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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 3

— Está bem!

Tereza desligou o celular, mas as pontas de seus dedos estavam congeladas.-

No dia seguinte.

Amanheceu um dia ensolarado. Tereza levantou-se cedo para arrumar a filha para a escola.

A pequena, vestida em seu saco de dormir, estava agarrada ao travesseiro, cheirando a leite e recusando-se a levantar. Tereza a pegou no colo, sussurrando palavras doces, e, ao sentir o aroma suave da criança, seu coração se acalmou um pouco.

À medida que a filha crescia, os choros noturnos diminuíram. Quando tinha entre um e dois anos, costumava ter sangramentos nasais repentinos no meio da noite. Sendo muito teimosa, às vezes não deixava os adultos limparem seu rosto e, pela manhã, o sangue seco ainda manchava suas bochechas. Tereza havia sobrevivido a essas noites exaustivas.

— Eu quero que o papai me leve para a escola, ele me prometeu. — pediu a menina, abrindo os olhos sonolentos e fazendo um biquinho.

Tereza sentiu um leve sobressalto. Sabia que, no caminho para a escola, Norberto sempre contava uma historinha para a menina. Delfina havia se acostumado com isso e, por essa razão, fazia questão de que o pai a levasse todas as manhãs.

— O papai ainda está na casa da família ajudando a cuidar dos convidados. Hoje a mamãe te leva, pode ser?

O rostinho de Delfina assumiu uma expressão de decepção. Imediatamente, ela pegou seu relógio inteligente e ligou para o pai.

— Alô, Delfina! — A voz suave de Norberto soou do outro lado.

— Papai, você consegue voltar a tempo para me levar para a escola? — perguntou Delfina, com a voz embargada.

— Delfina, o papai vai te buscar na saída da escola hoje à tarde, está bem? — Do outro lado da linha, Norberto apressou-se em consolá-la com ternura.

— Então você tem que me trazer um brinquedo, senão eu não aceito.

— Combinado, o papai com certeza vai te levar um brinquedo à tarde.

Tereza permaneceu em pé ao lado da cama, esperando a filha terminar a ligação com Norberto para concluir de vesti-la.

— Norberto, não estou me sentindo bem... — Bem no momento em que a chamada estava prestes a ser encerrada, ouviu-se do outro lado uma leve tosse de Hera, seguida por suas palavras.

Exatamente nesse instante, a ligação foi interrompida.

Os dedos de Tereza, que seguravam as roupas, apertaram-se um pouco mais.

— Não é necessário, estou bem. — Tereza balançou a cabeça, lembrando que muitos pacientes viajavam de muito longe e ela não queria que perdessem a viagem, mantendo sua rotina de atender cem pacientes por dia.

— Então vou preparar uma xícara de café para ajudá-la a despertar.

— Eu agradeço, Regina. — respondeu Tereza, grata.

O expediente prolongou-se até as sete da noite. Assim que ela saiu da clínica de medicina tradicional, sua filha Delfina, carregando a mochilinha nas costas e saboreando pastilhas de leite, jogou-se alegremente em seus braços: — Mamãe, o papai veio me buscar, e a titia também veio! Eles me trouxeram doces e brinquedos!

Tereza pegou a filha no colo e, ao olhar em direção à rua, avistou o Bentley prateado estacionado. O homem, vestindo um terno de alta-costura de caimento impecável, estava parado com sua postura esguia, observando-as.

— Terminou o expediente? Vamos levar a Delfina para jantar. — disse Norberto ao se aproximar.

— A Delfina não pode comer esse tipo de doce. — advertiu Tereza a Norberto, notando as balas de goma cheias de corante nas mãos da filha.

— É só desta vez, não deve haver problema. — retrucou Norberto, com o belo rosto demonstrando leve surpresa.

Delfina escondeu as mãozinhas nas costas e, aproveitando que a mãe não estava olhando, atirou rapidamente mais uma bala na boca.

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