André saiu do quarto. Olívia ainda o acompanhou com o olhar por alguns segundos, até a porta se fechar. Foi então que Liam falou, sem elevar a voz.
— Seu marido ainda está aqui.
Olívia voltou os olhos para ele.
— Eu não sabia que ele estava em Dallas… e muito menos que ia encontrá-lo na rua. — a voz saiu sincera. — Não precisa ficar com ciúmes. Por favor… não fique frio comigo.
Liam respirou fundo. Passou a mão pelo rosto devagar, como se precisasse se reorganizar por dentro antes de falar.
— Não vou negar que fiquei com muita raiva quando soube que ele estava aqui. — balançou a cabeça em negação. — Mas estou com mais raiva de mim. — a voz baixou, pesada. — Porque falhei com você. Não te socorri. Não te protegi… e consequentemente, coloquei a vida do nosso filho em risco. Sua vida em risco.
Ele se levantou e sentou-se na beira da cama. Pegou as mãos dela com cuidado, como se fossem frágeis demais, levou-as aos lábios e beijou uma por uma antes de encará-la.
— Como você está, meu amor? — perguntou, a voz firme, mas carregada de culpa.
Olívia o encarou fixamente por alguns segundos. Os olhos começaram a se encher de lágrimas. Ela baixou a cabeça, incapaz de sustentar o olhar dele. As lágrimas escorreram silenciosas, pingando sobre o lençol.
Liam tentou erguer o rosto dela, tocando de leve o queixo com os dedos.
— Não abaixa a cabeça pra mim. — disse baixo. — Independente de qualquer coisa.
Mas Olívia continuou olhando para a cama, a voz saindo embargada.
— Estou com tanta vergonha de olhar pra você… — confessou, num sussurro quase inaudível.
— Olha pra mim, amor. — pediu, com firmeza contida.
Ela respirou fundo, hesitou… e então levantou o rosto. Os olhos estavam vermelhos, molhados, expostos.
— Quer me contar o que aconteceu? — ele perguntou, com cuidado. — Mesmo eu já pressupondo o que houve. — fez uma pausa curta. — Coloca pra fora… você vai se sentir melhor.
Olívia apertou os dedos no lençol por um instante, como se reunisse coragem. Depois, soltou devagar e levou a mão ao peito. O olhar voltou para Liam, firme e frágil ao mesmo tempo.
— Por que você não me contou a verdade desde o início, mozão? — a voz saiu baixa, trêmula.
Ela balançou a cabeça em negação, os olhos marejando de novo.
— Por que carregou sozinho uma culpa que não era sua? — engoliu em seco, a mão deslizando até segurar a dele com força. — Eu joguei isso na sua cara tantas vezes… que você me estu… — a voz falhou, tomada pelo choro. — E agora eu sei a verdade.
Ela respirou fundo, como se o ar queimasse ao entrar.
— Não foi você. — sussurrou, os olhos fixos nos dele. — Foi o Peter. Ele armou tudo.
As lágrimas caíam sem controle. Ela apertou a mão dele com mais força, como se tentasse se ancorar ali.
— Por que você deixou que eu acreditasse nisso? — perguntou, com dor e culpa misturadas. — Por que deixou que eu te odiasse por algo que você nunca fez?
Liam respirou fundo outra vez. Um meio sorriso triste surgiu no canto da boca.
— Eu dizia pro Alex que queria que você sentisse raiva de mim. — soltou um suspiro curto. — Mas a verdade… — balançou a cabeça — é que eu quis te proteger.
Ele apertou levemente as mãos dela entre as suas.
— Eu não queria que você sentisse essa dor. Não desse jeito. — os olhos dele escureceram. — Você não merecia passar por tudo o que passou.
— Você é uma mulher incrível, amor. — disse com convicção. — Linda por fora… e mais importante, linda por dentro.
Afastou-se um pouco só para que ela o visse.
— E não foram três anos perdidos. — continuou. — Nesse tempo você aprendeu muita coisa. Viveu muita coisa. — passou o polegar pelo rosto molhado dela. — E se não fosse a armação dele… talvez a gente ainda não estivesse junto.
Ela fungou, tentando prestar atenção.
— Talvez você estivesse casada com ele… — respirou fundo — ou com outra pessoa. — fez um pequeno sorriso triste. — Eu gosto de pensar que a vida estava nos preparando para nosso reencontro.
Olívia o encarou com os olhos inchados. A voz saiu quase infantil.
— Você não existe, mozão… — disse, acariciando o rosto dele. — Eu te amo.
Liam sorriu de leve, encostando a testa na dela.
— Existo sim. E te amo muito mais. — respondeu baixo. — Por isso, estou aqui. Só pra você, vida.
Ele a apertou mais uma vez contra o peito, os dedos firmes nas costas dela. Afastou-se apenas o suficiente para segurá-la pelo rosto, os polegares enxugando as lágrimas ainda quentes.
Sem dizer mais nada, a beijou. Foi um beijo lento, cheio de amor, daqueles que não pedem nada além de ficar. Um beijo calmo, sincero, que selava tudo o que já havia sido dito.
Quando se afastou, manteve a testa encostada na dela.
— Vamos deitar um pouco. — passou a mão pelos cabelos dela. — Quero saber tudo o que aconteceu na agência. Você vai me contando… e eu vou fazendo um cafuné do jeito que você gosta, combinado?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...