RUBI MONTENEGRO
Depois de me despedir de Ares com a promessa de aproveitarmos o fim de semana, saí para trabalhar.
Entrei no banco de trás do carro e coloquei o cinto de segurança, ajustando a minha bolsa no colo. Fiquei observando as ruas de Nova York passarem pela janela por alguns minutos, até que uma curiosidade começou a martelar na minha mente. Ares não me respondeu exatamente onde esteve.
Olhei para o motorista através do retrovisor.
— Onde o meu marido foi esta manhã antes de voltar para casa? — perguntei, com o tom de voz casual.
O homem me olhou pelo espelho, parecendo um pouco desconfortável na mesma hora.
— O senhor Beckett foi até a penitenciária, senhora.
— Qual delas?
— Bem... não sei se devo contar mais detalhes sobre isso.
Dei um sorriso calmo, encostando-me relaxada no banco de couro.
— Você ainda não entendeu quem é o seu verdadeiro chefe? — perguntei, sem alterar a voz, mas deixando o aviso bem claro. — Porque se um funcionário não sabe quem é o patrão, ele deve ser trocado imediatamente por um que saiba, ao menos, reconhecer o óbvio, não concorda?
O motorista engoliu em seco, com os olhos arregalados no retrovisor.
— Me desculpe, senhora Beckett — ele se apressou em dizer, soltando a informação de uma vez. E então, ele me disse o nome exato do presídio feminino.
— Obrigada — agradeci com um aceno simples.
Fechei os olhos e encostei a cabeça no banco, começando a batucar o meu dedo indicador na perna.
Penitenciária feminina Wotcock. Eu sabia muito bem quem estava lá. A pergunta que não queria calar era: o que o meu lindo marido teria ido fazer na mesma prisão em que a sua ex-amante, Diana, está trancafiada?


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!