinou, seus lábios encontraram os meus com urgência, e eu correspondi com intensidade. Cada beijo era cheio de desejo, mas também de cuidado, de intimidade. Suas mãos deslizavam pelas minhas costas, explorando com firmeza e possessividade.
— Você é absurdamente linda… — murmurou entre os beijos, sua respiração quente acariciando meu rosto.
— Eu sei. — respondi, sorrindo contra seus lábios, sentindo o calor subir pelo corpo.
O ritmo dos nossos beijos aumentava, alternando entre urgência e pausas suaves, como se cada segundo precisasse ser saboreado. Ele se inclinou sobre mim, segurando-me com força. Meu corpo se curvou a ele, cada toque provocava arrepios e cada lufada de sua respiração trazia mais excitação.
— Vamos brincar só um pouco ou… — ele pausou, aproximando o rosto do meu pescoço, o toque da boca e da língua provocou calafrios —… é para valer?
Senti um calor incontrolável subir pelo meu corpo. Fechei os olhos, rendida ao desejo que ele provocava.
— Me fode, Damian Winter. — sussurrei com voz baixa e embargada pelo desejo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!