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Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato romance Capítulo 316

Laura se aproximou de Luna, que estava sentada no sofá mexendo no tablet, concentrada demais.

— Luninha, não sai daqui sem suas tias. — inclinou-se e deu um beijo demorado na testa da enteada. — Eu vou tirar umas fotos.

Luna levantou o olhar rápido.

— Tia, a senhora sabe que eu não saio sozinha. — respondeu e voltou a deslizar o dedo pela tela.

Laura riu, ajeitando uma mecha do cabelo atrás da orelha.

— Eu sei… — fez um gesto dramático com a mão no peito. — mas eu já estou ensaiando minhas futuras palestras maternas. Preciso manter a reputação de mãe responsável… pelo menos na frente das visitas. — Piscou para Luna, divertida. — Além disso, repetir aviso nunca matou ninguém. Ignorar é que costuma dar problema.

Luna balançou a cabeça, sorrindo.

Laura caminhava sorrindo, ainda leve pela massagem, o roupão de seda roçando suavemente nas pernas. O salto ecoava no mármore polido.

A porta da sala onde estava o vestido estava fechada. Ela girou a maçaneta. E o som veio antes mesmo de ela entender.

Raaaaasgo.

O coração dela disparou. Ela entrou. Marcela estava diante do vestido. A tesoura na mão. O tecido branco já estava aberto na lateral, os babados pendendo mutilados no chão.

— O que você está fazendo?! — a voz de Laura saiu aguda, chocada, a mão indo instintivamente para o peito.

Marcela não parou. Continuou cortando, os movimentos firmes, decididos. Ela virou o rosto lentamente, os olhos brilhando de uma fúria contida.

— Você achou que ia casar com ele? — disse, erguendo a tesoura no ar, apontando na direção de Laura. — Só por cima do meu cadáver.

Raaaaasgo.

O som do tecido sendo destruído ecoou cruel pelo ambiente.

— Para com isso! Você está acabando com meu vestido! — Laura avançou um passo, as lágrimas já começando a embaçar a visão. — Você enlouqueceu?!

Marcela puxou mais um pedaço do babado e cortou com força, a respiração acelerada. O vestido branco já não parecia mais o símbolo de um sonho. Parecia campo de batalha..

Raaaaasgo.

Marcela virou o rosto lentamente. Os olhos frios. Decidido.

— Se você chegar perto… — disse, estendendo o braço na direção de Laura, a lâmina tremendo no ar — eu furo você todinha.

O silêncio pesou. Laura congelou.

— Marcela… o que você vai ganhar com isso? — a voz dela começou a tremer. — Edgar vai te odiar ainda mais.

Marcela soltou uma risada baixa. Fria. E rasgou de novo.

— Você achou que ia ser feliz destruindo uma família? — perguntou, firme, segurando o tecido com força antes de afundar a tesoura mais uma vez. — Você não vai tirar o meu homem de mim. — Outro rasgo brutal. — O Edgar é meu.

Laura levou a mão à boca, o choro escapando antes que pudesse conter.

— Você está desequilibrada… — disse entre lágrimas, balançando a cabeça lentamente. — Edgar nunca foi seu. Ele nunca te amou. O que vocês tiveram acabou há muito tempo. — deu um passo à frente, mesmo com as pernas tremendo.

— Acabou pra você! — Marcela gritou, os olhos injetados de ódio. — Você acha que vai tirar a minha filha também? Não vai!

Laura respirou fundo, limpando as lágrimas com o dorso da mão.

— Você não tem o direito de chamar aquela menina de filha. — disse, apontando o dedo para Marcela, a voz ganhando firmeza no meio do desespero. — Você não a ama. Só teve ela pra prender o Edgar a você. E como não conseguiu… — a voz falhou por um segundo — está tentando destruir o psicológico dela. — Ela avançou mais um passo. — Larga o meu vestido, Marcela! — gritou, estendendo a mão como se pudesse proteger.

Marcela apertou a tesoura com força.

— Esse casamento não vai acontecer. — disse, avançando um passo. — Você nunca vai ser feliz com ele.

Laura chorava desesperadamente.

— Para com isso! Nós já somos casados! — gritou, desesperada. — Você não vai conseguir nos separar. Você precisa de ajuda. Isso é doença. — completou, recuando.

Marcela sorriu, calma.

— Você vai se arrepender por ter cruzado meu caminho. — falou, com serenidade perturbadora. — Eu vou fazer justiça.

De repente, partiu para cima de Laura com a tesoura erguida.

Laura tropeçou na mesa.

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