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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 250

Alex virou devagar o rosto para Liam, sustentando o olhar agora, a expressão carregada.

— Ali ela se entregou. Essa não deveria ter sido a resposta dela.

Liam apoiou o copo no balcão com um pouco mais de força do que o necessário, o vidro fazendo um som seco. Ele passou a língua pelos lábios antes de falar.

— E se ela teve alguma coisa com ele? Qual o problema nisso? — disse, com o tom mais direto. — Você transou com sua secretária e ela está lá, trabalhando com você.

O maxilar de Alex se contraiu imediatamente. Ele desviou o olhar por um segundo, depois voltou, mais rígido.

— Eu nunca menti pra ela. — respondeu, com firmeza. — Sempre deixei claro que transei com muitas mulheres. Tudo que ela me pergunta, eu respondo. Não tolero mentiras.

Liam manteve o olhar fixo nele, sem recuar.

— Você não falou da sua secretária.

Alex soltou o ar pelo nariz, visivelmente irritado. Passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os.

— Vou ter que ficar me lembrando de todas as mulheres que eu transei? Fazer uma lista e entregar pra ela? — a voz subiu um pouco, antes de se controlar. — Ela me perguntou sobre a Amanda, eu respondi de boa.

Liam cruzou os braços, encostando as costas no balcão.

— Se você não tem que listar, por que está cobrando isso dela?

Alex apertou o copo com força, os dedos marcando o cristal.

— Estou cobrando a verdade. — disse, mais devagar, cada palavra pesada. — Só queria que ela falasse: fiquei com ele, ou não, eu nunca o vi, não o conheço. Ela me esconde algo, Liam.

Liam ficou em silêncio por um instante, o olhar suavizando um pouco.

— Laura também me escondia. — disse por fim, mais baixo. — Mas eu respeitei o momento dela. Não forcei. Minha esposa ficou sabendo primeiro do que eu.

Alex desviou o olhar para a cidade, o reflexo das luzes tremendo no vidro. Ele respirou fundo, como se tentasse se controlar.

— Ela está achando que ter filho agora… — começou, a voz falhando levemente. Ele apertou os lábios por um instante antes de continuar. — Mentindo pra mim, depois de ter me negado isso várias vezes, depois de ter falado que eu era um emocionado, que não queria casar rápido… vai me segurar.

Ele balançou a cabeça, passando a mão pelo rosto, com um sorriso sem humor.

— Porque provavelmente o que ela esconde eu não vou aceitar.

Liam se inclinou de novo, apoiando um antebraço no balcão, o semblante mais fechado, a voz mais baixa e firme.

— Se ela te esconde, é porque tem medo de você.

Alex virou rápido, o movimento brusco denunciando a irritação. Os olhos estavam mais intensos, a mandíbula travada.

— Sempre fui muito aberto com ela. Desde quando começamos. — Ele abriu as mãos num gesto de defesa, como se precisasse provar algo. — Tento passar segurança, cuido dela, trato como uma rainha.

Liam respondeu sem suavizar. Ele endireitou a postura, cruzando os braços, o olhar duro.

— Não faz mais do que a sua obrigação.

Alex soltou um riso curto, amargo. Passou a língua pelos lábios, negando com a cabeça.

— Estou te dizendo que a Ísis sofreu abandono e perdas na vida. — disse, mais baixo. — Uma pessoa que foi rejeitada pela mãe tem uma ferida de alma que não vai curar nunca. Mãe é o nosso primeiro amor.

Alex ficou imóvel e Liam continuou.

— Ela perdeu o marido. E pelo que a Olívia me falou, ela perdeu tudo. — continuou Liam. — Aí você entra na vida dela… e a abandona também. Você acha que ela vai ficar como?

O silêncio se instalou por alguns segundos, pesado, quase palpável entre eles. Liam respirou fundo antes de continuar, como se escolhesse as palavras com cuidado.

— O comportamento que ela está tendo é normal por tudo que ela já passou. — Ele passou a mão pelo rosto, visivelmente tocado. — Não se esqueça que sua mulher é negra e, com todo respeito, uma negra linda, mas a sociedade não pensa assim.

Liam fez um gesto pequeno com a mão, como se afastasse algo invisível, o olhar sério.

— As pessoas que vão procurar uma criança para adotar, não querem uma de pele escura. — A voz saiu mais baixa, carregada de indignação contida. — Então, meu irmão, só pensa no quanto sua mulher já sofreu.

Ele apoiou as duas mãos no balcão, firme, inclinando levemente o corpo para frente, como se quisesse que Alex realmente sentisse o peso daquelas palavras.

— Você tem duas alternativas: ou investiga toda a vida dela, sabendo que pode não gostar do que vai descobrir… — fez uma breve pausa, deixando a frase pairar no ar — ou você segue sendo feliz, espera ela te contar e tenha maturidade para lidar com o que vier a ser.

Alex não respondeu. Apenas ficou ali, olhando para Manhattan através do vidro, o maxilar tenso, os olhos perdidos no emaranhado de luzes. O gelo no copo derretia lentamente, marcando o tempo enquanto o conflito permanecia estampado em seu rosto.

Ísis estava sentada no sofá da cobertura, chorando em silêncio, enquanto Duck permanecia com a cabeça apoiada em seu colo. Já era tarde. Ela havia ligado várias vezes para Alex, mas o telefone apenas chamava até cair na caixa postal. A cada tentativa frustrada, a angústia apertava mais o peito.

De repente, Duck ergueu a cabeça, atento, olhando fixamente para a porta. Ísis seguiu o olhar dele, o coração acelerando. Alguns minutos depois, a fechadura girou.

A porta se abriu.

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