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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 387

O consultório do Dr. Luiz estava iluminado pela luz suave da manhã. O ambiente era tranquilo, com aquele cheiro leve de limpeza e um silêncio confortável, quebrado apenas pelo som distante de passos no corredor.

Ísis estava sentada na maca, mexendo levemente nas mãos, visivelmente ansiosa. Alex, ao lado, andava de um lado para o outro.

— Você consegue parar quieto? — perguntou Ísis, erguendo uma sobrancelha.

— Não. — respondeu ele, imediato. — Isso aqui é praticamente uma audiência final da minha vida. E sem direito a recurso.

Ísis soltou um riso baixo, balançando a cabeça.

— Dramático.

— Realista. — corrigiu ele, passando a mão no cabelo. — Minha vida está prestes a mudar em nível irreversível.

Ela sorriu de lado, divertida.

— Já mudou.

Antes que ele respondesse, a porta se abriu.

— Bom dia, futuros pais mais tranquilos que eu já vi… — disse o Dr. Luiz, entrando com um sorriso no rosto.

Alex virou imediatamente.

— Doutor, eu estou calmo. — disse, cruzando os braços. — Isso aqui é o meu normal.

Dr. Luiz olhou para Ísis, divertido.

— Se isso é o normal dele, a gente precisa investigar com urgência.

Ísis riu.

— Eu já desisti.

O médico se aproximou, pegando o prontuário.

— Vamos lá… exames atualizados, pressão boa, desenvolvimento… — ele folheou rapidamente — tudo ótimo.

— Vamos lá… exames laboratoriais, pressão, evolução… — ele analisava os dados — tudo dentro do esperado. Tudo ótimo.

Ele levantou o olhar para Ísis.

— Você está indo muito bem.

Alex cruzou os braços, mais atento agora.

— “Muito bem” é quanto em porcentagem? — perguntou.

— Cem por cento. — respondeu o médico, direto.

Ísis soltou o ar, aliviada.

— Mas… — continuou o Dr. Luiz, levantando um dedo.

Alex fechou os olhos.

— Eu sabia.

— Nada grave. — disse o médico, rindo. — Só um ajuste.

Ele olhou para Ísis, mais sério.

— Você não pode ficar mais de três horas sem comer. Nem pensar.

Ísis assentiu.

— Eu sei… às vezes acabo esquecendo com a correria das gravações.

Alex virou o rosto lentamente para ela.

— Esquecendo? — repetiu, incrédulo, passando a mão pelo cabelo. — Ísis… vou ter que colocar alarme no seu celular, no meu e ainda fazer chamada de vídeo pra te ver comendo?

Ele negou levemente com a cabeça, mantendo o olhar firme nela.

— Porque, se depender de você, você esquece mesmo, toda focada no trabalho.

A voz dele baixou um pouco.

— Já esqueceu do dia que passou mal ou quer passar por aquilo de novo?

— Ei. — disse ela, apontando o dedo. — Não começa.

O médico cruzou os braços, observando os dois com um sorriso.

— Agora não é só você. São dois aí dentro crescendo ao mesmo tempo.

Alex assentiu imediatamente.

— Exatamente. Eu apoio esse posicionamento.

— Eu estou bem. — insistiu Ísis, revirando os olhos. — Mas, prometo que vou me cuidar mais.

— Está mesmo. — confirmou o médico. — Mas queremos que continue assim.

O clima mudou na mesma hora.

— Vamos ver esses dois? — disse ele, já preparando o aparelho.

Ísis deitou-se, o coração acelerando. Alex se aproximou imediatamente, segurando a mão dela.

— Eu estou pronto. — disse.

— Você não está. — respondeu ela, sorrindo.

— Se vierem dois meninos… — murmurou ele — eu vou precisar de terapia.

— E se vierem duas meninas? — provocou ela.

Ele ficou em silêncio por um segundo. Alex levantou uma das mãos, começando a contar nos dedos.

— Uma Ísis já é difícil… — começou. — Duas Ísis…

Ele fez uma pausa dramática.

— …eu vou precisar ser internado.

O médico não aguentou e riu.

— Internado?

— Hospício. — corrigiu Alex, sério. — Com direito a camisa de força e visita supervisionada.

Ísis abriu a boca, fingindo indignação.

— Olha a audácia desse homem!

O médico segurou o riso.

O gel frio tocou a barriga de Ísis. Ela se encolheu levemente.

— Ai, doutor! — reclamou, rindo. — Esse gel é sempre gelado ou vocês fazem de propósito?

O Dr. Luiz sorriu enquanto posicionava o aparelho.

— Faz parte da experiência premium, Ísis. — respondeu, divertido. — Se fosse quentinho, vocês não voltavam pra reclamar.

O monitor acendeu. E então… O som.

Tum. Tum. Tum.

Dois ritmos. Duas vidas.

— Uma menina.

O mundo parou. Ísis virou o rosto lentamente para Alex, completamente emocionada.

— Um casal… — sussurrou.

Alex soltou um riso incrédulo, passando a mão no rosto.

— Não é possível… — disse. — Eu consegui…

Ísis riu entre lágrimas, levando a mão ao rosto.

— Conseguiu o quê? — perguntou, enxugando o canto dos olhos.

Por meio segundo, ele ficou em silêncio.

E então…

— EU VENCI! — Alex falou alto demais, levantando as duas mãos.

Ísis arregalou os olhos, soltando um riso surpreso.

— Como assim você venceu? — perguntou, olhando pra ele, ainda sem entender.

— Equilíbrio! — ele respondeu, rindo. — Um pra cada lado! Justiça divina!

O médico riu. Ísis cruzou os braços, fingindo estar ofendida.

— Eu ainda estou presa com uma mini eu… — disse, inclinando levemente a cabeça, em falsa indignação.

Alex se inclinou e beijou a testa dela com carinho.

— E com um mini eu também… — murmurou, roçando o nariz no dela. — então você não está em vantagem nenhuma.

Ela tentou manter a pose séria… mas acabou sorrindo.

— Você é impossível… — disse, balançando a cabeça.

— Mas você me ama. — respondeu ele, com um sorriso de lado.

Ela soltou um suspiro dramático.

— Infelizmente…

— Felizmente. — ele corrigiu, olhando para a tela mais uma vez, agora com um brilho diferente no olhar.

A mão dele encontrou a dela. E, dessa vez… sem brincadeira nenhuma.

— Eles estão bem mesmo, doutor? — perguntou, mais baixo, apertando levemente a mão dela.

O médico assentiu, com um sorriso tranquilo.

— Estão perfeitos. — respondeu, olhando para os dois.

Alex soltou o ar devagar, visivelmente aliviado. Ele se inclinou e beijou a testa de Ísis com carinho, demorando um pouco mais.

— Um menino… e uma menina, Preta… — murmurou, emocionado. — Nosso Thales e nossa Zaya.

Ele encostou a testa na dela, fechando os olhos por um instante.

— Obrigado… — disse, com a voz mais baixa. — por me fazer o homem mais feliz desse mundo.

A mão dele subiu até o rosto dela, acariciando com delicadeza.

— Eu nunca vou me cansar de agradecer por você ter me aceito de volta na sua vida.

Ele abriu os olhos, olhando diretamente nos dela.

— Eu amo você… absurdamente. — a voz saiu firme, sincera. — Eu vou ser o melhor pai… o melhor marido. Preparada pra gente contar pra todo mundo?

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