O silêncio entre eles era pesado, carregado de palavras não ditas. Arthur se desencostou da parede, o movimento rígido.
—O dia foi tranquilo? — ele perguntou, a voz mais rouca que o normal.
Era sua maneira torta de perguntar: "Você viu que o mundo inteiro acha que eu tenho um filho com outra mulher?".
—Como sempre. — Clara respondeu, a expressão neutra. Ela não lhe daria a satisfação. — Muito trabalho.
Ela começou a andar pelo corredor, e ele a seguiu, um passo atrás.
—Sobre o meu irmão...
—Eu já acionei minha equipe jurídica. Eles entrarão em contato com sua família.
—Obrigada. — A palavra saiu com dificuldade, mas era sincera.
Ela estava prestes a dizer mais alguma coisa quando uma voz familiar interrompeu.
—Arthur, querido! Eu estava te procurando!
Isabela Ferraz surgiu no final do corredor, andando em direção a eles com um sorriso radiante. Sem cerimônia, ela passou o braço pelo de Arthur, um gesto claro de posse que o fez enrijecer.

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