ARES BECKETT
Fiquei observando Rubi tentar parar de rir e, por um instante, eu simplesmente esqueci como se respirava. Como eu nunca tinha percebido que ela era tão linda? Aquela mulher deslumbrante, com sua risada gostosa e olhos brilhantes, estava bem ali na minha casa o tempo todo, e eu fui cego o suficiente para ignorá-la.
— Sério, qual é a graça? — repeti.
Rubi enxugou uma lágrima imaginária no canto do olho, ainda soltando pequenas risadas.
— Não preciso explicar qual é a graça. Se você não sabe o quão absurdo é o que acabou de dizer, então que fique sem saber.
Abri a boca para retrucar e provar que eu era, sim, um poço de qualidades, mas fui interrompido. Um dos meus seguranças parou na porta da academia, pigarreando para chamar a atenção.
— Com licença, Sr. Beckett. Tem alguém esperando o senhor no escritório.
Suspirei, contrariado pela interrupção.
— Já vou. — Voltei meu olhar para Rubi, que ainda tinha um sorriso divertido nos lábios. — Nos vemos no almoço, esposa.
Deixei ela na academia e caminhei até o meu escritório. Assim que abri a porta, encontrei o chefe da minha equipe de inteligência. Ele estava pálido e suando frio.
— S-senhor... — Ele engoliu em seco e estendeu um pequeno objeto. — O funcionário incompetente que cometeu o erro já foi dispensado. Aqui está o pen drive correto. E, para compensar o nosso erro, trouxemos um dossiê extra. Tudo sobre a vida da sua esposa como desejava.
Peguei os papéis e o pen drive das mãos dele.
— Vocês foram rápidos — comentei, avaliando as folhas impressas. — Já que me trouxeram esse brinde para compensar a burrada, vou perdoá-los. Eu estou de bom humor hoje.
O fato de Rubi ter rido daquela forma na minha frente me deixou estranhamente bem humorado.
Conversei com Vasquez por mais 20 minutos e então o dispensei com um aceno, fechei a porta e me sentei novamente para ler o arquivo.
Pulei as informações básicas que eu já sabia: vinte e três anos, sem antecedentes criminais, blá, blá, blá. Fui direto para as relações pessoais. Meus olhos correram pelas linhas. Ao que parece, Rubi nunca namorou sério. Nem sequer teve ficantes casuais registrados. Isso só aumentava a minha suspeita: a minha esposa era realmente virgem.
Continuei a ler. Ela teve poucos amigos ao longo da vida e, atualmente, não tinha nenhum. Mas o que realmente fez meu sangue depois ferver foram as descrições da vida dela dentro daquela casa.
Desde a infância, ela era humilhada constantemente pela mãe e pela irmã. A irmã casou com um diplomata e foi viver a própria vida, mas a mãe continuou com o comportamento abusivo. E o pai... o pai sempre foi omisso. Ele a ignorava completamente. Até que, recentemente, a situação havia saído do controle. O relatório detalhava que houve agressão física.
Parei de ler.
Ele ousou bater na minha esposa? Aquele verme inútil do Matthew Montenegro levantou a mão para o que é meu?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!