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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 373

Alex o sacudiu com força.

— Eu tenho certeza. — respondeu entre os dentes, aproximando ainda mais o rosto do dele.

O homem soltou uma risada baixa.

— Você só não descobriu uma coisa, Cole. — disse ele, olhando diretamente nos olhos de Alex. — Quando vocês estavam juntos… a Ísis concordou em sair comigo três vezes em troca do meu silêncio.

Uma pausa venenosa.

— Você não dormiu com ela todas as noites. — continuou, com um sorriso cruel. — Mas no último encontro ela gostou tanto que quis repetir… e eu a descartei. Já tinha saciado a curiosidade de provar aquele corpo.

Ele riu com desprezo.

— Você pode ser bom nos tribunais… mas na cama parece que não é tão eficiente em satisfazer uma mulher.

Alex apertou ainda mais a camisa dele contra as grades.

— Você está mentindo. — disse com a voz baixa e perigosa, os olhos fixos nos dele. — Eu conheço o caráter da minha mulher.

O advogado riu novamente.

— Será? — respondeu, sustentando o olhar de Alex através das grades. — Ela está grávida de gêmeos… não está?

O coração de Alex disparou no peito. O homem continuou.

— E você não tem gêmeos na sua família. — disse com um sorriso malicioso. — Eu tenho.

Pausa.

— Esqueceu que eu sou gêmeo?

O silêncio ficou pesado entre os dois. Alex manteve o homem preso pelas grades por alguns segundos. Os olhos dele queimavam de raiva. Mas, no fundo, havia algo mais perigoso: certeza.

— Você é mesmo patético. — disse em voz baixa.

Ele soltou a camisa do homem com um empurrão.

— Eu sei exatamente quem é a mulher que escolhi para estar ao meu lado e ser mãe dos meus filhos. — disse Alex, ajeitando o paletó com frieza.

Alex pegou a pasta do chão. Endireitou o paletó. E antes de sair definitivamente, disse com frieza absoluta.

— E eu também sei quando alguém está desesperado o suficiente para inventar qualquer mentira. — fez uma pausa curta. — Aproveite a cela.

Alex virou as costas e começou a caminhar novamente.

— Porque a sua única companhia pelos próximos anos… vai ser a sua própria frustração no presídio.

Atrás dele, o advogado voltou a falar em voz alta, carregada de veneno.

— Você acha mesmo que estou blefando, Alex? — disse, segurando as grades com força. — Aguarde o pedido de DNA chegar à sua casa.

Ele riu.

— O grande e imbatível Alex Cole criando os filhos do amante da própria esposa… os filhos do seu pior inimigo. — Ele fez uma pausa, com um sorriso cruel. — Entendeu agora?

O corredor voltou a ficar em silêncio. E Alex continuou caminhando… sem olhar para trás.

Algumas horas depois, Ísis estava no set de filmagem, gravando mais uma cena da série. Naquele momento, o roteiro pedia um momento íntimo entre ela e o parceiro de cena. Os dois estavam sobre a cama cenográfica, trocando falas baixas e olhares intensos enquanto as câmeras captavam cada movimento.

Do outro lado do set, Alex assistia à gravação em silêncio. Os braços cruzados, o olhar atento… tentando manter a calma. Não era exatamente fácil ver a mulher que ele amava gravando aquele tipo de cena. Foi então que um rapaz elegante parou ao lado dele.

— Difícil ver essa cena, né, bicha? — disse ele, inclinando levemente a cabeça na direção de Alex.

Alex virou o rosto devagar para o lado. O rapaz apontou discretamente para o ator que contracenava com Ísis.

— Aquele ali é meu marido. — disse, levantando a mão com elegância e apontando para o set.

Alex franziu levemente a testa, observando o homem. O rapaz continuou, dando de ombros.

— Confesso que nunca me acostumei com essas cenas. — fez um gesto dramático com a mão. — Mas sabe… eu falei pra ele que queria uma vida simples.

Fez uma pausa, exibindo as unhas impecáveis, as joias no braço e a bolsa luxuosa pendurada no ombro.

— Uma simplicidade diferente, sabe? Uma vida simples… cheia de luxo. — ele sorriu, balançando levemente o pulso para mostrar as pulseiras. — Então, bicha… eu tenho que aceitar isso.

Depois olhou novamente para Alex.

Alex sorriu.

— Tenho uma surpresa pra você. — disse, segurando a mão dela. — Posso te sequestrar?

Ísis abriu um sorriso travesso.

— Não só pode… — respondeu. — Deve.

Alex dirigiu em silêncio pelas ruas de Nova Iorque. Ísis observava a paisagem pela janela, curiosa. O carro parou alguns minutos depois. Quando ela desceu, percebeu onde estavam.

À frente deles se estendia a vista aberta de Manhattan a partir da Brooklyn Heights Promenade. O sol ainda estava baixo no céu, tingindo os prédios de dourado. O vento vindo do East River balançava suavemente os cabelos de Ísis. Ela olhou ao redor e depois virou-se para ele.

— Alex… — perguntou, inclinando levemente a cabeça. — Por que me trouxe aqui?

Alex não respondeu imediatamente. Ele caminhou alguns passos até o parapeito de pedra e apoiou as mãos ali, olhando para o horizonte de Manhattan. Ísis se aproximou devagar.

— Amor… — disse ela, mais baixo, tocando de leve o braço dele. — Está tudo bem?

Alex soltou o ar lentamente.

— Está. — respondeu, virando o rosto para ela.

O olhar dele estava sério… mas também carregado de algo que ela conhecia bem. Proteção.

— Eu precisava falar com você sobre uma coisa importante.

Ísis franziu levemente a testa.

— Você está me assustando. — confessou, segurando a mão dele.

Alex deu um pequeno sorriso.

— Não fique assustada. — disse, entrelaçando os dedos nos dela. — Só me escuta… com atenção.

Ela esperou. O silêncio entre os dois foi preenchido apenas pelo som distante da cidade e pelo vento passando entre os prédios. Então Alex falou.

— Eu fui à delegacia hoje. — disse com cuidado.

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