Laura se aproximou de Luna, que estava sentada no sofá mexendo no tablet, concentrada demais.
— Luninha, não sai daqui sem suas tias. — inclinou-se e deu um beijo demorado na testa da enteada. — Eu vou tirar umas fotos.
Luna levantou o olhar rápido.
— Tia, a senhora sabe que eu não saio sozinha. — respondeu e voltou a deslizar o dedo pela tela.
Laura riu, ajeitando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
— Eu sei… — fez um gesto dramático com a mão no peito. — mas eu já estou ensaiando minhas futuras palestras maternas. Preciso manter a reputação de mãe responsável… pelo menos na frente das visitas. — Piscou para Luna, divertida. — Além disso, repetir aviso nunca matou ninguém. Ignorar é que costuma dar problema.
Luna balançou a cabeça, sorrindo.
Laura caminhava sorrindo, ainda leve pela massagem, o roupão de seda roçando suavemente nas pernas. O salto ecoava no mármore polido.
A porta da sala onde estava o vestido estava fechada. Ela girou a maçaneta. E o som veio antes mesmo de ela entender.
Raaaaasgo.
O coração dela disparou. Ela entrou. Marcela estava diante do vestido. A tesoura na mão. O tecido branco já estava aberto na lateral, os babados pendendo mutilados no chão.
— O que você está fazendo?! — a voz de Laura saiu aguda, chocada, a mão indo instintivamente para o peito.
Marcela não parou. Continuou cortando, os movimentos firmes, decididos. Ela virou o rosto lentamente, os olhos brilhando de uma fúria contida.
— Você achou que ia casar com ele? — disse, erguendo a tesoura no ar, apontando na direção de Laura. — Só por cima do meu cadáver.
Raaaaasgo.
O som do tecido sendo destruído ecoou cruel pelo ambiente.
— Para com isso! Você está acabando com meu vestido! — Laura avançou um passo, as lágrimas já começando a embaçar a visão. — Você enlouqueceu?!
Marcela puxou mais um pedaço do babado e cortou com força, a respiração acelerada. O vestido branco já não parecia mais o símbolo de um sonho. Parecia campo de batalha..
Raaaaasgo.
Marcela virou o rosto lentamente. Os olhos frios. Decidido.
— Se você chegar perto… — disse, estendendo o braço na direção de Laura, a lâmina tremendo no ar — eu furo você todinha.
O silêncio pesou. Laura congelou.
— Marcela… o que você vai ganhar com isso? — a voz dela começou a tremer. — Edgar vai te odiar ainda mais.
Marcela soltou uma risada baixa. Fria. E rasgou de novo.
— Você achou que ia ser feliz destruindo uma família? — perguntou, firme, segurando o tecido com força antes de afundar a tesoura mais uma vez. — Você não vai tirar o meu homem de mim. — Outro rasgo brutal. — O Edgar é meu.
Laura levou a mão à boca, o choro escapando antes que pudesse conter.
— Você está desequilibrada… — disse entre lágrimas, balançando a cabeça lentamente. — Edgar nunca foi seu. Ele nunca te amou. O que vocês tiveram acabou há muito tempo. — deu um passo à frente, mesmo com as pernas tremendo.
— Acabou pra você! — Marcela gritou, os olhos injetados de ódio. — Você acha que vai tirar a minha filha também? Não vai!
Laura respirou fundo, limpando as lágrimas com o dorso da mão.
— Você não tem o direito de chamar aquela menina de filha. — disse, apontando o dedo para Marcela, a voz ganhando firmeza no meio do desespero. — Você não a ama. Só teve ela pra prender o Edgar a você. E como não conseguiu… — a voz falhou por um segundo — está tentando destruir o psicológico dela. — Ela avançou mais um passo. — Larga o meu vestido, Marcela! — gritou, estendendo a mão como se pudesse proteger.
Marcela apertou a tesoura com força.
— Esse casamento não vai acontecer. — disse, avançando um passo. — Você nunca vai ser feliz com ele.
Laura chorava desesperadamente.
— Para com isso! Nós já somos casados! — gritou, desesperada. — Você não vai conseguir nos separar. Você precisa de ajuda. Isso é doença. — completou, recuando.
Marcela sorriu, calma.
— Você vai se arrepender por ter cruzado meu caminho. — falou, com serenidade perturbadora. — Eu vou fazer justiça.
De repente, partiu para cima de Laura com a tesoura erguida.
Laura tropeçou na mesa.
Marcela gritava.
— Me larga! Sua falsa! Agora quer fingir que é mãe depois de tudo que fez? — tentando se soltar.
— O que eu fiz? Está surtando? — Érica gritou. — Surto se cura com porrada!
Deu mais t***s.
— Se tua mãe não te ensinou a ser mulher de verdade… hoje eu te ensino. — disse, segurando-a com força e dando mais t***s. — Levando na cara!
— Me solta! Você está me machucando! Eu vou te denunciar! Minha família vai te destruir! — gritava Marcela.
— Pode denunciar! — respondeu Érica. — E não se esqueça de falar que uma leoa estava defendendo sua cria. E você vai sair daqui agora, nem que seja arrastada!
Ela começou a arrastar Marcela pelo corredor.
— Me solta, sua maluca! — Marcela gritava.
— Calada! — Érica gritou, segurando-a com firmeza pelos braços. — Para de fazer escândalo. Você não vai arruinar a vida da minha filha!
A respiração dela estava descompassada, os olhos ardendo.
— Eu sei o que foi pra ela nascer… — a voz falhou por um segundo, mas voltou carregada de fúria. — Eu sei a dor que eu senti. Eu sei o que eu enfrentei para trazer essa menina ao mundo!
Na outra sala, Luna levantou-se.
— É a voz da minha mãe, tia! Eu vou lá! — disse, tentando sair.
Ísis correu até a porta e segurou-a.
— Princesa, não é sua mãe. É uma mulher maluca que deve ter entrado e estão expulsando. Vamos ficar aqui. — disse, segurando-a pelos ombros.
Olívia se aproximou.
— Princesa, me ensina aquele jogo de mais cedo? — perguntou, tentando distraí-la para Ísis poder sair.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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