RUBI MONTENEGRO
— Pode me dizer o que você foi fazer na penitenciária hoje de manhã, Ares Beckett?
O sorriso presunçoso sumiu do rosto dele no mesmo instante. Ares piscou, claramente pego de surpresa. Ele não esperava que eu descobrisse.
— Esposa...
— De joelhos. — A minha voz não se alterou. Apenas dei uma ordem direta.
Ares não hesitou por um único segundo. O terno caro vincou quando ele dobrou as pernas longas e se colocou aos meus pés no chão do meu escritório. Sem questionar. Completamente submisso a mim como tem sido nos últimos meses.
Olhei para ele de cima e Ares ergueu o rosto para me encarar.
— É melhor você me dar uma explicação muito aceitável, Ares — avisei. — E eu sugiro que você pense direitinho nas suas próximas palavras. Eu não admito mentiras.
Ele soltou um suspiro, os ombros largos relaxaram um pouco, aceitando que havia sido pego.
— Fui ver a Diana — ele confessou de uma vez, sem desviar o olhar do meu.
Senti um gosto amargo na boca ao ouvir o nome daquela mulher, mas mantive a minha expressão neutra. Não ia demonstrar ciúmes.
— E por qual motivo você sentiu a necessidade de visitar a sua ex-amante na cadeia logo de manhã cedo, em vez de ficar na cama comigo?
— Fui dar um aviso a ela. A sentença dela saiu ontem. Sete anos. Não te contei porque não queria estragar a sua manhã com o lixo do meu passado. Mas eu precisava deixar muito claro o que aconteceria se ela decidisse nos procurar quando saísse.
— Que tipo de aviso?
— Eu disse a ela que, se no dia em que for solta ela sequer pensar em respirar o mesmo ar que você, ou tentar qualquer contato com a nossa família, eu vou garantir que os sete anos se transformem no resto da vida dela em um buraco muito pior. Eu fui lá para enterrar a Diana de uma vez por todas, esposa. Por mim. E, principalmente, por você.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!