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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 151

Lembrei do que Aayush havia dito, que era perceptível o quanto ela gostava de mim.

— Olhe nos meus olhos e diga que não gosta de mim.

— Eu não gosto de você. — disse com todas as letras, olhando nos meus olhos.

Caralho, me senti péssimo.

— Sou o pai do seu filho.

— Isso não me obriga a gostar de você.

— O que eu preciso fazer para você gostar de mim?

— Além de existir? — ela riu e depois meneou a cabeça, atordoada — você precisa me deixar livre. Eu não quero ficar presa aqui.

— Só poderá sair quando provar a sua inocência.

— Eu não tenho que provar a minha inocência. Você que tem que provar a minha culpa.

— O que aconteceu com Davi foi bem grave.

— Exatamente. E você está deixando livre as pessoas que realmente o machucaram. E que machucaram a mim. E foi a Shirley.

— Você tem ciúme dela e quer que eu a mande embora.

— Eu quero que você se livre da pessoa que machucou o Davi.

— Como você caiu da escada? — soltei os braços dela, mas continuei no mesmo lugar, mantendo-a junto do meu corpo.

Maria Fernanda ficou com a respiração mais acelerada e fechou os olhos e percebi uma maldita lágrima nascendo sob os cílios e fazendo uma trilha úmida na sua bochecha.

Saí de cima dela e me deitei, puxando-a para mim num abraço:

— O que aconteceu? Por que está chorando, porra?

— Eu... não gosto de lembrar daquele dia. Foi... horrível.

— Ainda assim, eu gostaria de saber como você foi parar no outro andar.

Ela abriu os olhos e disse:

— Eu cheguei a pensar... que fui empurrada. Mas... não tenho certeza. Então não quero acusar ninguém injustamente.

— Mas acusa Shirley de ter causado o acidente de Davi.

— Porque isso eu tenho quase certeza.

— Ele se barbeou por você, não por ela.

— Está dizendo que o fato de o seu filho gostar de mim, torna-me culpada? Você é simplesmente repugnante.

Maria Fernanda me afastou com força e se levantou da cama:

— Quero o meu celular que você confiscou.

— Eu te dou. — levantei o aparelho — em troca você vai ligar para o seu irmão e o seu pai e dizer que fará uma viagem de lua de mel.

— Para onde iremos? — ela arqueou uma sobrancelha.

Ela deu de ombros:

— Valoriza-se a interdependência, forte vínculo emocional e parceria para a vida.

— Ninguém precisa de um irmão para o resto da vida.

— Como o seu, com certeza não. Saiba que na Índia, assim como na minha casa, a família é baseada em hierarquias, onde a relação envolve apoio mútuo, com irmãos mais velhos frequentemente assumindo papel de mentores e cuidadores.

— Tenho pena do Will se você é a mentora da família.

— Por quê?

— Porque só ensina porcarias, como engravidar de propósito e tentar machucar garotinhos indefesos para se apoderar de heranças.

— Você é desprezível. — ela disse, entredentes, furiosa.

— Pelo menos ainda não me odeia. — sorri.

— Eu te...

Não a deixei terminar. A beijei. Caralho, eu não aguentava mais ficar longe dela, sem sentir seu gosto.

Maria Fernanda passou os braços em torno do meu pescoço. Nossas línguas se encontraram e o mundo todo parou. Ela era a gasolina que fazia com que eu me movesse. O ar que fazia meus pulmões funcionarem. O sangue que corria nas minhas veias.

Sentir seu gosto, sua língua na minha, era a cura para todos os meus males.

Maçãzinha passou os dedos pelos meus cabelos, fazendo-me gemer. Peguei seu rosto com minhas mãos, como se ela pudesse se afastar a qualquer momento e me matar de saudade.

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