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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 408

Alex passou a mão pelo rosto antes de responder.

— Tentativa de homicídio em Nova York… — começou, sério. — Dependendo de como o promotor enquadrar… você pode pegar de quinze a vinte e cinco anos.

A mandíbula de Liam travou. Alex se inclinou levemente sobre a mesa.

— Mas olha pra mim… você não vai ficar preso.

Sem hesitação.

— Nós sabemos que isso foi armado. — continuou. — E sabemos quem colocou tudo isso no seu colo.

Uma fração de segundo.

— Alberto.

Os olhos de Liam escureceram.

— Agora eu vou encontrar quem está com ele. Todos os envolvidos. — disse, firme. — Já comecei a puxar tudo… estou investigando sobre a irmã de Érica, tem coisa ali que não fecha.

Ele deslizou a pasta na mesa.

— Troquei todos os funcionários da sua casa. Segurança, equipe… todo mundo. Você não precisa se preocupar com isso.

O olhar ficou mais duro.

— O que é pra eu fazer… eu estou fazendo. E até mais do que isso.

Uma pausa curta.

A voz baixou.

— Porque você não é meu cliente.

Os olhos se fixaram nele.

— Você é meu irmão.

O silêncio ficou pesado.

— E eu vou te tirar daqui.

Alguns dias depois, na Trident, a sala de Liam já não parecia mais dele. Caixas abertas. Quadros sendo retirados da parede. O nome na porta… já havia sido removido.

— Isso aí não. — disse Charles, apontando com impaciência. — Quero tudo novo. Essa sala precisa de outra identidade.

Um funcionário hesitou, segurando um quadro no ar.

— Senhor… o conselho ainda—

— Eu disse tudo novo. — cortou, sem sequer olhar, passando direto por ele.

Alberto observava em silêncio, encostado à mesa, as mãos no bolso. Um sorriso discreto. Satisfeito.

— A imprensa já está sendo preparada. — disse, ajustando o paletó com calma. — Precisamos agir rápido. O mercado não espera.

Charles caminhou lentamente pelo espaço, passando a mão pela cadeira de Liam.

— Nunca gostei dessa decoração… — murmurou, torcendo levemente o lábio. — Muito… previsível.

Foi então que o som do salto ecoou no corredor. Firme. Seguro. Inconfundível. Os funcionários pararam. A porta se abriu. Olívia entrou. Impecável. Elegante. O olhar direto. Cortante. Ela parou no centro da sala, analisando tudo com calma.

— Vejo que vocês não perdem tempo. — disse, cruzando lentamente os braços.

Charles virou devagar. Um sorriso torto surgiu. Alberto não se moveu. Apenas a analisou, de cima a baixo.

— Que bom que você chegou. — disse ele, tranquilo, inclinando levemente a cabeça. — Estávamos mesmo precisando de você…

Fez uma pausa breve, observando a reação dela.

— Assim você pode transmitir ao meu querido sobrinho a derrota dele.

Olívia não respondeu. O olhar permaneceu nele.

— Acho que você deveria cumprimentar o novo CEO da empresa. — completou Alberto, com um leve gesto em direção a Charles.

O silêncio pesou. Ela desviou o olhar para Charles. Lento. Calculado.

— Desde quando? — perguntou, arqueando levemente a sobrancelha.

Charles deu um passo à frente, ajustando o botão do terno.

— Desde que alguém precisava assumir o que o seu marido não pode mais.

Os olhos dela voltaram para Alberto.

— Interessante. — disse, inclinando levemente a cabeça.

Ela colocou a bolsa sobre a mesa de Liam. Com calma. Abriu. Retirou um documento. Virou-se. Caminhou até eles. Parou à frente de Charles.

— Então deixa eu te atualizar… — disse, estendendo o papel com firmeza.

Ele pegou. Ainda sorrindo. Mas o sorriso morreu. Devagar. Os olhos correram pelo documento. Alberto se aproximou, puxando o papel da mão dele. O silêncio agora era outro. Mais denso. Mais perigoso. Olívia cruzou os braços.

— Nomeação oficial do conselho. — disse, firme. — CEO interina da Trident.

Os olhos dela se fixaram em Charles.

— Olívia Holt.

Charles ergueu o olhar, rindo sem humor, passando a mão no queixo.

— Isso é ridículo.

— Isso é legal. — corrigiu ela, inclinando levemente a cabeça, fria.

Alberto apertou o documento com força, o maxilar travando.

— Você não tem experiência pra isso. — disse, dando um passo à frente.

Ela sustentou o olhar. Sem piscar.

— Eu tenho o suficiente.

Um passo à frente.

Alberto soltou um riso baixo.

— Como sempre… escolhendo o seu filho querido. — disse, com um leve sorriso de canto. — Engraçado… justamente o que nunca fez questão de carregar o seu legado.

Frederico nem piscou.

— Nunca tive filho querido. — respondeu, frio, direto. — Mas sei reconhecer desvios de caráter.

O olhar cravou nele.

— E o seu ódio… é previsível. — disse, com calma calculada. — E previsibilidade é fraqueza… e fraqueza sempre leva à ruína.

Nesse momento, a porta se abriu novamente. A enfermeira entrou com Meredith no colo, um pouco insegura.

— Senhora… em que sala devo ficar com a Meredith? — perguntou, olhando ao redor.

Alberto congelou. Os olhos grudaram na bebê. Ele deu um passo à frente, visivelmente abalado.

— Além de carregar o nome… — murmurou, completamente desconcertado — ela é a cara da minha Meredith…

Os olhos não saíam da bebê.

— Mesmo sendo branca… de olhos azuis…

Olívia se aproximou na mesma hora. Pegou a filha no colo com firmeza.

— É claro que é. — disse, ajustando a bebê contra o peito. — Minha filha é a cópia do pai.

Ergueu o olhar.

— E o meu esposo… era a imagem da minha sogra.

Fria.

— Agora… por gentileza… se retirem.

Alberto tentou se aproximar. Olívia deu um passo para trás, protegendo o rostinho da filha com a mão.

Charles puxou o pai. Eles saíram. Quando passou por Frederico—

— Charles. — chamou, sem elevar a voz.

Ele parou.

— Sim, vovô? — disse, virando de leve.

Frederico o observou por um segundo longo demais.

— Pense muito bem no que te falei. — disse, analítico. — Eu vejo futuro em você… se você escolher o caminho certo.

Uma pausa.

— Seu primo errou… — acrescentou, com precisão — mas Bárbara sabia exatamente o que estava fazendo.

Charles sustentou o olhar por um instante. E saiu. Sem dizer uma palavra.

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