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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 423

Ísis foi direto até Olívia, envolvendo-a num abraço apertado.

— Calma, amiga… — sussurrou no ouvido dela — essa nuvem preta vai passar… vai dar tudo certo. Ele vai ficar bem.

Felipe se aproximou de Alex e apertou a mão dele com força.

— Como está meu filho, Alex?

Alex manteve a postura firme.

— Ele chegou consciente ao hospital… foi socorrido rápido.

Olhou para o relógio.

— Está no centro cirúrgico… já vai fazer duas horas.

Felipe assentiu, tenso.

— Se o ferimento não foi tão grave… a cirurgia já deve estar acabando.

Como se o destino tivesse ouvido, a porta do centro cirúrgico se abriu. Um médico saiu. Todos se viraram ao mesmo tempo. Olívia foi a primeira a se aproximar.

— Doutor… — disse, com a voz trêmula — como está o meu esposo? Ele está vivo? Eu posso vê-lo?

O médico retirou a máscara com calma, mantendo um tom profissional.

— Ele está vivo, sim. — disse, direto.

O ar voltou. Mas ainda pesado.

— A facada atingiu a região abdominal, houve sangramento importante… — continuou — mas conseguimos controlar.

Olhou para todos.

— A cirurgia foi bem-sucedida. Ele ainda inspira cuidados… mas está fora de risco imediato.

Os olhos de Olívia se encheram.

— Eu posso vê-lo? — perguntou, aflita.

— Assim que ele for para o quarto e estabilizar… — respondeu o médico — vamos liberar a entrada de um familiar.

Olívia assentiu, ainda tremendo.

Felipe se aproximou por trás e colocou a mão no ombro dela com carinho.

— Olívia, fica tranquila. Ele está bem — disse, com a voz firme e reconfortante. — Pensa positivo no meio de toda essa tragédia, o Liam vai poder ver a Meredith quando estiver no quarto. Uma coisa boa vai acontecer.

Ela respirou fundo, tentando se acalmar, e apenas assentiu. Alguns minutos depois, todos estavam sentados na recepção, Alex se aproximou apressado, com o celular ainda na mão.

— Consegui uma autorização para você ver o Liam, Olívia— anunciou, com um suspiro de alívio. — Só você, por enquanto. Vai com a enfermeira..

Uma enfermeira acompanhou Olívia pelos corredores do hospital. Elas pararam em frente a uma grande janela de vidro que dava para a sala de recuperação pós-cirúrgica. A enfermeira apontou.

— Ele está ali. Pode ficar o tempo que precisar. Mas ainda não pode entrar.

Olívia colou as mãos no vidro frio, os olhos desesperados procurando por ele.

Liam estava deitado na maca, ainda inconsciente, com o rosto pálido e uma máscara de oxigênio cobrindo parte da boca. Havia soro no braço, monitores apitando baixinho e um grande curativo branco cobrindo toda a região abdominal. Ele parecia vulnerável, frágil de um jeito que ela nunca tinha visto.

As lágrimas desceram silenciosas pelo rosto dela. Olívia encostou a testa no vidro frio, como se pudesse atravessá-lo.

— Mozão… eu estou aqui… — a voz falhou. — Você consegue me sentir?

Ela respirou fundo, tentando se manter de pé.

— Que susto você me deu… — sussurrou, quebrada — eu fiquei com tanto medo de te perder…

Os dedos tremiam levemente contra o vidro.

— Aguenta firme, meu amor. Você é forte demais…

Ela engoliu o choro.

— Eu estou aqui… te esperando. Nossa filha está bem… dormindo…

Mas ela precisa do pai dela.

Uma pausa.

Edgar levantou o olhar, mantendo o braço ao redor de Laura com cuidado.

— Laura não vai conseguir sair daqui enquanto não souber do irmão — respondeu ele, a voz baixa. — Em casa ela ia ficar mexendo no celular o tempo todo ou chorando vendo série. Aqui, pelo menos, ela conseguiu dormir um pouco.

Ísis apertou a mão de Alex e sorriu com carinho para a amiga.

— Amiga, como íamos deixar você aqui sozinha?

Alex completou, firme.

— Liam nunca ia me perdoar. E nós somos uma família. Estamos juntos em todos os momentos.

Olívia baixou a cabeça, emocionada, lutando contra mais uma onda de choro.

— Eu nem sei como agradecer… — murmurou, a voz embargada. — Eu só quero que esse pesadelo termine. Eu estou perdendo minhas forças. A sensação é que eu e o Liam estamos num areal movediço, afundando devagar… e não tem ninguém pra nos tirar de lá.

Ísis soltou a mão de Alex por um instante e segurou a de Olívia.

— Nós estamos aqui, amiga. Pra puxar vocês. Temos que ter fé. Tudo isso vai passar.

Olívia respirou fundo, os olhos marejados mais uma vez.

— Eu só quero ter uma vida normal com meu marido… com a minha família. Não tenho nem mais lágrimas de tanto que já chorei.

Alex inclinou o corpo para frente, olhando para ela com seriedade.

— Tenta dormir um pouco, Olívia. Você também, Preta. Eu e Edgar vamos ficar acordados vigiando vocês.

Olívia balançou a cabeça, teimosa.

— Eu não consigo. Enquanto não falar com o Liam, enquanto não olhar nos olhos dele… eu não vou conseguir descansar.

Horas depois, o quarto estava silencioso, iluminado apenas pela luz suave que entrava pela janela. Olívia estava sentada na cadeira ao lado da cama, inclinada para frente, segurando com as duas mãos a mão grande e quente de Liam. Seus dedos acariciavam o dorso da mão dele lentamente, como se tentasse transmitir toda a sua força para ele.

— Mozão… por favor, acorda — sussurrou ela, a voz rouca de cansaço e emoção. Os olhos estavam vermelhos, inchados de tanto chorar. — Você não quer me ver? Eu não posso te perder… Eu não consigo ficar sem você. Por favor, volta pra mim. Você não pode morrer.

Ela encostou a testa no braço dele, fechando os olhos com força. Foi então que sentiu um leve aperto na mão. Quase imperceptível. Mas real. Liam moveu os lábios secos, a voz saindo baixa, rouca e um pouco arrastada, os olhos ainda fechados.

— Você realmente acha… que eu vou deixar outro homem encostar no que é meu? Quantas vezes eu já te disse… que você é minha?

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