O celular de Clara vibrou sobre a mesa com uma nova mensagem. Era de um número que ela conhecia bem demais. Era de Arthur.
O texto era curto, frio e imperioso.
"Posso conseguir a equipe de advogados. Mas tudo vai depender do seu desempenho."
Desempenho. Ela era uma atriz em um palco que ele havia construído. Clara apagou a mensagem, o estômago revirado.
Enquanto isso, no 50º andar do prédio do Grupo Montenegro, a porta do escritório de Arthur se abriu com uma força dramática.
Lívia Montenegro, sua mãe, entrou como um furacão. Ela usava um terninho de grife e uma expressão de fúria contida. Em sua mão, um tablet exibia a foto de Arthur com Isabela e Enzo que viralizara na internet.
—Arthur, eu exijo uma explicação para esta... vergonha! — ela disse, a voz sibilante. — A cidade inteira está falando do seu filho bastardo.
Arthur nem sequer levantou os olhos dos documentos em sua mesa.
—Ele não é meu filho, mãe.
—Não minta para mim! É a cara da Isabela Ferraz! Aquela mulher sempre foi um problema!
—A paternidade dele não me diz respeito.
Lívia o encarou, chocada com sua calma.

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