JENNIFER
Eu cerrei os punhos. Olivia, que porra você fez agora? Marcus estava se aproximando de mim, fazendo tudo o que eu queria. Aí você apareceu e estragou tudo. Você estava me irritando e não queria que eu me irritasse. Tinha muitas formas de fazer sua vida virar um inferno.
— Claro que posso ir tomar meu banho.
— Então vá. — Ele estava frio comigo, mais frio do que nunca, e tudo era culpa de Olivia. Aquela mulher não gostava de gente feliz. Ela achava que só ela merecia. Ele virou-se e começou a andar.
— Ela pode trabalhar o dia todo, mas sou eu que estou gerando um ser dentro de mim, seu bebê. Eu penso que meu trabalho é mais importante do que o dela. A menos que você não queira esse bebê, então eu até entenderia. —
Ele congelou no lugar. Seus olhos lentamente se voltaram para mim.
A cara dele estava sem emoção. Se olhar matasse, eu já estaria morta. — Você disse o quê? — Ele avançou até mim em passos lentos. Pediu coragem para continuar. Eu não queria isso, mas ele forçou.
— Você ouviu bem. — Levantei o queixo. Não ia recuar. Meu ventre estava carregando seu bebê, não o da sua esposa. Ele riu, gélido. — Minha esposa tinha razão. Você está atrás de algo. Fui burro de achar que era inocente. Me conte. Além de dinheiro, o que você quer mais? Já damos um rio de dinheiro para você.
Dinheiro não valia nada se eu não tivesse ele, a casa, o bebê. — Eu quero nossa família, eu, você e nosso bebê.
Ele parou e me olhou confuso. E desde quando eu falaria outra coisa? Estava com três meses, começando a aparecer. Ele tinha que se comportar, ou eu saía com esse bebê e nunca mais ele ia nos ver.
— Você não disse o que eu entendi, porque o bebê que cresce dentro de você não é seu, é meu e de Olivia.
Que ingenuidade. — Então por que está na minha barriga e não na de Olivia? Te digo por quê. O útero dela está podre e nenhum ser puro como um bebê pode ficar lá. E esse bebê não é dela e seu. É meu e seu.
Essa mulher me mataria se soubesse que revelia nosso segredo. — Você está delirando. Vou para a cama. — Ele se virou para sair, sorte que não acreditou. Ainda achava que o bebê era dele e de Olivia. Tudo bem, Marcus, podia pensar o que quisesse. Eu sabia a verdade.
Isso não te ajudava, meu caro Marcus. Você ia se acostumar. Um dia ia até gostar. Isso vai vir naturalmente. Tirei a roupa. Ele se virou para me dar privacidade. “Fique tranquilo, meu amor. Um dia você não vai conseguir se saciar do meu corpo.”
Admirá-lo, tocá-lo, acariciá-lo, explorá-lo e desfrutá-lo. Mal podia esperar. Entrei na banheira. — Estou pronta. — Eu percebia como ele estava tenso. Ele se virou, entrou, pegou meu pé esquerdo e começou a massageá-lo.
Fechei os olhos, aproveitando o toque. — Marcus, você está aí? — A voz de Olivia ecoou e me trouxe de volta. Ele se assustou, e um sorriso malicioso surgiu no meu rosto. Fui falar, mas ele me fitou intensamente.
— Não diga nada que levante suspeitas na minha esposa. Eu farei o que quiser, mas sem machucar minha esposa desse jeito. — Ele sussurrou sério. Eu vi que falava sério.
Tudo bem. Tínhamos o tempo suficiente para Olivia perceber que ela não tinha mais lugar nessa casa. Me calei. Ouvimos a porta fechar. Ele suspirou. — Acho que chegamos a um acordo. Eu e minhas vontades vêm em primeiro lugar. Sou eu que carrego sua criança e quero respeito, quero ser cuidada do jeito que eu quiser.
Ele me lançou outro olhar intenso. — E nada de você ficar me encarando assim, entendeu? Isso acabou agora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vingança Após o Divorcio