RUBI MONTENEGRO
Ares se afastou para alcançar a mesa de cabeceira. Assisti a embalagem plástica sendo rasgada, ele tirou a camisinha e a desenrolou sobre a sua ereção de forma rápida, sem tirar os olhos do meu rosto.
Ele voltou a se posicionar entre as minhas pernas, sustentando o próprio peso nos antebraços para não me esmagar e apoiou a testa na minha.
— Vou começar. — Avisou e assenti.
Senti a ponta rígida dele roçar na minha entrada molhada. Fechei os olhos instintivamente e prendi a respiração.
Ares começou a entrar, movendo-se com uma lentidão excruciante. A sensação de preenchimento era muito intensa. Ele era grande, e eu estava muito apertada. A pressão foi aumentando até que ele encontrou a barreira do meu corpo.
No momento em que ele empurrou um pouco mais firme para romper, uma dor aguda e ardida tomou conta do meu ventre.
— Ares, para! Dói! — gritei, e minhas unhas cravaram com força nas costas dele.
Ares parou instantaneamente. O rosto dele se contraiu em uma expressão de autocontrole e agonia.
— Parei. Estou parado, minha vida — ele sussurrou apressado, e começou a encher o meu rosto de beijos curtos. — Fica tranquila. Eu não vou me mexer um milímetro até você mandar. Está tudo bem.
Puxei o ar com força, meus olhos marejaram de lágrimas pela fisgada de dor.
Ficamos alguns minutos naquela posição. A presença dele dentro de mim, aliada ao calor do corpo e aos beijos contínuos que ele deixava na minha testa e nas minhas bochechas, começou a surtir efeito. O ardor inicial foi diminuindo, transformando-se em uma sensação de pressão latejante e em um formigamento quente.
Lentamente, eu relaxei as pernas, descendo as minhas mãos pelas costas dele até agarrar os seus quadris.
— Já está passando — sussurrei, abrindo os olhos e encontrando o olhar preocupado dele. Movimentei o meu quadril apenas uma fração de centímetro para cima, buscando mais atrito. — Pode continuar. Devagar.
— Tem certeza? — ele perguntou, apenas para confirmar.
Assenti com a cabeça.
— Eu estou... Ares, eu... — não consegui terminar a frase.
O segundo orgasmo me atingiu sem aviso, o meu corpo inteiro se contraiu e apertou ao redor dele. Cravei as unhas nos ombros dele, perdendo completamente a noção da realidade.
Ares soltou um rugido rouco, aprofundando a estocada até o limite, e o seu corpo enrijeceu sobre o meu. Senti o latejar dele dentro da proteção enquanto ele despejava o próprio clímax.
Abracei as costas suadas dele, alisando os seus cabelos escuros. A respiração dele estava irregular, ofegante e quente contra o meu pescoço. Eu estava na mesma situação, o meu peito subindo e descendo freneticamente na busca por oxigênio. Um sorriso enorme e bobo tomou conta dos meus lábios.
Ares ergueu o rosto depois de alguns minutos. Ele me olhou com olhos brilhantes, um sorriso torto e exausto nos lábios. Ele beijou a ponta do meu nariz e depois se afastou com cuidado para retirar a proteção e se limpar.
Quando ele voltou para a cama, me puxou para o centro dos lençóis amassados, aninhando o meu corpo contra o seu peito. Eu descansei a cabeça sobre o coração dele, ouvindo as batidas ritmadas.
— Você está bem? — ele sussurrou, acariciando os meus cabelos de forma suave e preguiçosa.
— Melhor do que nunca — respondi, fechando os olhos, sentindo o cansaço tomar conta e o sono me alcançar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!