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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 414

O som cortou o ar. Violento. Ensurdecedor. A explosão veio do lado oposto… exatamente da direção dos trailers. O impacto fez o chão tremer. Ísis levou as mãos aos ouvidos, o corpo travando.

— Meu Deus!

Gritos começaram a surgir. Fumaça subiu rápido. Vidros estilhaçados. Chamas. O coração dela disparou. Os olhos se arregalaram.

— O meu trailer… — sussurrou, sem voz.

Era ali. O lugar para onde ela estava indo. Henrique segurou o braço dela instintivamente.

— Ísis, fica aqui!

Mas ela não conseguia se mover. A respiração falhou. O mundo parecia distante. Confuso.

Em Manhattan, Alex estava ao volante, o olhar fixo na estrada. O celular vibrou. Ele lançou um olhar rápido para a tela. Número desconhecido. Franziu a testa. O sinal fechou. Ele aproveitou, pegou o celular e abriu a mensagem. O olhar mudou. Escureceu.

“Advogado… você investiga bem. Mas protege mal.”

O maxilar travou. A mão apertou o volante com força. Outra mensagem chegou.

“Hoje foi só um aviso.”

O silêncio dentro do carro ficou pesado. Frio. Alex ligou imediatamente para Ísis. Chamou. Nada. Ligou de novo. As buzinas começaram a soar atrás dele quando o sinal abriu, mas ele nem percebeu. Arrancou com o carro. Ligou outra vez. Na terceira tentativa.

— Alex

A voz dela veio do outro lado. Ele respirou fundo, já acelerando.

— Preta… que barulho é esse? — perguntou, a tensão evidente na voz.

Do outro lado, um ruído de fundo, vozes, confusão. Ísis respondeu, ainda ofegante.

— Amor… você acredita que o meu trailer explodiu?

A noite tomava conta da cobertura de Alex. As luzes da cidade invadiam o ambiente pelas grandes janelas, mas, ali dentro… o clima era pesado. Olívia estava sentada no sofá, com Meredith no colo. Acariciava os cabelos da filha distraidamente, o olhar perdido.

— Tudo o que aconteceu com você, Ísis… — a voz saiu baixa — foi por nossa culpa.

O silêncio caiu. Edgar, que estava mais afastado, deu um passo à frente, balançando a cabeça.

— Olívia… — disse, firme, mas sem dureza — você não tem culpa pelo que aconteceu com a minha irmã.

Ele passou a mão pelo rosto, contendo a própria tensão.

— Aliás… nenhum de nós tem culpa pelas maldades que estão acontecendo. — sustentou o olhar nela — Por favor, não se culpe.

Alex, encostado próximo à janela, respirou fundo antes de falar e ajustou o relógio no pulso.

— O Edgar está certo, Olívia. — a voz saiu mais controlada — Situações como essa são consequência da minha profissão.

Laura, sentada ao lado de Olívia, inclinou-se um pouco, com um sorriso leve, mesmo carregado.

— Cunhadinha… — disse, acariciando o próprio ventre e apoiando a outra mão na perna de Olívia — eu sei que é difícil.

Apertou de leve.

— Mas vamos pensar positivo.

Os olhos dela brilharam com esperança.

— Daqui a pouco nossos filhos vão estar lá na fazenda… correndo, rindo, brincando…

Um sorriso suave surgiu.

— E a gente vai olhar pra trás e sorrir de tudo isso.

Ela lançou um olhar rápido para Alex… depois voltou para Olívia.

— Meu irmão vai sair daquela prisão.

Ísis, sentada de frente para elas, levou a mão até a barriga com carinho, respirando fundo antes de falar.

— Amiga… — disse, com a voz suave, mas firme — nós estamos bem.

Ela sustentou o olhar em Olívia.

— Fica tranquila… — ela respirou fundo, passando a mão pela barriga com cuidado e um leve sorriso surgiu. — Eles estão bem agitados.

Os olhos suavizaram.

— E eu não quero mais te ouvir falando isso, tá?

No outro dia, na sala de visitas da prisão, Liam estava sentado, os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas com força. O olhar fixo no chão… mas a mente longe dali.

Olívia ergueu o olhar na mesma intensidade.

— Você me perguntou se é isso que eu quero? — rebateu, firme. — Está decidindo por mim.

O olhar dele endureceu.

— Eu estou tentando te manter viva.

O silêncio caiu pesado. Olga apenas observava… atenta. Sem interferir ainda. Olívia respirou fundo, controlando o tremor na voz.

— Essa atitude ridícula é porque ele ainda não aceitou que eu assumi a empresa… — disse, encarando-o — Ele insiste que eu estou correndo risco. Eu estou dando o meu melhor… e ele continua tentando me afastar.

Ela virou o rosto para Olga, indignada.

— Acredita nisso, vovó? Quero ver como ele vai reagir… se eu arrumar outro de verdade.

Liam se levantou devagar, ajeitando a postura. Passou a mão pelos cabelos apenas o suficiente para se recompor.

— Você está correndo risco. — disse, a voz baixa, firme. — Tudo isso aconteceu porque—

Ele parou.

O maxilar se contraiu de leve. Olga se levantou com calma e deu um passo à frente.

— Porque você a ama, meu amor. — disse, simplesmente. — Desesperadamente.

O silêncio veio imediato. Ela olhou primeiro para Liam… depois para Olívia.

— E quando o amor vem com medo… as pessoas começam a tomar decisões burras em nome de proteção.

Liam fechou os olhos por um segundo, a mandíbula travada. Olga se aproximou mais, colocando a mão com delicadeza sobre o braço dele.

— Eu e o seu avô… — começou, com um leve suspiro — tivemos problemas que vocês nem imaginam.

Olívia a olhou, atenta.

— Houve momentos em que a vida não foi fácil. Nem um pouco. — continuou, serena. — Pressões, decisões erradas, perigos… escolhas que poderiam ter nos separado.

Ela fez uma pausa breve.

— Mas em nenhum momento… — o olhar dela se intensificou — um de nós desistiu do outro.

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