ARES BECKETT
A luz suave do sol anunciou o início de um novo dia. Mas, para mim, parecia o início de uma nova vida.
Acordei antes de Rubi. Fiquei deitado em silêncio por um longo tempo, apenas ouvindo a respiração calma e ritmada dela. Ela estava deitada de bruços, com o rosto virado para mim, os cabelos escuros espalhados pelo travesseiro branco e a pele nua coberta apenas até a metade das costas pelo lençol.
Ergui a mão com a maior delicadeza que consegui e tracei a linha da mandíbula dela com as costas do meu dedo indicador. Deslizei pelo nariz pequeno, desci até os lábios carnudos e afastei uma mecha de cabelo da sua bochecha.
Um sorriso bobo, do tipo que eu jamais permitiria que outros vissem, tomou conta do meu rosto. Ela era minha. Rubi Montenegro Beckett era a minha mulher.
Com muito cuidado para não acordá-la, levantei da cama e vesti uma calça. Fui até a cozinha da propriedade.
Eu sou um homem de muitos talentos, mas confesso que cozinhar definitivamente não está na lista. Sendo realista sobre as minhas habilidades culinárias, decidi manter as coisas simples para não causar problemas na nossa primeira manhã de casados.
Cortei alguns morangos, fatias de manga e melão. Depois de ler as instruções na internet consegui usar a cafeteira e coloquei algumas fatias de pão na torradeira. Arrumei tudo em uma bandeja com uma pequena jarra de suco e uma rosa vermelha que sobrou da decoração de ontem.
Quando voltei para o quarto equilibrando a bandeja, Rubi estava começando a se espreguiçar. Ela se virou de barriga para cima, puxando o lençol para cobrir os seios, e soltou um pequeno gemido, franzindo o nariz.
— Bom dia, minha rainha — cumprimentei, caminhando até a beirada da cama e colocando a bandeja sobre o colchão.
Rubi abriu os olhos castanhos e piscou algumas vezes, abrindo um sorriso lindo.
— Bom dia, marido — murmurou, com a voz rouca de sono. Ela tentou se sentar, apoiando as mãos no colchão, mas fez uma careta e parou no meio do caminho.
— Vá com calma. Como você está se sentindo? — perguntei, sentando ao lado dela e ajeitando os travesseiros.
— Feliz — ela suspirou, encostando a cabeça no travesseiro. — Mas admito que estou bem dolorida.
Sorri de canto, sentindo um pouco de orgulho masculino.
— A culpa foi minha. Fui com muita sede ao pote na nossa primeira noite — brinquei, inclinando-me para dar um beijo na testa dela. — Mas prometo que hoje o dia será apenas de descanso.
Rubi olhou para a bandeja ao nosso lado e os olhos dela brilharam. Ela esticou o braço para pegar a taça de suco de laranja, mas impedi.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!