O telefone tocou, e pela terceira vez naquela manhã, era sua mãe. A voz de Lúcia Mendes era um lamento agudo e desesperado do outro lado da linha.
—Clara, pelo amor de Deus, seu pai está inconsolável! Você precisa fazer alguma coisa pelo seu irmão!
Clara fechou os olhos, a têmpora latejando.
—Mãe, eu já disse. Eu falei com o Arthur.
—E o que ele disse? Ele vai ajudar? Os advogados dele já ligaram?
—Eu não sei. Ele... teve que sair.
Um suspiro de frustração veio do outro lado.
—Você precisa pressioná-lo, filha! Mostre que se importa!
Clara desligou, a exaustão pesando mais que o normal.
No hospital, a atmosfera na estação de enfermagem estava eufórica. Uma caixa de presente de uma grife famosa estava aberta, e várias enfermeiras admiravam os batons que haviam ganhado.
—Givenchy! Eu não acredito! — disse uma delas, maravilhada.
Isabela Ferraz estava encostada no balcão, um sorriso modesto no rosto.

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