Antes que pudesse responder, seus olhos captaram de relance uma silhueta familiar à entrada do jardim. Victor. Ele estava parado próximo ao arco de saída do salão, com os braços cruzados e a postura alerta, varrendo o ambiente com o olhar como quem procura por alguém. Por ela.
Olívia sentiu o estômago se contrair por um instante. Ficou com medo do irmão, com a sensação incômoda de ter sido pega numa cena que nem ela mesma sabia definir.
Ela desviou o olhar antes que Victor a visse, tentando parecer natural. Fingiu focar no bolo, mesmo que não conseguisse mais sentir o gosto.
Quando voltou a encarar o homem à sua frente, percebeu que ele continuava observando-a com atenção, como se tivesse notado a mudança súbita de expressão.
Mas ele não perguntou nada.
Não insistiu.
Não apressou respostas.
Apenas esperou.
E foi justamente essa calma que a fez respirar fundo e recuperar o controle.
Instintivamente, ela se levantou e meio que puxou o braço do desconhecido.
— Vem comigo!
Ele a seguiu sem protestar, apenas por curiosidade, ou porque queria ver onde aquilo ia dar.
Ela atravessou o jardim com ele ao lado, os dois andando rápido e tentando evitar que Victor os visse. Quando chegaram a uma área mais afastada, perto de uma parede coberta de plantas, ela parou, ainda segurando o braço dele.
Só então soltou.
Antes que pudesse dizer algo, o olhar dela se desviou por um segundo para o salão bem distante. Lá dentro, as pessoas dançavam, os risos se misturavam à música alta… e, em meio a tudo aquilo, ela percebeu que havia se isolado demais com um desconhecido. Por um breve instante, ficou sem saber o que fazer.
O homem observou o jeito como ela desviou os olhos e como, logo em seguida, pareceu buscar uma fala que não vinha. Era como se tivesse sido pega em flagrante. Não por alguém, mas por si mesma, sentindo algo intenso demais por alguém que nem sabia o nome.
— Ahn… — Ela respirou e ergueu o rosto para o céu — Essa noite está tão linda, não está?
Ele levou alguns segundos antes de responder. Não parecia um homem que se apressava para preencher o silêncio.
— Gosta de olhar as estrelas? — perguntou, sem ironia.
Olívia assentiu devagar, os olhos ainda voltados para o céu escuro salpicado de pontos brilhantes.
— Eu amo — disse, com sinceridade leve. — É como se… certas noites dissessem que algo especial está acontecendo, mesmo que a gente ainda não saiba o quê.
Só então voltou os olhos para ele.
E o encontrou mais perto.
Não tão perto a ponto de tocá-la por completo.
Mas perto o suficiente para que ela sentisse a respiração dele.
A mão dele se ergueu devagar — não com urgência, mas com precisão — e tocou de leve a lateral do rosto dela, o polegar roçando suavemente sua pele.
Olívia fechou os olhos por reflexo — não de medo, mas de surpresa e entrega breve àquele toque inesperadamente delicado.
A voz dele veio baixa, firme, mas carregada de algo que não era apenas charme ou provocação. Havia convicção.
— Realmente… — murmurou, como se confirmasse algo apenas para si mesmo. — Essa noite é especial.
— Agora tem.
Olívia sentiu algo apertar por dentro. Talvez medo, talvez euforia.
Mas ela segurou a mão dele.
E quando ele a puxou pela cintura com firmeza, marcando seu lugar sem vulgaridade, mas com uma segurança que fez sua respiração travar… a realidade pareceu dar um passo para trás.
E eles começaram a dançar.
A música tocava baixa, mas parecia alta demais dentro dela.
O toque dele na cintura era firme o suficiente para guiá-la, mas não para aprisioná-la. Era como se dissesse “eu sei onde estou, mas espero que você me deixe ficar”.
Olívia manteve a mão direita no ombro dele, enquanto a esquerda permanecia entrelaçada na dele. Aos poucos, seus corpos foram encontrando um ritmo comum — calmo e lento, quase íntimo demais para dois desconhecidos mascarados sob estrelas.
— Você sempre aceita dançar com estranhos em jardins? — ele perguntou, voz baixa próximo ao ouvido dela, sem usar tom de deboche, apenas um interesse curioso.
Ela sorriu leve.
— Só quando eles me salvam de um encontro trágico com os degraus.
Ele apenas deixou que um leve esboço de sorriso surgisse no canto da boca, como se aprovasse a resposta.
— E você? — ela arriscou. — Costuma observar mulheres em festas até que alguma delas tropece pra você ter uma desculpa pra se aproximar?
— Não costumo esperar acidentes. — Ele a girou suavemente e a trouxe de volta para perto, sem perder a intensidade no olhar. — Mas você não parecia alguém que aceitaria ser abordada facilmente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite: Meu Marido Por Contrato
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Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...
Sera que existe liam na vida real super protetor?...
Liberem os próximos capítulos super ansiosa.... Liam e ta surpreendendo depois de ser tão mulherengo.......
195 desbloqueio da sequência desses capitulos...
Estou tento de ansiedade 🥺esperando o próximo episódio...