RUBI MONTENEGRO
— Se você acha que eu vou desperdiçar toda essa decoração simplesmente dormindo, você definitivamente subestima a mulher com quem acabou de casar, Sr. Beckett
— É mesmo? — ele sussurrou perto do meu ouvido. — Então acho melhor começar a provar que mereço essa mulher incrível.
Ares me virou devagar, ergueu as mãos e segurou o meu rosto, acariciando as minhas bochechas com os polegares.
Ele se inclinou e capturou a minha boca com a dele. Não foi um beijo apressado ou selvagem, mas sim lento, profundo e cheio de devoção. Sua língua pediu passagem e eu abri os lábios, deixando que ele explorasse a minha boca enquanto as mãos dele desciam pelas minhas costas.
Ares se afastou alguns milímetros, respirando de forma pesada e levou as mãos até o pequeno zíper invisível nas costas do meu vestido de noiva. Senti o tecido afrouxar ao redor do meu corpo, até cair aos meus pés, me deixando apenas com um conjunto de lingerie delicada.
Foi nesse instante que a minha velha insegurança bateu e eu instintivamente cruzei os braços sobre a minha barriga, tentando me esconder. Eu havia perdido mais de trinta quilos desde que conheci Ares. Meu corpo havia mudado muito, mas eu ainda era uma mulher curvilínea, ainda tinha marcas e dobrinhas que, no passado, o próprio homem à minha frente havia usado para me ofender cruelmente.
Lembrar daquelas palavras me fez abaixar o olhar. Mas Ares segurou os meus pulsos e afastou os meus braços, obrigando-me a ficar exposta para ele.
— Não. Não tente se esconder de mim, Rubi.
— Ares... ainda não sou perfeita. Eu ainda tenho...
— Você é a mulher mais perfeita que já pisou nesta terra — ele soltou os meus pulsos para espalmar as mãos na minha cintura nua, acariciando a curva dos meus quadris. — Olhe para mim, esposa.
Eu ergui o olhar lentamente.
— Esqueça o idiota que fui no passado. Eu era um homem cego. — Ele se abaixou, depositando um beijo no meu pescoço, depois no meu ombro, e então na pele da minha barriga, exatamente onde eu tentava esconder. — Cada curva do seu corpo será o meu paraíso. Você é linda, Rubi. E sabe disso, não sabe?
— Eu sei...
— Nunca esqueça.
Ele retirou meus saltos, quando se ergueu novamente, me pegou no colo e caminhou até a cama, deitando-me em meio aos lençóis e pétalas.
Fiquei observando enquanto ele se desfazia da própria roupa. O paletó, a gravata, a camisa e as calças voaram para o chão.
Quando ele ficou completamente nu, eu prendi a respiração. Ares era magnífico. Os ombros largos, o abdômen definido e a masculinidade evidente me fizeram engolir em seco, com uma pontada de nervosismo. Ele era muito grande. Não dá pra diminuir o pênis na primeira vez e voltar ao tamanho normal depois? Acho que não existe um mecanismo assim no corpo humano...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!