O saguão do Grand Hyatt estava lotado com os nomes mais importantes da medicina do país. Clara se sentia mais em casa ali, entre colegas, do que em seu próprio apartamento.
Isabela tinha ligado mais cedo para avisar, com um tom de superioridade mal disfarçada, que iria no carro de Arthur. Clara não se importou. A solidão era uma companhia bem-vinda.
—Clara? Clara Mendes! É você mesma?
Uma voz calorosa e familiar a fez se virar.
Pedro Rocha, um antigo colega da faculdade de medicina, estava parado ali com um sorriso largo. Ele estava mais charmoso do que ela se lembrava.
—Pedro! Meu Deus, quanto tempo! — ela sorriu, um sorriso genuíno pela primeira vez em dias.
Eles conversaram por alguns minutos, rindo de memórias antigas. Por um instante, Clara se esqueceu do peso em seus ombros.
Foi quando Arthur e Isabela chegaram.
Eles pararam a poucos metros de distância. Isabela viu a cena, e seus olhos se estreitaram. Ela se inclinou e sussurrou algo para Arthur.
Então, com um sorriso venenoso, ela se aproximou, segurando o braço de Arthur.
—Querido, você não vai nos apresentar?

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