DAMIAN WINTER
Entrei em casa cedo, ainda com a sensação quente da noite passada grudada na pele. Tomei banho, vesti roupas limpas e dirigi-me ao quarto do Danian. Abri a porta devagar e encontrei meu filho sentado na cama, os olhos ainda sonolentos e o corpo pequeno encolhido entre os travesseiros.
— Bom dia, campeão. — murmurei, sentando-me ao lado dele. — Dormiu bem?
Ele resmungou algo que parecia um sim, mas não parecia totalmente convencido.
— Você vai trabalhar cedo hoje?
Neguei com um meio sorriso, embora não houvesse nada de verdadeiro nele.
— Não. Hoje eu preciso conversar com você primeiro.
— Conversar?
— Danian… Eu e a mamãe… vamos nos separar. — A voz saiu mais suave do que o normal. — E eu vou morar em outra casa.
O mundo pareceu se estreitar no quarto. Seus olhos se arregalaram, e a expressão dele mudou rapidamente, assumindo uma mistura de confusão e medo.
— Você vai me abandonar?
Neguei imediatamente, segurando suas pequenas mãos entre as minhas.
— Jamais, Danian. — disse, firme, mas sem perder a suavidade. — Eu nunca faria isso com você. — Pousei a mão no ombro dele e apertei carinhosamente. — Estou explicando isso para que você possa escolher. Você pode ficar comigo, ou com a mamãe, mas qualquer que seja a sua escolha, você sempre poderá me visitar ou visitar ela.
Ele olhou para mim, a boca tremendo e os olhos começando a encherem de lágrimas. Senti um aperto no peito e angustia.
— Eu posso… te ver sempre que eu quiser? — perguntou, sua voz falhando.
— Sempre. — respondi, seguro. — Não importa onde você estiver, você sempre terá acesso a mim. Sempre poderá vir me visitar.
Ele se encolheu contra meu peito por um instante, e eu o envolvi com cuidado, sentindo cada batida acelerada do coração dele contra o meu. Meu filho precisava de estabilidade, precisava sentir que, apesar da separação, a vida continuaria segura ao redor dele.
— Eu vou… eu posso ficar com você? — murmurou, e um fio de esperança brilhou nos olhos dele.
— Claro, campeão. — afirmei. — E se sentir saudade da mamãe… você pode ir visitá-la quando quiser. — Um pequeno sorriso escapou do canto dos meus lábios. — Nada vai mudar o quanto eu te amo.
Ele chorou baixinho, escondendo o rosto contra o meu peito, e eu passei os dedos pelos cabelos dele, sentindo uma pontada de culpa por toda a mudança que estava causando na vida dele. Mas era necessário. Manter esse casamento com Sophie não era mais uma opção.
— Eu não gosto quando coisas ruins acontecem… — murmurou entre soluços.
— Eu sei, Danian. Eu sei. — Afirmei, beijando sua cabeça. — Eu prometo que vai estar tudo bem. Você será tão feliz quanto era com nós dois juntos. Já que você vai comigo… — continuei, passando as mãos pelos cabelos dele — vamos arrumar suas coisas? Podemos colocar tudo que você quiser levar comigo em algumas malas.
Os olhos do Danian brilharam com a ideia de escolher o que levar. Mesmo pequeno, ele entendia que isso era parte de se preparar para a mudança.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!