RUBI MONTENEGRO
— Meu olhar te deixa tão nervosa que precisa sair correndo, esposa?
— Não — respondi, tentando empurrá-lo. — Só me incomoda ter qualquer pessoa me encarando sem motivo. Principalmente uma que começou a me preocupar constantemente com seu comportamento.
Ares arqueou uma sobrancelha.
— O que tem de errado com o meu comportamento?
— O que não tem de errado com ele? — retruquei. O homem anda com umas mudanças de personalidades malucas, manda presente vazio e agora fica me seguindo e encarando igual um psicopata, como não me preocupar? — Me solta, Ares.
Ele sorriu de lado.
— Eu só solto se você me der um beijo na bochecha.
Suspirei, frustrada.
— Essa brincadeira não tem graça. O que você quer, afinal?
— Os fins de semana são para passarmos juntos. Estou apenas seguindo a minha esposa para compartilharmos um tempo de qualidade.
— Ok. Continue me seguindo onde quiser, mas evite me tocar.
— Concordo — ele murmurou, sem afrouxar o aperto —, mas repito que só vou te soltar se receber um beijo na bochecha.
— Isso é sério?
— Claro que sim.
Pensei um pouco sobre qual opção era mais irritante: dar o beijo na bochecha ou esperar ele cansar e me soltar? A resposta era óbvia: dar uma joelhada nos países baixos dele.
E foi exatamente o que eu fiz.
Levantei o joelho sem nenhuma piedade e acertei seu ponto fraco.
Ares soltou um gemido engasgado, me largou na mesma hora e caiu sentado na poltrona, segurando o meio das pernas. Como esperado a terceira escolha é a correta.
— Bem feito. — falei, arrumando a minha blusa. — Quem sabe assim você para de ser tão descarado.
Ele ofegava, com o rosto contorcido.
— Você tem que pensar antes de agir, Rubi. E se isso diminuir as chances de te engravidar? O que serão dos nossos filhos?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!