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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 369

Laura assentiu, segurando a barriga com cuidado. A enfermeira empurrou a cadeira. Enquanto seguiam pelo corredor, Laura pedia em voz baixa.

— Por favor… meu Deus, não deixe eu perder nosso bebê… eu não vou suportar essa dor novamente.

Laura foi levada rapidamente para a sala de exames. Os médicos fizeram todos os procedimentos necessários: avaliação clínica, exames e um ultrassom para verificar o bebê.

Alguns minutos depois, o som forte e regular do coração do bebê ecoou no aparelho, trazendo um pouco de alívio para todos no ambiente.

Felizmente, estava tudo bem. O bebê estava saudável. E Laura também não havia sofrido nenhum ferimento grave além do susto.

Após os exames, ela foi encaminhada para um quarto para ficar em observação por algumas horas. Dois policiais entraram no quarto.

— Senhora Laura Holt? — perguntou um deles.

— Sou eu. — respondeu ela.

O policial abriu um pequeno bloco de anotações.

— Precisamos que a senhora relate o que aconteceu.

Laura se ajeitou levemente na cama. Edgar permaneceu ao lado dela, segurando sua mão.

— Eu estava saindo da clínica… — começou ela. — Quando ouvi um carro acelerando. — Ela respirou fundo. — O carro veio direto na minha direção.

O policial anotava tudo em um bloco.

— A senhora conseguiu ver quem estava dirigindo?

Laura levantou o olhar.

— Sim. — respondeu.

— Quem era?

— Marcela. — disse Laura. — A mãe da filha do meu marido.

O policial trocou um olhar rápido com o colega.

— A senhora tem certeza? — perguntou, erguendo levemente as sobrancelhas enquanto parava de escrever por um instante.

Laura assentiu devagar.

— Absoluta. — respondeu, apertando a mão de Edgar.

O policial voltou a olhar para ela.

— A senhora tem alguma ideia de por que ela faria isso?

Laura respirou fundo antes de responder.

— Ela nunca aceitou o fim do relacionamento com ele… — disse, olhando rapidamente para Edgar. — E muito menos o fato de ele ter se casado comigo.

Edgar se inclinou um pouco para frente.

— Inclusive nós já fizemos uma denúncia contra ela. — disse, sério. — No dia do nosso casamento, em um spa, ela tentou ferir minha esposa com uma tesoura. Rasgou todo o vestido dela.

O policial ergueu o olhar.

— E o que aconteceu depois?

Edgar soltou um pequeno suspiro.

— Infelizmente, naquele local não havia câmeras. — respondeu. — Então não houve gravação do que aconteceu.

O policial terminou de anotar.

— Vamos verificar as câmeras da rua. — disse ele, fechando o bloco.

Algum tempo depois. O celular de Laura tocou. Edgar pegou o aparelho e entregou a ela. Na tela, o nome Segundo Amor.

Laura atendeu.

— Oi, irmão… — disse ela, apoiando o celular no ouvido enquanto se ajeitava um pouco na cama.

— Princesa… — respondeu Liam imediatamente, a voz tensa. — Como você está?

— Estou bem. Não se preocupe. — disse ela, passando a mão de leve pelos cabelos e tentando tranquilizá-lo.

— Eu queria estar aí… — continuou ele. — Mas a Olívia passou o dia inteiro enjoada. Está vomitando muito. Eu tive que vir para casa cuidar dela.

Laura sorriu levemente.

— Você fez certo. — respondeu com carinho. — Cuida dela e da minha sobrinha. Eu vou ter alta ainda hoje.

— O Edgar me contou o que aconteceu. — disse Liam, a voz ficando mais séria.

— Eu já falei com a polícia. — respondeu Laura, respirando fundo.

Houve um breve silêncio do outro lado da linha.

Os policiais trocaram um olhar rápido enquanto tentavam contê-la. Marcela então avançou alguns passos em direção à viatura, ainda sendo segurada.

— Vocês estão cometendo um erro enorme! — gritou, completamente transtornada. — O Liam Holt vai matar todos vocês! Ele não vai deixar isso ficar barato!

Ela apontava para os policiais com o olhar enlouquecido.

— Eu sou Laura Holt! — repetia, quase histérica. — Uma bilionária poderosa! Vocês não fazem ideia de quem estão prendendo!

Um dos policiais abriu a porta da viatura.

— Senhora, entre no carro.

Marcela começou a rir de novo.

— Vocês vão se arrepender… todos vocês!

Os policiais finalmente conseguiram colocá-la dentro da viatura, enquanto ela continuava gritando.

Mais tarde, na cobertura de Laura e Edgar. A sala estava silenciosa. Na televisão, um filme passava em volume baixo. Luna dormia profundamente no meio do sofá, deitada entre os dois, abraçada a um travesseiro.

Laura acariciava os cabelos da menina com delicadeza. Edgar mantinha um braço ao redor das duas. O celular dele vibrou. Ele atendeu imediatamente.

— Alex? Boa noite, irmão!

Do outro lado da linha, a voz veio firme.

— Acabei de receber a confirmação da delegacia. — disse Alex.

Edgar franziu levemente a testa, ajeitando-se no sofá para não acordar Luna.

— Não me diga que é o que eu estou pensando. — murmurou, baixando um pouco a voz.— Marcela está presa. — disse Alex, com satisfação na voz.

Edgar respirou fundo antes de perguntar:

— Então… isso significa que a guarda da Luna fica comigo agora?

Do outro lado da linha, Alex soltou um pequeno suspiro antes de responder:

— Edgar… depois do que ela fez hoje, pode ter certeza de uma coisa: nenhum juiz em sã consciência vai tirar essa menina de você.

Ele fez uma pequena pausa antes de completar, com um leve tom de humor:

— Agora me diz uma coisa… você vai continuar aí no telefone comigo ou vai aproveitar a noite com a sua esposa?

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