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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 117

RUBI MONTENEGRO

A tarde chegou mansa e quente nos Hamptons. Graças aos mimos exagerados e ao cuidado constante de Ares durante toda a manhã, o desconforto e a dor da nossa primeira noite haviam diminuído bastante.

Ouvindo o som das ondas quebrarem ao longe, decidi que era hora de aproveitar a praia particular da propriedade e com um pouco de esforço convenci Ares a concordar.

Fui até as malas que a equipe dele havia trazido. Abri a minha bagagem, revirando algumas peças de roupa até encontrar, alguns conjuntos de biquínis. A intrometida da Valentina ou a atenciosa da Mary deviam ter arrumado essa mala para mim.

Vesti uma peça vermelha. O tecido se ajustou perfeitamente, valorizando cada uma das minhas curvas e sustentando os meus seios de forma insinuante. Para completar, coloquei uma saída de praia preta, de um tecido leve e totalmente transparente, que deixava muito pouco para a imaginação.

Me olhei no espelho de corpo inteiro do closet. Ajeitei o cabelo solto e dei um sorriso de lado. Sim, estava bom. Muito bom.

Saí do quarto para encontrar meu marido que já devia estar cansado de esperar. No fim do corredor, Ares estava encostado na parede. Ele usava uma bermuda escura e segurava uma grande toalha felpuda jogada sobre o ombro. O peito largo e musculoso dele estava à mostra, e eu quase perdi o fôlego com a visão.

Mas, assim que os olhos dele caíram sobre mim, ele me secou de cima a baixo, os olhos escureceram de puro desejo em frações de segundo. Ao invés de um elogio qualquer, sua única palavra foi:

— Porra...

O meu sorriso se alargou. Ares não era dado à palavrões, seu vocabulário passava longe disso, então ouvi-lo praguejar era, de certa forma, um grande elogio.

— Gostou da vista, marido? — provoquei, caminhando até ele com um balanço extra nos quadris.

— Você quer me enlouquecer, Rubi. Só pode ser isso — ele murmurou, com a voz rouca, passando o braço livre ao redor da minha cintura e me puxando para um beijo rápido, mas repleto de fome. — Eu deveria te trancar naquele quarto de novo e não te deixar ver a luz do sol hoje.

— Eu não sou um homem que lida com incertezas, esposa. Além do mais, com você vestida assim, o meu único objetivo de vida no momento é tirar cada pedaço desse tecido do seu corpo.

— Foco, Ares! Nós viemos tomar sol, respirar ar puro e conversar. — repreendi, batendo no ombro dele.

— Eu posso fazer tudo isso ao mesmo tempo. Sou um excelente administrador de tempo.

Continuamos caminhando pela areia macia, com o som das ondas abafando as nossas risadas. A imensidão azul do oceano se estendia à nossa frente, brilhando sob o sol da tarde, aquela era a visão do paraíso. Conversamos sobre a temperatura da água e sobre como eu estava amando o lugar. Era tão bom não ter que pensar em nada preocupante. Éramos apenas nós dois ali.

Quando encontramos um local perfeito, plano e de frente para a água cristalina, Ares parou. Ele estendeu a toalha grande de piquenique sobre a areia branca com um movimento ágil e indicou um lugar para mim.

— Sente-se, minha vida. O paraíso é todo seu.

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