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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 20

Dizer que fiquei confusa seria mentira, porque a minha cabeça sempre foi confusa no geral. Constatei, naquele momento, que eu não sentia mais nada por Michael. Só um pouco de pena... porque eu sabia que ele iria sofrer bastante por Letícia.

Mas... era possível deixar de amar alguém tão rápido? Ou... foi Enzo que eu amei rápido demais?

Não. O que eu sentia por Enzo não era amor. Era totalmente físico.

— Fê? — ouvi a voz de Michal me chamando ao longe.

Então decidi voltar para o mundo real... bem longe de Enzo Asheton.

— Eu fiquei chateada porque você não me contou que iria pedir a Letícia em casamento. — inventei, só para ele achar que estava tudo certo e ir embora.

Há tempos eu faria qualquer coisa para que Michael ficasse só mais alguns minutos. Agora eu queria dispensá-lo o mais rápido possível, porque preferia ficar sozinha do que na companhia dele.

— Eu achei que você pudesse não gostar.

— Somos amigos. Você deveria ter dito. Eu ficaria chateada... mas menos do que ter sabido na hora, de surpresa.

— Você realmente ficou tão chateada assim, Fê?

— Sim, eu fiquei. — nesta parte eu fui sincera. O resto... tudo mentira.

— Se ficou tão chateada, por que saiu e só voltou no outro dia quase pela manhã?

Arqueei uma sobrancelha, surpresa com a fala dele:

— Eu... não entendi.

— Saiu e voltou no outro dia pela manhã... e com o pescoço cheio de chupões.

Dei um passo para trás e não contive o riso, atordoada:

— Eu... acho que ainda não estou entendendo, Michael.

— Seu pai me contou.

— Meu pai te contou que eu saí e voltei cheia de chupões? — balancei a cabeça, tentando entender — sim, é verdade. Ele não mentiu. Mas... o que uma coisa tem a ver com a outra?

— Se tivesse ficado tão chateada assim, não teria ido se divertir.

Ele queria que eu tivesse ficado assistindo tudo e me remoendo de dor? Caralho, que tipo de homem eu fui me apaixonar?

— Aquele jantar estava chato e eu decidi sair. Ponto.

— Você odeia a vida noturna de balada, Fê!

— Vou dizer mais uma vez: ele não é qualquer um! — alterei o tom de voz, furiosa. — E mesmo que fosse... o corpo é meu e eu dou para quem eu quiser.

— Não... você não faria isso, Fê. Sempre foi correta demais para agir dessa forma.

— Correta? Desde quando eu perder a virgindade com alguém é deixar de ser correta? Você já transou com várias garotas e eu não acho que tenha deixado de ser um cara honesto e “correto” por causa disso. Você certamente transa com a Letícia... e isso não muda nada no seu caráter. Por que mudaria no meu? Por que sou mulher? Devo casar virgem? Estou impura porque decidi foder com alguém no banheiro de uma boate?

— No... banheiro? — ele se afastou ainda mais, pasmo.

Abaixei a cabeça:

— Sim... no banheiro. — confessei.

E não, não foi para causar ciúme ou algo do tipo que falei aquilo. Mas porque... me acostumei a contar quase tudo para Michael a vida inteira e naquele momento parece que... esqueci que não éramos mais melhores amigos.

— Que porra... deu em você, Fê?

— Eu decidi... ser feliz. Simples assim.

— Sem... mim?

— Eu não posso ser feliz sem você, Michael? Somos melhores amigos. Você vai se casar. Que papel quer que eu tenha nessa história se não o de amiga? A minha vida vai seguir... separada da sua de agora em diante.

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