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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 322

O Rainbow Room estava banhado por luz dourada. A estrutura geométrica do teto refletia a iluminação suave das velas altas dentro de cilindros de vidro que desenhavam o corredor central. O skyline de Nova York surgia ao fundo através das paredes de vidro, como se a cidade inteira estivesse testemunhando aquele momento.

O arranjo floral branco e verde no altar parecia suspenso entre o céu e o chão. A banda começou a tocar os primeiros acordes de Perfect.

As portas abriram primeiro para ele.

O smoking de Edgar era uma combinação perfeita entre tradição e poder. O blazer em tom marfim, quase off-white, criava um contraste sofisticado com o restante da composição. O tecido tinha caimento impecável, estruturado, moldando os ombros largos e valorizando a postura naturalmente imponente dele. A lapela em cetim preto, larga e brilhante na medida certa, desenhava uma linha elegante que conduzia o olhar até o peito.

Por baixo, o colete preto ajustado marcava o torso com precisão absoluta. Os botões alinhados reforçavam a verticalidade do corpo, alongando ainda mais a silhueta. A camisa branca, de colarinho clássico e botões discretos, trazia equilíbrio à composição.

A gravata borboleta preta, perfeitamente simétrica, adicionava aquele toque tradicional de noivo de alta sociedade. Atemporal, mas nada comum.

A calça preta de alfaiataria tinha corte slim, ajustando-se às pernas fortes sem marcar demais. A linha lateral sutil acompanhava a elegância da lapela, mantendo harmonia visual.

No pulso, um relógio de luxo com caixa dourada e mostrador escuro revelava refinamento sem exagero. Discreto, mas impossível de ignorar.

Na lapela, uma flor branca minimalista com folhagens verdes delicada, mas estrategicamente posicionada, suavizava a imponência masculina do conjunto.

Mas nada no smoking chamava mais atenção do que quem o vestia.

O tecido moldava o corpo atlético de Edgar como se tivesse sido feito exclusivamente para ele. Ombros largos. Peito firme. Cintura ajustada. Presença dominante.

Não era apenas elegante. Era magnético. Era o tipo de noivo que faz a noiva esquecer como se respira ao vê-lo no altar.

Nas mãos, ele segurava um porta-retrato elegante. A foto dos pais.

Ele parou por um segundo antes de chegar ao altar, pressionando o quadro contra o peito.

— Vocês estão aqui comigo. — murmurou baixo.

Colocou o porta-retrato sobre o cavalete ao lado do altar e respirou fundo. Ele estava pronto. Ou pelo menos achava que estava.

A música mudou. All of Me começou a ecoar suavemente. Felipe e Érica entraram primeiro. Érica caminhava com dignidade. Felipe manteve a postura séria.

Do lado de fora, Olívia aguardava o momento da entrada. O amigo de Laura já estava ao lado dela, oferecendo o braço. Liam se aproximou devagar e parou atrás dela. Inclinou-se levemente, a voz baixa o suficiente para que só ela ouvisse.

— Vocês dois estão confortáveis demais… — murmurou, o tom suave, mas carregado de aviso. — Não precisa entrar tão colada nele assim.

Olívia virou o rosto, contendo um sorriso. Liam aproximou ainda mais os lábios do ouvido dela.

— Dá uma afastada estratégica. Eu sei que é só protocolo… mas eu não gosto de ver outro homem tão à vontade com o que é meu. — O maxilar dele travou de leve. — E tenta não sorrir tanto pra ele também. Você sorri assim só pra mim.

Ele se afastou meio passo, ajustando o próprio smoking como se nada tivesse sido dito.

— Mantém a elegância… mas lembra que eu estou olhando. — O olhar dele desceu rápido pelo corpo dela, possessivo. — E eu não compartilho.

Edgar levou as mãos à boca. As lágrimas vieram antes que ele pudesse controlar. Ele olhou para o alto. Depois para ela. Depois para o alto novamente. Como se estivesse tentando entender como aquele milagre estava acontecendo.

A música ainda ecoava pelo salão quando Laura finalmente ergueu os olhos completamente para Edgar. Até então, ela tinha visto apenas silhuetas. O contorno. A presença. Mas quando o olhar dela encontrou o dele de verdade… O ar faltou.

O smoking marfim contrastava com a pele dele de forma quase indecente. Mas não era o terno. Era ele. A postura. O olhar. A vulnerabilidade de um homem forte completamente rendido.

Laura sentiu as pernas enfraquecerem levemente.

— Meu Deus… — murmurou quase sem voz.

Ele continuava chorando. As mãos grandes ainda próximas da boca, como se tentasse controlar a avalanche que sentia. As lágrimas escorriam sem qualquer vergonha. Sem qualquer filtro.

Ela nunca o tinha visto assim. Tão exposto. Tão entregue… diante de tantas pessoas. Mas ali, no meio de todos… Ele não estava se protegendo. Ele estava completamente dela.

Edgar baixou lentamente as mãos. O olhar percorreu o corpo dela com reverência. Depois voltou para os olhos. Como se estivesse confirmando que aquilo era real. Laura deu mais um passo. Depois outro. E sussurrou, sem se importar se alguém vai

— Você é um absurdo…

Ele soltou uma risada curta entre lágrimas.

— Você… perigosamente perfeita. — sussurrou, de volta

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