O som cortou o ar. Violento. Ensurdecedor. A explosão veio do lado oposto… exatamente da direção dos trailers. O impacto fez o chão tremer. Ísis levou as mãos aos ouvidos, o corpo travando.
— Meu Deus!
Gritos começaram a surgir. Fumaça subiu rápido. Vidros estilhaçados. Chamas. O coração dela disparou. Os olhos se arregalaram.
— O meu trailer… — sussurrou, sem voz.
Era ali. O lugar para onde ela estava indo. Henrique segurou o braço dela instintivamente.
— Ísis, fica aqui!
Mas ela não conseguia se mover. A respiração falhou. O mundo parecia distante. Confuso.
Em Manhattan, Alex estava ao volante, o olhar fixo na estrada. O celular vibrou. Ele lançou um olhar rápido para a tela. Número desconhecido. Franziu a testa. O sinal fechou. Ele aproveitou, pegou o celular e abriu a mensagem. O olhar mudou. Escureceu.
“Advogado… você investiga bem. Mas protege mal.”
O maxilar travou. A mão apertou o volante com força. Outra mensagem chegou.
“Hoje foi só um aviso.”
O silêncio dentro do carro ficou pesado. Frio. Alex ligou imediatamente para Ísis. Chamou. Nada. Ligou de novo. As buzinas começaram a soar atrás dele quando o sinal abriu, mas ele nem percebeu. Arrancou com o carro. Ligou outra vez. Na terceira tentativa.
— Alex
A voz dela veio do outro lado. Ele respirou fundo, já acelerando.
— Preta… que barulho é esse? — perguntou, a tensão evidente na voz.
Do outro lado, um ruído de fundo, vozes, confusão. Ísis respondeu, ainda ofegante.
— Amor… você acredita que o meu trailer explodiu?
A noite tomava conta da cobertura de Alex. As luzes da cidade invadiam o ambiente pelas grandes janelas, mas, ali dentro… o clima era pesado. Olívia estava sentada no sofá, com Meredith no colo. Acariciava os cabelos da filha distraidamente, o olhar perdido.
— Tudo o que aconteceu com você, Ísis… — a voz saiu baixa — foi por nossa culpa.
O silêncio caiu. Edgar, que estava mais afastado, deu um passo à frente, balançando a cabeça.
— Olívia… — disse, firme, mas sem dureza — você não tem culpa pelo que aconteceu com a minha irmã.
Ele passou a mão pelo rosto, contendo a própria tensão.
— Aliás… nenhum de nós tem culpa pelas maldades que estão acontecendo. — sustentou o olhar nela — Por favor, não se culpe.
Alex, encostado próximo à janela, respirou fundo antes de falar e ajustou o relógio no pulso.
— O Edgar está certo, Olívia. — a voz saiu mais controlada — Situações como essa são consequência da minha profissão.
Laura, sentada ao lado de Olívia, inclinou-se um pouco, com um sorriso leve, mesmo carregado.
— Cunhadinha… — disse, acariciando o próprio ventre e apoiando a outra mão na perna de Olívia — eu sei que é difícil.
Apertou de leve.
— Mas vamos pensar positivo.
Os olhos dela brilharam com esperança.
— Daqui a pouco nossos filhos vão estar lá na fazenda… correndo, rindo, brincando…
Um sorriso suave surgiu.
— E a gente vai olhar pra trás e sorrir de tudo isso.
Ela lançou um olhar rápido para Alex… depois voltou para Olívia.
— Meu irmão vai sair daquela prisão.
Ísis, sentada de frente para elas, levou a mão até a barriga com carinho, respirando fundo antes de falar.
— Amiga… — disse, com a voz suave, mas firme — nós estamos bem.
Ela sustentou o olhar em Olívia.
— Fica tranquila… — ela respirou fundo, passando a mão pela barriga com cuidado e um leve sorriso surgiu. — Eles estão bem agitados.
Os olhos suavizaram.
— E eu não quero mais te ouvir falando isso, tá?
No outro dia, na sala de visitas da prisão, Liam estava sentado, os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas com força. O olhar fixo no chão… mas a mente longe dali.
Olívia ergueu o olhar na mesma intensidade.
— Você me perguntou se é isso que eu quero? — rebateu, firme. — Está decidindo por mim.
O olhar dele endureceu.
— Eu estou tentando te manter viva.
O silêncio caiu pesado. Olga apenas observava… atenta. Sem interferir ainda. Olívia respirou fundo, controlando o tremor na voz.
— Essa atitude ridícula é porque ele ainda não aceitou que eu assumi a empresa… — disse, encarando-o — Ele insiste que eu estou correndo risco. Eu estou dando o meu melhor… e ele continua tentando me afastar.
Ela virou o rosto para Olga, indignada.
— Acredita nisso, vovó? Quero ver como ele vai reagir… se eu arrumar outro de verdade.
Liam se levantou devagar, ajeitando a postura. Passou a mão pelos cabelos apenas o suficiente para se recompor.
— Você está correndo risco. — disse, a voz baixa, firme. — Tudo isso aconteceu porque—
Ele parou.
O maxilar se contraiu de leve. Olga se levantou com calma e deu um passo à frente.
— Porque você a ama, meu amor. — disse, simplesmente. — Desesperadamente.
O silêncio veio imediato. Ela olhou primeiro para Liam… depois para Olívia.
— E quando o amor vem com medo… as pessoas começam a tomar decisões burras em nome de proteção.
Liam fechou os olhos por um segundo, a mandíbula travada. Olga se aproximou mais, colocando a mão com delicadeza sobre o braço dele.
— Eu e o seu avô… — começou, com um leve suspiro — tivemos problemas que vocês nem imaginam.
Olívia a olhou, atenta.
— Houve momentos em que a vida não foi fácil. Nem um pouco. — continuou, serena. — Pressões, decisões erradas, perigos… escolhas que poderiam ter nos separado.
Ela fez uma pausa breve.
— Mas em nenhum momento… — o olhar dela se intensificou — um de nós desistiu do outro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Postem os novos capítulos, já faz duas semanas que não postam nada , ou será que o livro vai ficar incompleto...
por favor postem os outros capítulos, já tem alguns dias e não postam nada...
Volta a liberar 3 por dia...
Nao postam mais como antes 3 por dia ai comprar nao da....
E vai postar o restante quando, não tem capítulo diário, não tem semanal, será agora mensal. Afff viu...
514 libera mais.........
Podia liberar td livro....
Eu fiquei 15 dias pensei noss vai ter um mont2 de páginas pea mim devorar tinha somente 5 páginas. Desumano com quem tem ansiedade kkkkk...
Ansiosa pelo capítulo 530 , será que vai ser postado hoje , pq semana passada foi postado no domingo...
Super ansiosa estou no capitulo 512. So ue estão demorando muito pra soltar novos...