Laura estava sentada na cama, com as mãos entrelaçadas no colo. Edgar estava ao lado dela, olhando por alguns segundos para o chão antes de levantar o olhar.
— Você acha que ela vai entender? — perguntou ele, em voz baixa. — Não é melhor falarmos junto com a psicóloga?
Laura respirou fundo.
— Não, nego… essa conversa tem que ser nossa. — disse, olhando firme para ele. — A gente precisa viver esse momento com ela. E ela vai conversar com a psicóloga nos dias de terapia. — fez uma pequena pausa. — Ela é inteligente… mas ainda é uma criança. A gente só precisa falar com cuidado.
Edgar assentiu. Antes que qualquer um dos dois dissesse mais alguma coisa, uma batidinha leve soou na porta.
— Pode entrar, meu amor. — disse Laura, com um sorriso suave.
A porta se abriu devagar. Luna apareceu, já de pijaminha, segurando um ursinho contra o peito. Os olhinhos curiosos passearam pelo quarto até encontrar os dois.
— Vocês me chamaram? — perguntou ela, caminhando até a cama.
— Chamamos sim. — disse Edgar, abrindo os braços.
Luna subiu na cama com cuidado e se acomodou entre os dois. Laura imediatamente puxou a menina para mais perto, beijando o topo da cabeça dela.
Por um momento… ninguém falou nada. Era como se os dois adultos estivessem escolhendo cada palavra com cuidado. Edgar passou a mão suavemente nos cabelos da filha.
— Princesa… — começou ele, com a voz calma. — A gente precisa conversar com você sobre uma coisinha importante, tá bom?
Luna ergueu o rosto, olhando para ele.
— Eu fiz alguma coisa errada? — perguntou, com um leve medo na voz, apertando o ursinho contra o peito.
Laura imediatamente segurou o rostinho dela com carinho.
— Não, meu amor. — disse, sorrindo com doçura. — Você não fez nada de errado.
— Muito pelo contrário… você é a melhor coisa da vida do papai. A luz da minha vida. — completou Edgar, passando a mão no cabelo dela.
Luna relaxou um pouquinho.
— Então… o que foi? — perguntou, inclinando a cabeça.
Laura trocou um olhar rápido com Edgar, buscando forças.
— A sua mamãe… — começou com cuidado — não está muito bem.
Luna franziu a testa.
— Ela está doente? — perguntou, apertando mais o ursinho.
Edgar assentiu devagar.
— Está, meu amor. Mas não é uma doença como gripe ou febre. — explicou com calma. — É uma doença que deixa a pessoa muito triste… muito cansada… sem vontade de fazer as coisas.
Luna ficou em silêncio, tentando entender.
— Tipo quando eu fico triste e não quero brincar? — perguntou, olhando para Laura.
Laura sorriu com ternura.
— Isso… só que mais forte. — disse, acariciando o rosto dela. — E por isso ela vai precisar ficar um tempo em um lugar especial, onde tem médicos e pessoas que vão cuidar dela direitinho.
Luna apertou o ursinho contra o peito.
— Ela vai melhorar? — perguntou, com os olhos cheios de esperança.
Edgar segurou a mãozinha dela.
— Estamos torcendo muito por isso, princesa. — disse com carinho. — E por isso ela precisa desse tempo pra se cuidar.
Luna ficou pensativa por alguns segundos.
— E eu? — perguntou baixinho.
A pergunta veio pequena… mas carregada de tudo. Laura imediatamente puxou a menina para um abraço.
— Você vai continuar com a gente. — disse suavemente. — Só que agora… todos os dias.
Edgar sorriu.
— Com o papai… com a Laura… e com o seu irmãozinho ou irmãzinha. — acrescentou, beijando a testa dela.
Luna levantou o rosto, olhando entre os dois.
— É sério? Todos os dias mesmo? — perguntou, com os olhos começando a brilhar.
Laura sorriu.
— Todos os dias. — disse, acariciando o cabelo dela.
O silêncio que veio depois não era mais pesado. Era acolhedor. Luna mordeu o lábio, pensando.
Ela falou com suavidade.
— Às vezes, papai do céu responde rápido… às vezes demora… e às vezes responde de um jeito diferente do que a gente espera. — fez uma pausa leve. — A tia demorou muitos anos pra conseguir ficar com o seu pai.
Luna ficou pensativa por um instante. Depois abriu um pequeno sorriso.
— Eu posso dormir com vocês hoje? — perguntou, esperançosa, apertando o ursinho contra o peito.
Laura trocou um olhar com Edgar, sorrindo.
— Você está com superpoderes, Luninha? — disse, ajeitando o cabelo dela atrás da orelha. — Porque a gente estava pensando exatamente nisso.
Luna abriu um sorriso enorme.
— Sério? — perguntou, com os olhinhos brilhando.
Edgar a puxou para mais perto, envolvendo-a com um braço.
— Mas antes… — disse ele, dando um leve beijo no topo da cabeça dela — que tal a gente assistir um filme juntos?
Os olhos dela se iluminaram ainda mais.
— Com pipoca? — perguntou animada, já se ajeitando na cama.
Laura riu, passando a mão no rostinho dela.
— Com pipoca. — confirmou, sorrindo.
— E chocolate? — insistiu Luna, inclinando a cabeça com um olhar esperto.
Edgar fez uma expressão pensativa, levando a mão ao queixo.
— Hmmm… acho que a gente pode negociar isso. — disse, olhando para ela com um meio sorriso.
Luna soltou uma risadinha. Laura se inclinou e beijou a bochecha dela.
— E amanhã nós vamos passear no shopping. — disse, acariciando as costas da menina.
Luna arregalou os olhos, animada, e imediatamente abraçou os dois ao mesmo tempo.
— Eu gostei disso. — disse baixinho, aconchegando-se entre eles.
Edgar fechou os olhos por um segundo, sentindo aquele abraço. Laura passou a mão nas costas da menina com carinho. E naquele momento… Mesmo com todos os problemas lá fora… Ali dentro… Eles eram uma família.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Quando será liberado mais capítulos?...
Pq está parando de postar diariamente, está estagnado no capítulo 465 ... KD o restante, espero que na publicação tenha um pouco mais.......
Cadê os capítulos, era 3 capítulos por dia, kd.......
Cadê a continuação?...
Precisamos dos novos capítulos... 🥹...
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
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