Edgar sorriu, olhando para a tela.
— Já estou vendo que não vai ser calminha igual você, filha. Quando você estava no ventre da sua mãe, era tranquila… só dormia. — soltou um leve riso — Estou ferrado com duas Felícias.
Laura virou o rosto para ele, levantando levemente a sobrancelha, com um sorriso divertido.
— Sorte a sua, doutor Edgar. — disse, espirituosa. — Duas Felícias na sua vida é privilégio, não problema.
O Doutor Luiz sorriu e ajustou o ângulo, concentrado.
— E você, Luna… — perguntou, sorrindo — está animada por ser irmã mais velha? O que você acha que é?
Ela respondeu sem pensar:
— Só não vou limpar fralda de cocô. — disse, séria — É menino. Tenho certeza.
Edgar riu baixo.
— Já decidiu tudo.
Laura sorriu.
— Eu acho que é menina… Liz.
— Eu também. — completou Edgar. — Liz.
Ele olhou para Luna.
— Mas se for menina… vou chamar de Felícia. Você gosta desse nome, não gosta?
Luna fez uma careta na hora.
— Não! — disse, rindo — É Isaac!
O médico sorriu, observando a dinâmica. Voltou ao monitor. Mais atento. Mais técnico. E então…
— Bom… — disse — temos alguém aqui colaborando hoje.
O silêncio caiu. Expectativa.
— É um menino.
O mundo parou. Laura levou a mão à boca. As lágrimas vieram na mesma hora.
— Um menino… — sussurrou.
Luna abriu um sorriso enorme.
— Eu falei! É Isaac!
Edgar sorriu, emocionado.
— Isaac… — repetiu, baixo.
Mas Laura… chorava. Diferente. Mais profundo. Edgar percebeu na mesma hora e se inclinou.
— Amor… — chamou, passando a mão delicadamente no rosto dela.
Ela negou com a cabeça, chorando.
— Eu sonhei com esse momento… — disse, a voz embargada — meu irmão… estaria aqui comigo…
A respiração falhou.
— E ele está… naquela cadeia… injustamente…
Edgar a abraçou com cuidado.
— Ei… — disse, baixo — ele vai sair. O Alex está trabalhando sem parar… a gente vai tirar ele de lá.
O médico manteve o olhar respeitoso. Silencioso. Luna, ainda em pé na cadeira, se inclinou e fez carinho no rosto de Laura.
— Não chora, mamãe… — disse, baixinho, passando a mãozinha na bochecha dela — o tio vai sair… eu e meu irmãozinho estamos aqui com a senhora.
O tempo parou. Laura congelou. O olhar subiu devagar. Em choque.
— Nego… — disse, virando-se para Edgar, segurando o braço dele — você ouviu o que ela disse?
Edgar assentiu, emocionado, pegando Luna no colo.
— Luz da minha vida… — disse, com a voz falhando — você ouviu o que disse, princesa?
Luna fez carinho no rosto dele.
— Papai… ela vai ser a mãe do meu irmãozinho… — disse — e eu quero que seja minha também.
Ela inclinou a cabeça com doçura.
— Ela está cuidando de mim… enquanto minha mãe está se curando.
Edgar fechou os olhos por um instante. Beijou a filha.
— Você foi uma das melhores coisas que me aconteceram, filha… nunca vou me cansar de dizer que você é a luz da minha vida.
Laura segurou o braço dele, emocionada.
— Deixa eu falar com ela, amor… — disse, com a voz suave.
Edgar colocou Luna novamente na cadeira. Laura se inclinou, segurando o rosto dela com as duas mãos.
— Eu amo você, filha… — disse, emocionada — como se tivesse saído de mim.
Uma lágrima escorreu.
— Obrigada por me escolher pra essa missão… ser sua mãe.
Respirou fundo.
— Mas eu nunca vou tirar o lugar da sua mãe da sua vida. A gente sempre vai falar dela, ver fotos, vídeos… lembrar de tudo.
— Desde quando eu obedeço tudo que você manda, marido? — respondeu. — Eu precisava te ver, meu amor.
E puxou ele de novo. Outro beijo. Mais intenso. Mais profundo. Sem se importar com nada. Depois ele a abraçou. Muito forte. O rosto no pescoço dela. Cheirando. Sentindo. Beijando devagar. Vários beijos. Olívia se arrepiou inteira. Abraçando ele mais forte. Sorrindo entre lágrimas.
— Eu estava com muita saudade… — disse.
Ele continuava beijando o pescoço dela.
— Eu não ia ficar bem enquanto não te visse… enquanto não soubesse que você está bem… que ninguém te machucou…
Ele se afastou um pouco. Segurou o rosto dela.
— Você desobedeceu uma ordem minha. — disse. — Você não deveria estar passando por isso.
Ela não recuou.
— Eu estou passando por isso porque eu sou sua esposa. — respondeu. — Na saúde, na doença… na alegria e na tristeza… até que a morte nos separe. Vai ser assim, Mozão.
O olhar dele travou no dela. Intenso.
— Olívia…
Ela negou com a cabeça.
— Não. — disse. — Não tenta me proteger agora.
E beijou ele novamente. Mais intenso. Mais profundo. Como se fossem se fundir. Liam sentou na cadeira. Puxando ela para o colo. A mão dele subiu. Acariciando o rosto dela. Ele colocou o cabelo atrás da orelha.
— Por que você foi até o André? — perguntou, baixo.
Ela respirou fundo.
— Eu precisava fazer alguma coisa… — disse. — Eu estava desesperada. Eu queria falar com ele porque você não fez aquilo.
Olhou nos olhos dele.
— Ele disse que falou para a polícia exatamente o que viu… eu queria ouvir da boca dele… queria saber se ele estava mentindo.
Negou devagar.
— E não está.
Olívia continuou.
— A mãe dele está muito revoltada… no início foi rude comigo… mas depois me tratou bem. Ele está bem.
Os olhos se encheram.
— André está lutando pra viver… e você vai sair daqui.
Uma pausa.
— Ontem seu avô foi lá em casa… eles estão lutando, Mozão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...