O consultório do Dr. Luiz estava iluminado pela luz suave da manhã. O ambiente era tranquilo, com aquele cheiro leve de limpeza e um silêncio confortável, quebrado apenas pelo som distante de passos no corredor.
Ísis estava sentada na maca, mexendo levemente nas mãos, visivelmente ansiosa. Alex, ao lado, andava de um lado para o outro.
— Você consegue parar quieto? — perguntou Ísis, erguendo uma sobrancelha.
— Não. — respondeu ele, imediato. — Isso aqui é praticamente uma audiência final da minha vida. E sem direito a recurso.
Ísis soltou um riso baixo, balançando a cabeça.
— Dramático.
— Realista. — corrigiu ele, passando a mão no cabelo. — Minha vida está prestes a mudar em nível irreversível.
Ela sorriu de lado, divertida.
— Já mudou.
Antes que ele respondesse, a porta se abriu.
— Bom dia, futuros pais mais tranquilos que eu já vi… — disse o Dr. Luiz, entrando com um sorriso no rosto.
Alex virou imediatamente.
— Doutor, eu estou calmo. — disse, cruzando os braços. — Isso aqui é o meu normal.
Dr. Luiz olhou para Ísis, divertido.
— Se isso é o normal dele, a gente precisa investigar com urgência.
Ísis riu.
— Eu já desisti.
O médico se aproximou, pegando o prontuário.
— Vamos lá… exames atualizados, pressão boa, desenvolvimento… — ele folheou rapidamente — tudo ótimo.
— Vamos lá… exames laboratoriais, pressão, evolução… — ele analisava os dados — tudo dentro do esperado. Tudo ótimo.
Ele levantou o olhar para Ísis.
— Você está indo muito bem.
Alex cruzou os braços, mais atento agora.
— “Muito bem” é quanto em porcentagem? — perguntou.
— Cem por cento. — respondeu o médico, direto.
Ísis soltou o ar, aliviada.
— Mas… — continuou o Dr. Luiz, levantando um dedo.
Alex fechou os olhos.
— Eu sabia.
— Nada grave. — disse o médico, rindo. — Só um ajuste.
Ele olhou para Ísis, mais sério.
— Você não pode ficar mais de três horas sem comer. Nem pensar.
Ísis assentiu.
— Eu sei… às vezes acabo esquecendo com a correria das gravações.
Alex virou o rosto lentamente para ela.
— Esquecendo? — repetiu, incrédulo, passando a mão pelo cabelo. — Ísis… vou ter que colocar alarme no seu celular, no meu e ainda fazer chamada de vídeo pra te ver comendo?
Ele negou levemente com a cabeça, mantendo o olhar firme nela.
— Porque, se depender de você, você esquece mesmo, toda focada no trabalho.
A voz dele baixou um pouco.
— Já esqueceu do dia que passou mal ou quer passar por aquilo de novo?
— Ei. — disse ela, apontando o dedo. — Não começa.
O médico cruzou os braços, observando os dois com um sorriso.
— Agora não é só você. São dois aí dentro crescendo ao mesmo tempo.
Alex assentiu imediatamente.
— Exatamente. Eu apoio esse posicionamento.
— Eu estou bem. — insistiu Ísis, revirando os olhos. — Mas, prometo que vou me cuidar mais.
— Está mesmo. — confirmou o médico. — Mas queremos que continue assim.
O clima mudou na mesma hora.
— Vamos ver esses dois? — disse ele, já preparando o aparelho.
Ísis deitou-se, o coração acelerando. Alex se aproximou imediatamente, segurando a mão dela.
— Eu estou pronto. — disse.
— Você não está. — respondeu ela, sorrindo.
— Se vierem dois meninos… — murmurou ele — eu vou precisar de terapia.
— E se vierem duas meninas? — provocou ela.
Ele ficou em silêncio por um segundo. Alex levantou uma das mãos, começando a contar nos dedos.
— Uma Ísis já é difícil… — começou. — Duas Ísis…
Ele fez uma pausa dramática.
— …eu vou precisar ser internado.
O médico não aguentou e riu.
— Internado?
— Hospício. — corrigiu Alex, sério. — Com direito a camisa de força e visita supervisionada.
Ísis abriu a boca, fingindo indignação.
— Olha a audácia desse homem!
O médico segurou o riso.
O gel frio tocou a barriga de Ísis. Ela se encolheu levemente.
— Ai, doutor! — reclamou, rindo. — Esse gel é sempre gelado ou vocês fazem de propósito?
O Dr. Luiz sorriu enquanto posicionava o aparelho.
— Faz parte da experiência premium, Ísis. — respondeu, divertido. — Se fosse quentinho, vocês não voltavam pra reclamar.
O monitor acendeu. E então… O som.
Tum. Tum. Tum.
Dois ritmos. Duas vidas.
— Uma menina.
O mundo parou. Ísis virou o rosto lentamente para Alex, completamente emocionada.
— Um casal… — sussurrou.
Alex soltou um riso incrédulo, passando a mão no rosto.
— Não é possível… — disse. — Eu consegui…
Ísis riu entre lágrimas, levando a mão ao rosto.
— Conseguiu o quê? — perguntou, enxugando o canto dos olhos.
Por meio segundo, ele ficou em silêncio.
E então…
— EU VENCI! — Alex falou alto demais, levantando as duas mãos.
Ísis arregalou os olhos, soltando um riso surpreso.
— Como assim você venceu? — perguntou, olhando pra ele, ainda sem entender.
— Equilíbrio! — ele respondeu, rindo. — Um pra cada lado! Justiça divina!
O médico riu. Ísis cruzou os braços, fingindo estar ofendida.
— Eu ainda estou presa com uma mini eu… — disse, inclinando levemente a cabeça, em falsa indignação.
Alex se inclinou e beijou a testa dela com carinho.
— E com um mini eu também… — murmurou, roçando o nariz no dela. — então você não está em vantagem nenhuma.
Ela tentou manter a pose séria… mas acabou sorrindo.
— Você é impossível… — disse, balançando a cabeça.
— Mas você me ama. — respondeu ele, com um sorriso de lado.
Ela soltou um suspiro dramático.
— Infelizmente…
— Felizmente. — ele corrigiu, olhando para a tela mais uma vez, agora com um brilho diferente no olhar.
A mão dele encontrou a dela. E, dessa vez… sem brincadeira nenhuma.
— Eles estão bem mesmo, doutor? — perguntou, mais baixo, apertando levemente a mão dela.
O médico assentiu, com um sorriso tranquilo.
— Estão perfeitos. — respondeu, olhando para os dois.
Alex soltou o ar devagar, visivelmente aliviado. Ele se inclinou e beijou a testa de Ísis com carinho, demorando um pouco mais.
— Um menino… e uma menina, Preta… — murmurou, emocionado. — Nosso Thales e nossa Zaya.
Ele encostou a testa na dela, fechando os olhos por um instante.
— Obrigado… — disse, com a voz mais baixa. — por me fazer o homem mais feliz desse mundo.
A mão dele subiu até o rosto dela, acariciando com delicadeza.
— Eu nunca vou me cansar de agradecer por você ter me aceito de volta na sua vida.
Ele abriu os olhos, olhando diretamente nos dela.
— Eu amo você… absurdamente. — a voz saiu firme, sincera. — Eu vou ser o melhor pai… o melhor marido. Preparada pra gente contar pra todo mundo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...